
Yoo~ Aqui estou eu, finalmente reescrevendo a minha fic antiga >.< Só para deixar claro, a parde dois da fic ainda vai ser atualizada, eu só vou reescrever a primeira pois estar um pouco velha e não tão boa assim xD Eu vou adicionar algumas mudanças aqui, então recomendo quem já leu a fic antes para ler outra vez :3 Mas quem não quiser, não tém problema [y]
Eu resolvi mudar o nome da fic para The Bet e a segunda para Shards Of Love, mas o Universo é ainda o de Poké School -q
Dizem que , quando as coisas acontecem na vida, acontecem por um motivo. Que toda a sua dor só está lá para depois dar lugar à felicidade. Que mesmo que você ache que está no fundo do poço um dia, logo virá um príncipe num cavalo branco que fará da sua vida um paraíso.
Poucos alunos estavam na escola; ela notou enquanto fechava seu guarda chuva na frente do prédio. Devia ser por causa da chuva, ela fazia todos ficarem com sono... É melhor que eu pare de pensar em sono senão vou acabar dormindo aqui mesmo.
Yellow tinha algumas más memórias a respeito de dormir em lugares. Quando ela se cansava muito, era normal que ela acabasse pegando no sono sem mais nem menos. Como no intervalo de uma partida de futebol, ou no meio de um teste, ou até estudando.
Pelo menos eu estou um pouquinho melhor agora... Ela comentou para si mesma, passando pelos corredores vazios até sua sala.
Como esperado, não havia quase ninguém lá. Mesmo assim, a jovem pôde observar Crystal dormindo em uma das cadeiras da frente e Paul no canto da sala em silêncio. Sorrindo, colocou sua mochila em uma cadeira ao lado de sua amiga e resolveu a deixar dormindo mais um pouco.
- Já pegou seu número de armário? O meu é 701. – A garota de olhos azuis claros comentou, mostrando o número em suas mãos.
- Já. Eu acabei ficando com o 887, que é lá no prédio do ensino médio. – Yellow respondeu com uma gota.
Ela só pôde perceber que fora cercada por umas cinco garotas que estavam conversando na sala quando uma delas deu um grito e segurou os ombros da mesma.
- Você pegou o 887? – A garota perguntou, incrédula. – Troca comigo, vai! O meu é muito melhor, perto da sala!
- Err... – Yellow murmurou, não entendendo nada. Ela ficaria feliz de trocar seu armário sim, mas primeiro queria descobrir porque todas as garotas queriam ficar com um armário tão longe assim. Era só um armário, certo?
E foi nessa confusão que Misty se encontrou ao entrar com suas amigas na sala. Ela arqueou uma sobrancelha, vendo a montoeira de garotas que aumentava a cada segundo entre o que aparentemente eram Yellow e Crystal.
- Huh, o que tá acontecendo aqui? – A ruiva perguntou para uma das garotas do aglomerado.
- E-eh? Ela pegou o quê? - Hikari falou, surpresa. Misty, sabendo que provavelmente sua prima e Crys não sabiam nada do armário, tratou de tirá-las do meio das garotas.
- Olha, o Yellow não vai trocar de armário e ponto final. Agora dá para pararem com isso e deixar ele em paz?? – Ela gritou, se metendo no meio das garotas.
- Mas ele nem precisa daquele armário! – Uma das garotas falou , indignada, movendo seus cabelos loiros bem claros de lugar.
- E por acaso você precisa? – May interveio, cruzando os braços. – É melhor assim do que se uma de vocês conseguisse. Agora dá para deixar meu amigo em paz?
- Humph! – A mesma disse, bufando, mas pareceu desistir. As outras tentaram insistir, mas viram que não iria ter resultado e voltaram para seus grupos no canto da sala.
- Tá, agora que a poeira baixou... – Crystal começou, virando para suas amigas. – Por que diabos todas aquelas garotas queriam esse armário?
- É o armário do lado dos armários do Red e do Green. Como eles são os garotos mais populares da escola, é típico que as garotas queiram ficar com esse armário.
- E ele ainda é bem longe da nossa sala... – Yellow comentou, com uma gota. – Se elas não tivessem vindo para cima de mim e só tivessem perguntado , eu provavelmente aceitaria na hora...
- É melhor não, Yellow. – Hikari falou, cruzando os braços. – Como a Misty disse, é melhor que você fique com esse armário do que elas. Aqueles dois já sofrem diariamente como a Blue por causa dos fãs, ninguém merece ter que ficar no armário ao lado de uma.
- ...É, talvez você esteja certa. – A loira concluiu, suspirando. – Não quero nem imaginar o que deve ser ter pessoas te perseguindo o dia inteiro. E isso também me dá tempo para falar mais com a Blue...
- Ok, está certo então! – May concluiu, sorridente. – Mas ainda sim, você até que tem sorte. Eu vou ter que ficar do lado de uma daquelas garotas do grupinho. – Ela terminou, se irritando um pouco.
- Boa sorte, May. – Crystal respondeu, sorrindo. – Eu vou ficar bem perto da sala, então saí ganhando.
- E pelo que parece, eu e a Hikari estamos a dois armários de distância. – A ruiva do grupo comentou, enquanto tirava seu material da mochila. - Acho que essa arrumação não foi tão mal assim, pelo menos...
- Bom dia pessoal! – A professora de português falou, entrando sorridente na sala. – Sentem-se em suas carteiras, por favor. – Como pedido, todos relutantemente sentaram.
A aula passou tranquilamente. Depois de dois tempos de português, as garotas tiveram de se separar novamente para outra aula. Esta, para Yellow, poderia ter sido menos demorada ( física sempre a deixava com sono...) , mas finalmente o recreio chegou.
- Física não é uma matéria que eu me dou bem... – Crys comentou, se espreguiçando. – Prefiro muito mais química, tem menos zero para todos os lados.
- Sim. – Yellow teve de concordar, não conseguindo segurar seu bocejo. – E eu ainda acordei cedo hoje, então quase dormi durante a aula.
- Bom, vamos? – A garota de cabelos azuis perguntou, sorrindo. – As garotas já devem estar lá nos esperando para lanchar.
A loira apenas concordou, e as duas se puseram a caminhar até as grandes cerejeiras do jardim da escola. A chuva já tinha terminado há algum tempo, e algumas poças ainda restavam na grama.
As duas logo avistaram suas amigas, sentadas em cima de algum pano de piquenique (provavelmente Misty tinha trazido, ela sempre é prevenida) e conversando.
- Calma Hikari. – Misty falou, com uma gota. – Explica primeiro de matar esse “idiota”, pelo menos.
- Ah, tudo bem, tudo bem... – Ela bufou, e, ajeitando-se um pouco em sua posição, começou a contar. – É o seguinte...
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Hikari andava apressada pelos corredores. Como sempre, tinha ficado tempo demais falando com suas amigas e nem percebera que já estava atrasada para sua aula de biologia no segundo andar.
...Ué, por que eu não to dolorida mesmo? - Ela pensou, e só aí percebeu que a pessoa com quem trombara a tinha segurado pelo braço quando ela estava a milímetros do chão.
- Ah, obrigada... – Ela começou, se virando para agradecer e olhando diretamente para Paul. – Eh? - Ela murmurou, não acreditando que justo ele fora gentil o suficiente para não deixá-la cair.
- O que foi garota, perdeu algo na minha cara? – Ele perguntou, rude como de costume.
- Não. – Ela respondeu, franzindo as sobrancelhas e corando um pouco. – De qualquer modo, obrigada. Eu fico te devendo uma, Paul.
- Não precisa não. – Ele respondeu, a soltando e se virando, para a olhar por uma última vez, sorrindo. – A gente se vê depois, “cerejinha”.
E, com isso, ele se foi pelos corredores. Hikari, confusa, parou para pensar: cerejinha? De onde diabos ele tinha tirado esse... espera aí, não era essa a estampa de sua roupa de baixo hoje?
- Seu... – Ela virou na direção de que ele tinha ido, corando mais que um tomate.
- ...Huh. – Crystal comentou, não sabendo outra coisa para falar. – Eu não sabia que esse garoto era “assim”...
- Tem razão, ele parece muito mais rude do que pervertido. – Yellow disse, com uma gota e corando por se imaginar na mesma situação... O que era um pouco improvável com a roupa que usava.
- Aquele palhaço vai se ver comigo... – Sua amiga agora murmurava, envolta no que parecia ser uma nuvem negra.
...A Hikari pode ser um pouco estranha às vezes... – Era o que provavelmente todas pensavam no momento.
- Mas agora que a Hikari já falou a parte dela... – Crystal começou, se virando para Misty que ainda estava vermelha e um pouco quieta demais. – Pode me explicar por que você está assim, Misty?
- ...Assim o quê? – Ela perguntou, corando ainda mais.
- Com a cara parecendo um tomate. – Hikari explicou direta. Ela provavelmente também deve querer saber sobre isso, huh... – Yellow pensou, ainda com uma gota.
- E-eu? – A ruiva murmurou, inutilmente tentando esconder o fato de que alguma coisa tinha acontecido. – Não foi nada de mais não...
- Se você está desse jeito, então aconteceu alguma coisa. – Yellow comentou, desconfiada. – Vamos, prima, não deve ser tão sério assim... – Ela insistiu, chegando mais perto de Misty.
A aula de biologia que Misty tinha separadamente acabara mais cedo, mas parecia que ela não estava muito feliz com isso. Além de ter que ficar esperando suas amigas saírem para poder ter alguém para conversar, ainda tinha o fato de sua aula ter acabado de ser um desastre.
- Ash. Você quase explodiu o laboratório inteiro hoje na sala, e ainda conseguiu derramar um pouco de sei lá o quê que você conseguiu fazer no meu cabelo. Acho que uma desculpa não vai bastar. – Ela esbravejou, e imediatamente se perguntou porque está se quer respondendo ao garoto.
- É sério, foi sem querer! – Ele insistiu, chegando mais perto da garota. – E também, você já tirou toda aquela... gosma do seu cabelo, não é? A professora até falou que não ia acontecer nada com ele, é...
- Ash. – Ele parou imediatamente, deixando com que Misty continuasse. Ele estava com medo de que se não fizesse isso, estaria assinando sua sentença de morte. – Se você não tem mais nada para falar, dá para me deixar em paz?
- Ah, espera, eu tenho algo sim. – Ash falou, olhando em volta. Misty bufou, batendo incessantemente os pés para mostrar que não iria esperar por muito tempo. Finalmente, o garoto voltou , em suas mãos o que parecia ser uma flor.
- O que é isso...? – A ruiva murmurando, recebendo a tulipa de um tom branco que parecia ter pontas em um azul bem leve, quase imperceptível.
- Err... um pedido de desculpas. – O garoto respondeu, nervoso. Sua mãe sempre dizia que garotas sempre gostavam de flores, então ele esperava que Misty ficasse pelo menos um pouco menos nervosa.
A garota corou instantaneamente, tentando murmurar alguma coisa mas falhando. Ash, vendo isso como um sinal de que ela ainda estava brava, resolveu aproveitar o aparente “curto circuito” da ruiva para escapar.
- Então... nos vemos mais tarde! – Ele disse, e saiu andando pelo caminho entre as cerejeiras, que ainda tinham suas folhas molhadas por causa da chuva.
- Huh, espera... – Misty tentou o chamar, mas quando conseguiu falar alguma coisa o garoto estava muito longe para ouvir. Ela suspirou, olhando outra vez para a tulipa que ganhara de presente.
- Obrigada... – Ela sussurrou para a flor como se ela fosse Ash, e lentamente caminhou em direção ao seu ponto de encontro com as garotas, a tulipa branca segura em suas mãos.
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- Nossa, que... Gracinha. – Yellow disse, sorrindo. Então parece que a Misty gosta dele, não é... – Ela refletiu em sua cabeça, olhando para a flor que podia ser vista um pouco atrás da ruiva do grupo. Ela sabia exatamente o significado daquela flor, e esperava que o garoto não tivesse a usado apenas por “coincidência do destino”.
- Se pelo menos o Paul tivesse me tratado dessa maneira também... – Hikari falou, cruzando os braços e bufando. Ao receber olhares de todas as garotas , ela corou e tratou de se corrigir. – Não que eu teria gostado, claro.
- Sei... – Misty falou, aproveitando o momento para se vingar do comentário anterior da jovem de cabelos azuis escuros. Mas, de repente, pareceu perceber alguma coisa diferente no grupo. – Pessoal... não tem algo diferente aqui não?
- Diferente...? – Yellow perguntou, olhando para os lados. – Como assim Mis... Espera aí. – Ela se interrompeu, também percebendo a mudança.
– Onde diabos a May foi se meter??
----------------------------------------- Finis --------------------------------
Oieee~ Demoreeeei, né? :D Desculpa pessoal, eu estive um pouco sem inspiração por uma semana x.x Mas eu voltei, e voltei com tudo~ O cap está meio curto, mas eu não pude fazer muito já que no original o 2º capítulo era beeeem mais curto que esse D: Well, esperem mais algumas atualizações, e também o prêmio do jogo de detetive que a Miyako~nyan ganhou! *-* Prometo que o capítulo 3 será gigaaaante!
Kissu~ ;****
Yellow e suas amigas estavam debaixo da cerejeira, seu ponto de encontro típico com suas amigas. Era um recreio normal, de um dia normal, só que algo, ou melhor, alguém, estava faltando.
- Onde será que a May foi parar, hein? –Misty se perguntou, olhando para os lados. – Bem que eu senti falta dos comentários dela.
- Será que a aula dela ainda não acabou? – Yellow perguntou, checando seu relógio.
- Não, não, eu esbarrei com o Silver quando estava vindo. Ele tem esse tempo de aula com a May. – Hikari comentou, se lembrando de seu percurso para o ponto de encontro.
- Ela deve estar por aí... melhor ligar para ela. – Misty disse, pegando seu celular.
Elas tentaram uma vez, duas... e nada. Hikari suspirou, cruzando os braços.
- Que estranho... aquela garota sempre anda com o celular.
- E ele nem tá desligado. – Yellow comentou, preocupada. – Será que aconteceu alguma coisa?
- Não acho. – Misty disse, guardando o celular no bolso. – Do jeito que aquela garota é, deve ter esquecido o celular na sala.
No mesmo momento , o sinal do fim do recreio começou a tocar. Crystal suspirou, se levantando com um pouco de esforço. – É melhor irmos logo. De repente ela já voltou para a sala.
Resolvendo aceitar a idéia, as quatro se dirigiram para sua sala. Teriam um tempo de matemática juntas, então não precisaram se separar no caminho. Ao chegar na sala , não viram sua amiga em lugar nenhum. E, estranhamente, nenhum rastro de cabelos verdes.
- Gente, o Drew não tinha aula nesse período? – Misty perguntou, arqueando uma sobrancelha.
- Tinha... – Hikari concordou, e um sorriso malicioso se formou em seu rosto. – Estranho, os dois sumiram ao mesmo tempo. Será que estão confessando seu amor incondicional um pelo outro?
- Aqueles dois? É mais provável que estejam se espancando em algum corredor por aí. – Misty riu, e chamou as outras para se sentarem nas cadeiras. – Eles provavelmente vão voltar daqui a pouco. Venham logo antes que o professor chegue e nos dê uma bronca.
As garotas se sentaram e começaram a ter aula. Como Misty previu, Drew entrou no fim do primeiro tempo dela, um sorriso confiante no rosto. Um pouco depois, May abriu a porta da sala, com uma expressão que podia ser tanto de vergonha quanto de raiva e os cabelos um pouco bagunçados.
- Viu, eu disse que estavam se espancando. – Misty comentou, enquanto sua amiga sentava-se numa cadeira próxima. Hikari abriu um sorriso, porém, ao ver uma pequena flor vermelha que sua amiga segurava.
- Tem certeza? Pessoas não se espancam com rosas... – Todas as outras notaram , também, ficaram desconfiadas. Ao longe, algumas garotas seguidoras do Drew conversavam ardorosamente, lançando olhares mortais para a rosa vermelha que May ainda segurava.
– O que aconteceu May? E de onde veio essa rosa? – Yellow perguntou, pausando um pouco sua escrita para olhar para a amiga.
- Ugh, depois eu falo tá? – May respondeu, guardando cuidadosamente a rosa em sua mochila, tomando cuidado para não despedaçá-la.
- Garotas, prestem atenção na aula! – A professora disse, bufando e parando de explicar. Como não queriam levar bronca, elas resolveram perguntar isso mais tarde.
E o mais tarde se mostrou no fim da aula, enquanto elas voltavam da escola. Como a história era um pouco longa, May decidiu convidar todas para almoçar em sua casa. Crystal teve que recusar, mas as outras aceitaram e logo estavam todas em frente à casa de May.
- Vocês tem sorte do meu irmão estar na casa de um amigo hoje, ele ficaria nos irritando se estivesse em casa. – May comentou, abrindo a porta de casa.
- Ah, quê isso! O Max é legal! – Hikari disse, sorrindo divertida. Ela estava cada vez mais entretida com o que poderia ter acontecido.
- Legal com você, Hikari. – A morena respondeu, bufando. – Cheguei mãe! Eu trouxe as garotas para almoçar aqui, tudo bem?
- Ah, olá! – Uma voz feminina falou, e uma mulher de uns 30 anos saiu da cozinha. Tinha olhos azuis assim como os de May, e um cabelo castanho amendoado. Ela sorriu quando viu as amigas de May. – Tudo bem garotas? Estou quase terminando o almoço, então podem se sentir em casa, ok?
- Obrigada, Sra. Maple. – Yellow falou, junto com as outras garotas. May tirou a rosa cuidadosamente de sua bolsa, se dirigindo à mãe mais uma vez. – Mãe, pode pegar um jarro com água para mim? Eu quero colocar essa rosa em algum lugar.
- Claro filha. Mas posso saber de quem é essa rosa? – A mulher respondeu, sorrindo interessada. May corou, respondendo que iria “falar disso mais tarde”. Sua mãe insistiu um pouco , mas resolveu entregar logo o jarro e terminar o almoço.
Elas então subiram para o segundo andar até o quarto de May, e deixaram as mochilas em cima da cama. O quarto dela era bem decorado: móveis em vermelho e branco, um quadro decorado e uma escrivaninha com um laptop colorido.
Sua cama era cheia de bichinhos coloridos, e algumas almofadas também. Nas paredes, adesivos de parede de flores estavam grudados em alguns lugares.
- Então May, pode sentar e contar tudo! – Hikari disse, encarando a garota que acabara de colocar o jarro na escrivaninha.
- Não foi muita coisa, sério. – May disse, agarrando um ursinho e se sentando no chão do quarto.
- Do jeito que você guardou essa rosa aí, eu duvido. – Misty comentou, sorrindo e deixando sua amiga corada outra vez.
- Tudo bem, pode não ter sido, mas me deixem contar logo!
- Tá bom. – Hikari disse, se calando para poder ouvir. A morena do grupo suspirou e, assim, começou a contar.
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Que inferno. Que inferno! O que fui que eu fiz para ficar numa sala sozinha arrumando papéis entediantes com o garoto mais idiota do planeta Terra? – May resmungou em seus pensamentos, separando outra pilha de documentos numa fileira.
Ah, lembrei. É porque ele é um idiota. Estúpido. Cabeça de gosma. – Ela continuou , olhando de relance para o “Dreweca” que tentava organizar alguns documentos de uma pasta. E tudo por um intervalo mísero de cinco minutinhos...
A professora de biologia estava quase encerrando a aula e tinha ido beber água, então todos estavam sentados em lugares diferentes conversando. Como esperado, haviam várias garotas em volta de Drew, e estas pareciam suspirar a cada momento que ele falava uma palavra sequer.
May estava sentada, entediada na verdade, e olhava pela janela. Não tinha ninguém que ela conhecia direito nessa aula, e ela não estava com vontade de ser mais uma fangirl em volta do seu rival.
Aiai, não tem nenhuma garota inteligente nessa aula não? – Ela refletiu, olhando para o grupo de garotas. Uma dela, ruiva de cabelos curtos, fingiu desmaiar e se tacou em cima do cabelo verde.
Ela sentiu seu estômago contrair, e bufou. Que vontade de estrangular essa garota. Ela não tá vendo que é só fingimento? , ela pensou ao ver seu rival fingir galantear a mesma.
Quando, de repente, a mesma garota começou a se inclinar perigosamente na direção de Drew. De alguma maneira estranha que May não pôde explicar, ela sentiu um peso enorme vindo de seu peito.
Ela se virou para frente quando parecia que os dois iriam se beijar, fechando bem os olhos. Que droga May, ele é só seu rival! Um galinha idiota! É claro que ele fica com quase metade da escola, você já sabia isso antes!
A jovem então se virou novamente , já esperando ver o resultado que esperava. Ao invés disso, porém, Drew apenas parecia ter ‘desviado’, e a garota que se inclinara estava fazendo bico de um jeito exagerado para ele.
- Ah, Drew, só um vai? – A garota ruiva reclamou, usando um tom de voz um pouco agudo demais para sua idade ao falar. O garoto arqueou uma sobrancelha, e sorriu galanteadoramente.
- Me desculpe, mas estou guardando o primeiro para alguém especial. – Ele respondeu, e as garotas começaram a suspirar e o fazer perguntas de quem seria essa pessoa. Enquanto isso, May arqueou uma sobrancelha, soltando sua respiração que não percebera que estava prendendo.
Então ele não é tão galinha como eu pensava, huh? – Ela refletiu, o encarando. De repente, ele olhou para ela e seus olhares se cruzaram. Pelo que parecia uma fração de segundo ele pareceu um pouco surpreso, antes de ficar com seu sorriso sarcástico habitual.
- Ora ora, a selvagem me admirando, isso é novidade! – Ele disse, jogando seus cabelos para o lado. – Não vai me dizer que se apaixonou por mim?
- Vai sonhando, cabelo verde. – A garota respondeu friamente, tentando disfarçar seu rosto um pouco vermelho. – Só estava vendo o quão ridículo você é se achando o máximo.
- Mas eu tenho o direito disso, não? – Ele comentou, se voltando para suas seguidoras, que assentiram rapidamente.
- Como sempre, buscando reforço com suas fãs. – May notou, cruzando os braços. – Quando é que você vai parar de buscar ajuda com outros, hein Dreweca?
Direto no alvo. – Ela pensou, sorrindo vitoriosa ao ver que o garoto estava começando a perder a máscara de superioridade.
- Quer que eu faça isso agora? – Ele começou, se levantando da cadeira e se aproximando de May. – Eu aposto que consigo fazer você se apaixonar por mim em um piscar de olhos.
- Então boa sorte, cabeça de alga. Não vai conseguir isso nunca. – Ela respondeu, e os dois entraram em um ‘concurso de encarar’. May estava quase perdendo a paciência e dando um soco no garoto quando a professora voltou.
Ela encontrou a sala inteira voltada para aqueles dois, os garotos gritando “briga!” e as garotas berrando “Mostra para essa ridícula, Drew!” . Conclusão normal que todo mundo tem: Eles estão prestes a se matar.
- Hey, vocês dois! – Ela berrou, acabando com a troca de olhares mortais de May e Drew. – Eu chego cinco minutinhos depois, e vocês já estão quase se matando no meio da sala??!
- Mas professora, esse idiota começou! Eu só estava parada na minha carteira! – May disse, apontando para o garoto que apenas deu uma risada.
- Ah, claro. A culpa é sempre minha. Pelo que eu saiba você começou a falar mal de mim, eu só estava dizendo coisas verdadeiras. – Drew falou, sorrindo. May corou outra vez, cerrando os punhos.
- Coisas verdadeiras, huh? Eu vou te mostrar algo verdadeiro, seu... – May esbravejou, pegando seu rival pelo colarinho de seu uniforme e fazendo o coro de “briga” começar outra vez.
- Já chega! – A professora gritou, fazendo a sala ficar em silêncio. – Não agüento mais! Vocês dois, vão agora para a sala do diretor!
May bufou alto, largando Drew e saindo da sala com passos fortes. Era sempre isso que acontecia. Ele tinha que fazer ela se descontrolar todo o santo dia, e sempre a deixava em encrencas.
Ugh, e ainda é para a sala do diretor. Eu odeio aquele cara... – Ela pensou, chegando à porta grande da diretoria. Entrou, não se importando em segurar a porta para Drew que estava bem atrás dela, e se sentou num dos sofás da sala de espera.
Não soube quanto tempo ficou ali, mas também não quis olhar para o relógio de parede por ele ser na direção de Drew. E, naquela hora, ela não desejava nem ver o rastro dele.
A secretária finalmente os chamou, e pediu para que entrassem. Os dois então se dirigiram a uma porta um pouco mais conservada que as outras, e entraram.
A sala do diretor era comum. Uma escrivaninha grande, cheia de documentos e canetas. Algumas pastas ao canto, provavelmente fichas de alunos, e uma decoração um pouco antiquada. Sentado na cadeira do meio estava Giovanni, o diretor da escola.
- Ora, o que temos aqui? – Ele falou, colocando o café que tomava na mesa. – Vocês dois adoram se meter em encrenca, não é?
- Me desculpe,diretor. Prometo que não farei isso outra vez. – May falou, abaixando a cabeça. Sabia que o diretor podia fazer qualquer coisa para castigá-los, e ela queria estar viva até o recreio.
- Sim, diretor. – Drew apenas concordou, também não querendo entrar em encrenca. Giovanni suspirou, passando suas mãos pelo seu rosto.
- Muito bem, acho que posso desculpá-los dessa vez. Mas se fizerem mais alguma coisinha sequer...
Só que aí um celular começou a tocar. E ter um telefone tocando e dois alunos procurando os seus para ver de onde o barulho vindo na frente do dono de uma escola que proíbe que celulares estejam ligados na hora de aula é um problema. Um problema sério.
May negou a chamada rapidamente, e desligou seu celular. Não teve tempo de ver quem ligava, mas resolveu que ia amaldiçoar quem quer que tenha sido pois o diretor não estava com uma cara das melhores.
-Vocês dois sabem que aqui é proibido celulares ligados , não é? – Ele perguntou devagar, parecendo controlar sua raiva.
- S-sim, professor. – Os dois jovens responderam em uníssono, ambos assustados demais para notarem que falaram ao mesmo tempo.
- Ótimo. – Ele disse, tomando um gole do seu café. – Já sei o que vou fazer com vocês.
Por favor, sem bilhetes para a casa ou suspensões, tudo menos isso... – May torcia em sua mente, mordendo o lábio para tentar não parecer muito nervosa. Sua mãe a mataria se ela ficasse sabendo das encrencas em que ela se metia.
- Tem uma sala minha com alguns papéis que eu preciso separar em turmas e anos diferentes. Ia mandar minha secretária fazer isso, mas acho que ela merece um descanso.
- Mas professor, o recreio já está quase acabando e...
- Pensasse nisso antes de fazer o que fez, senhor Hayden. – O diretor cortou Drew, o lançando um olhar reprovador. – Agora vão, antes que eu mude de idéia e os suspenda por uma semana inteira.
Os dois saíram rapidamente para evitar uma futura morte pavorosa que seus pais os causariam. May estava cada vez com mais raiva de Drew, mas conseguiu se segurar. Ela não queria levar uma suspensão, isso seria simplesmente o apocalipse para ela.
E é assim que ela terminou com um idiota separando papéis numa sala. O dia estava maravilhoso, ah se estava.
- Hey , não vem me ajudar não? – Drew perguntou, e ela se virou para ele ainda com raiva. – Tem muitos papéis desse lado do que no seu.
- Isso é porque eu os organizo bem mais rápido que você, estúpido. – Ela respondeu, colocando alguns papéis na mesa. Ela era bem atrapalhada com coisas, mas Drew também não era feito para arrumação pelo que parecia.
- Que seja selvagem. Você quer acabar com isso logo, não quer? – Drew comentou, suspirando pesadamente. May, sem outra escolha, foi até ele. Ela podia jurar que tinha visto algo que não era um papel em suas mãos antes que a droga do papel no chão a fizesse escorregar.
E adivinha onde ela foi parar? Bem em cima do cabelo verde, a milímetros do rosto dele. É gravidade, eu te odeio.
Nenhum dos dois falou nada, tentando ainda descobrir o que diabos tinha acontecido e tentando esfriar um pouco seus rostos. Drew , depois de uns minutos congelado olhando diretamente nos olhos da garota em cima dele, pareceu recuperar sua voz.
- Huh, dá para sair de cima de mim?
Claro que May não bancaria a fã apaixonada de momentos atrás e se aproximaria mais. Então , em um segundo, ela estava em pé e ajeitando sua saia.
- B-bom, você queria ajuda né? Pois bem. – Ela falou nervosa, tentando organizar os papéis sem deixá-los cair. – Aqui, tá arrumado, agora com licença que...
- Ei, você vai simplesmente sair e me deixar sozinho aqui com isso? – O garoto perguntou, se levantando e apontando para os papéis do chão ainda caídos.
- É, vou. – May respondeu, se virando. E é claro, ele tinha que segurar seu braço. Obrigada May, nem fugir de um garoto estúpido você consegue.
- Espera, eu quero te dar algo primeiro. – Ele disse, estranhamente sério depois de virá-la pelo seu braço. Em suas mãos, estava uma rosa vermelha.
- Você vai dar uma flor para mim? – Ela perguntou, corando outra vez. E ainda é a minha favorita... O que diabos ele está pensando?
- É a intenção. – Ele respondeu, estendendo a rosa. A garota de mechas em castanho a pegou relutantemente, ainda não sabendo o motivo daquilo.
- Se isso for algo que você dá para todas as suas fãs, eu vou devolver, ouviu?
- Não não, eu não dou flores para minhas fãs. – Ele sorriu, dessa vez sem sarcasmo nenhum. – É para você, May.
-... Posso saber o porquê, pelo menos? – Ela perguntou, corando um pouco mais. Não me diga que a pessoa especial que ele mencionou... Sou eu?
- Claro. É porque você é diferente das outras. E... – Ele começou , indo para a porta lentamente. –...porque você vai ficar aqui arrumando o resto dos papéis por mim.
E, assim, ele saiu pela porta, a fechando. May demorou um segundo para descobrir o que tinha acontecido, e dois para entrar em um curto circuito de raiva.
- Volta aqui, seu idiota! Você não vai me deixar sozinha aqui com esses papéis! Não vai mesmo! – Ela bradou, correndo atrás dele e nem se importando mais com os papéis. Aquele garoto iria pagar por dar esperanças falsas a ela, e iria pagar caro.
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- Interessante... – Misty disse, sorrindo divertida. – Então ele te deu uma rosa, coisa que ele não faz com nenhuma outra garota, e disse que está guardando um beijo para alguém especial?
- Para com isso, Misty. Ele só queria zoar com a minha cara, e você sabe disso. – May respondeu, apertando seu bichinho contra si. – Ele quer que eu comece a gostar dele, por isso fez isso.
- Mas May, olha só... – Yellow começou, pensando. – Ele não sabia que ficaria preso arrumando papéis com você hoje nem que faria essa aposta. E se ele te deu essa rosa, então ele levou por todo o caminho da sua sala até a sala dos papéis.
- Ela tem razão, May. – Hikari falou, cruzando os braços. – Ele estava planejando dar essa rosa para você há algum tempo se teve todo esse cuidado. Poderia ter muito bem entregado na sala na frente de todo mundo, mas não fez isso.
- Ugh, parem com isso! Agora minha cabeça está confusa! – Ela resmungou, enfiando a cabeça em seu bichinho.
- Ok, ok, é melhor parar mesmo. –Hikari falou, sorrindo. – Mas que tem algo aí, tem. Talvez o tal de “cabeça de alga” esteja gostando de alguém mesmo. E se for May, isso acabou de comprovar que é você.
- Não fala besteiras, Hikari. – A morena bufou. – Agora vamos, o almoço já deve estar pronto.
As garotas almoçaram, e logo tiveram que ir embora. May passou a tarde alternando entre tentar fazer dever e olhar para o novo integrante de seu quarto, que estava situado próximo à janela.
- Aquele estúpido... O que diabos ele está pensando? – Ela murmurou para si mesma, tocando levemente nas pétalas da rosa. Eu não contei sobre meu 'acidente' com o Drew. Será que eu devia? Naquela hora os olhos dele pareciam tão verdes...
- E agora? Não vou conseguir mais me concentrar! – A garota colocou as mãos no rosto, angustiada. Se jogou em sua cama, ficando de cabeça para cima olhando para o teto.
Mas se ele gostar mesmo de mim, o que eu faço? Ele sempre foi meu rival até agora, nunca tinha pensado nisso... – Ela pensou, aflita. Ele não era tão idiota assim antes... Eu tinha até chegado a pensar que gostava dele antes daquelas garotas se meterem no meio e estragarem tudo...
- Droga, Drew, por que você não quer sair da minha cabeça? – Ela murmurou, virando para ficar com o rosto em seu travesseiro.
Se continuar assim, talvez você consiga ganhar a sua aposta...
----------------------------- End. ---------------------------------------------
Na na na na na na, contest! Eu já disse que eu amo esse ship? Se não, vou dizer agora: Eu amo esse ship. *-* É tão fofo, e provocante, e mais fofo ainda, e confuso, e... aiai, tudo o que eu toco vira ship, é incrível. Espero que esse cap tenha ficado bom, eu desenvolvi bem mais do que o original. x.x Expliquei algumas coisas que não faziam sentido também, e tudo mais.
A próxima fic que estou trabalhando é uma oneshot feliz, então talvez demore um pouquinho mais para fazer o próximo cap. Mas eu vou me esforçar para fazê-lo o mais rápido possível! >.< Torçam por mim, seres de minha vida. ;-; Kissus! ;******
The Bet
Chapter 4: Amigos na infância, inimigos na atualidade?
Fandom: Pokémon (Special e o Anime)
Classificação: Romance/Comédia/Universo Alternativo
Ships: Special , OldRival, Contest, Ikari, Poké, Mangaquest, one-sided HoennShipping (MayxBrendan)
Tipo: LongFic (20 capítulos)
The Bet - Rewritten
Day 1: First Meetings
Dizem que , quando as coisas acontecem na vida, acontecem por um motivo. Que toda a sua dor só está lá para depois dar lugar à felicidade. Que mesmo que você ache que está no fundo do poço um dia, logo virá um príncipe num cavalo branco que fará da sua vida um paraíso.
Bem, me chamem de fantasiosa, mas eu sempre acreditei nisso. Claro que existem muitas coisas que só pioram a sua vida, e provavelmente nenhum príncipe vai aparecer na sua porta em cima de um cavalo branco para andar com você até o pôr do sol. Mesmo assim, eu sempre fui otimista.
Talvez isso seja da minha mãe, ela sempre me falava para acreditar que tudo vai melhorar antes de... ah, espera, que horas são mesmo?
Levantei da cama lentamente, bocejando. Mesmo que hoje fosse o primeiro dia de aula , eu morria de vontade de voltar para a cama e ficar só mais uns minutinhos....
Para com isso Yellow, você não pode. Agora vá tomar banho porque já são 5:50. Peguei algumas roupas que já tinha separado e fui até o banheiro. Como sempre, tomei apenas uma ducha rápida para tentar acordar (o que foi uma tentativa falha, mas tudo bem), e quando já estava arrumada, voltei ao meu quarto.
- Okay, agora eu preciso de... – Falei, olhando pelos móveis atrás de...ah, ali! Fui até em cima da escrivaninha e peguei um boné laranja. Ele podia estar um pouquinho velho, mas era grande e podia esconder todo o meu cabelo.
Coloquei-o e desci até o andar de baixo, indo até a cozinha. Coloquei um pouco de água para ferver (meu pai provavelmente iria acordar a qualquer momento) e , como não tinha muito tempo, resolvi fazer alguns bolinhos daqueles de xícara. Peguei os ingredientes no armário e fui fazendo a massa, quando ouvi sons na escada.
- Bom dia, Yellow! – Me virei, e sorri para meu pai que descia da escada e ia até a mesa da cozinha. – E então, nervosa para o primeiro dia de aula? – Ele continuou, sentando-se em uma das cadeiras.
- Só um pouco. – Respondi, enquanto colocava a massa dos bolinhos junto com um pedaço de chocolate em duas xícaras. – Mas as garotas vão estar todas lá, então eu vou ficar bem. – Terminei, desligando o fogão já que a água já estava fervida e preparando o café.
- Que ótimo, filha. – Ele me disse, agradecendo quando coloquei uma xícara de café sob a mesa. – Diga um olá para sua prima, certo?
- Pode deixar, pai. – Respondi, colocando os bolinhos no microondas.
Eu e meu pai nos damos bem. Acho que fomos assim desde que eu me lembro. Não precisamos conversar muito, e mesmo assim sempre nos entendemos. Ele sempre está se preocupando comigo, e acho que isso tem a ver com o que aconteceu a um tempo atrás...
- Ah, Yellow, os bolinhos estão prontos. – Voltei para a realidade ao ouvir a voz do meu pai, e abri o microondas para pegar os bolinhos. Coloquei-os na mesa e, pegando duas colheres e um copo de suco de laranja, me sentei e comecei a comer silenciosamente.
Assim que terminei o meu café da manhã, me despedi do meu pai, peguei minha mochila e saí pela porta. Eu moro num bairro bem calmo da cidade, formado principalmente por casas. O que eu mais gosto daqui é que é bem perto das escolas da região (tanto a que eu estudei antes quanto a que eu estudo agora) e eu posso ir andando calmamente até lá.
Depois de andar um pouco, ouvi uma voz me chamando. Sorrindo, me virei ao reconhecer minha prima correndo pela rua até mim. Ela tem cabelo ruivo e curto, que hoje estava preso em um dos lados. Se não tivéssemos ambas olhos em tons de verde, não daria nem para perceber que somos parentes.
- Ah, Mi-chan! Bom dia! – Falei, indo até minha prima e abraçando-a. Ela riu um pouco, me abraçando de volta.
- Há quanto tempo, Yellow! – Ela respondeu, me olhando de cima a baixo. – Você vai mesmo cumprir a aposta , não vai...? – Continuou, notando com uma gota para meus jeans largados e minha blusa verde.
- Eu não tenho escolha, tenho? – Respondi, sorrindo. Se eu pudesse, não cumpriria a aposta. Mas eu fiz minha amiga cumprir uma aposta no ano anterior, então eu me sentia em dívida com ela...
Ah, desculpa! Eu nem mencionei a aposta, não é? Bom, é um pouco complicado, mas, aqui vai..
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Havia cinco garotas no quarto, que pareciam estar bem entretidas num jogo de verdade ou desafio. Era como se fosse um tipo de “ritual” para elas, pois sempre faziam esse jogo todo o início de ano.
Havia cinco garotas no quarto, que pareciam estar bem entretidas num jogo de verdade ou desafio. Era como se fosse um tipo de “ritual” para elas, pois sempre faziam esse jogo todo o início de ano.
- Gira a garrafa logo, Hikari! – Exclamou a mais velha do grupo, seus cabelos castanhos médios presos em um rabo de cavalo frouxo caindo para frente de seu corpo.
- Não precisa se apressar tanto assim, Blue-san! – A loira das garotas respondeu, seus olhos verdes a fitando apreensivos.
- Yellow! Não me precisa colocar “san” no meu nome. Só me chame de Blue, certo? – Blue disse, fazendo bico. Todos ficaram com uma gota na cabeça. – E vamos logo! Eu quero ver quem vai pegar o desafio!
Como pedido, a garota de mechas escuras e olhos azuis pegou a garrafa e a girou. Uma outra jovem, essa de cabelos castanhos que eram separados em duas mechas separadas e olhos azuis claros comemorou, já que seria a fazer o desafio.
- E então, May... O que vai ser? – A ruiva do grupo perguntou, olhando curiosamente para sua prima que parecia um tanto receosa por ter que cumprir o desafio.
- Deixa eu ver... – May murmurou para si mesma, colocando uma mão no queixo. – Ah, sim! Yellow, eu quero que você finja ser uma princesa de um reino distante procurada na nossa escola! – Ela exclamou, parecendo feliz com o resultado.
- Err... May, eu não acho que dê para fazer uma coisa dessas... – Hikari falou, rindo um pouco.
- Mas... E se ela fingisse ser um garoto? – Todas olharam para Blue, que sorria
maquiavelicamente. – Nossa chamada é mista, e “Yellow” pode ser um nome de garoto também. Ninguém a conhece além de nós, e como nossa E.F só começa depois de duas semanas de aula...
- Ótima idéia, Blue! – May exclamou, feliz novamente. – Então é isso, Yellow! Você vai ser um garoto a partir do primeiro dia de escola! – Ela terminou, satisfeita.
Será que isso é vingança pelo que a Yellow mandou ela fazer ano passado? , Misty ponderou com uma gota. A Blue parece estar se divertindo com essa idéia também. Tenho certeza de que ela já tramava fazer uma coisa dessas...
Enquanto isso , Yellow estava pensando seriamente sobre o assunto. Se fingir de garoto poderia ser perigoso, pois ela teria que usar banheiros masculinos e participar de atividades masculinas...além de que ela provavelmente iria ser descoberta logo quando as aulas de E.F começassem.
Ai ai, em que confusão eu fui me meter...
...É, foi isso. Não culpo a May por ter me passado algo assim, eu acabei pegando pesado com o desafio no ano passado dela. Sobre o que era? Digamos que envolveu o garoto que ela odeia e um pequeno ‘ato’ por um dia...
- Mesmo assim Yellow, você não está preocupada? – Misty perguntou, me tirando outra vez dos meus devaneios. – Quando a aula de educação física chegar, você provavelmente vai ser descoberta. Você pode até levar uma bronca de alguns professores...
- Eu não sou de não cumprir coisas, você sabe disso, Misty. – Respondi, séria. – E além do mais, eu nem preciso me preocupar em sair mais cedo ou de colocar o meu boné quando acordo e chego em casa... – Terminei, olhando vagamente para o céu.
Pude ouvir minha prima bufar , mas acabei ignorando. Ela sabe que eu não sou de falar nesse assunto, então quando eu falo é porque o assunto acabou. Err... eu posso parecer um pouco rude assim, mas ela sabe que não é por querer.
- Ah, estamos chegando. – Minha prima falou, apontando para os portões da escola e sorrindo para mim. – Vamos lá, as garotas devem estar esperando.
A escola é um pouco maior que eu imaginava, mas como a minha antiga era maior ainda, é melhor eu não falar nada. Como minhas amigas já estudavam lá antes, eu já sei mais ou menos como as coisas funcionam por lá. Os professores são normais, a comida da cantina é mais ou menos (isso me encorajou a trazer uns sanduíches que tinha feito ontem) e tinha um caminho com árvores de cerejeira em um dos cantos da escola onde elas sempre ficavam .
Quando passamos pelo portão, avistei as garotas conversando animadamente em um canto. Os uniformes de todo mundo eram praticamente os mesmos (uma blusa branca, saia que variava em vermelho, azul, amarelo ou rosa e um casaco bege para quem quisesse usar) , exceto pelas saias diferenciadas e alguns acessórios que elas mesmas usavam.
- Ah, hey Yellow, Misty! – Blue disse assim que chegamos perto, vindo para nos abraçar. – Então você vai mesmo cumprir a aposta, huh? – Ela notou, sorrindo ao olhar as minhas roupas.
- Se eu fosse você nem teria cumprido o desafio... – Hikari comentou, com uma gota.
- Eu não sou de não cumprir coisas, Hikari-chan. – Respondi, sorrindo sem jeito. Pude perceber alguns olhares para o grupo, e lembrei que Blue, minha amiga de infância, era popular com garotos desde que eu a conheci. E quando eu digo popular, eu realmente quero dizer isso. Só espero que eles não fiquem com ciúmes por ver um garoto no grupo...
- Pessoal, estou indo agora, tá? – Blue falou, piscando. – Encontro vocês no recreio, se possível. Nunca sei até onde esses garotos podem ir... – Ela terminou, olhando apreensiva para um grupo de meninos que a olhavam.
- Tudo bem, Blue, vamos indo também. – Misty disse, acenando. – A May deve chegar atrasada mesmo, nem adianta esperar por ela.
Blue apenas riu, acenou e foi em direção do prédio do ensino médio. Como a minha nova escola é um ótimo preparatório para faculdades, existem muitas turmas de ensino Médio. Por esse motivo, fizeram dois prédios separando os dois. ...Pelo menos foi isso que a Misty me falou.
Fomos para a sala, que no momento estava apenas com algumas garotas que conversavam animadas sobre algo, alguns garotos conversando entre si e outra garota que também parecia ser uma novata, que lia um livro qualquer desinteressada.
Ouvi parte dos cochichos das garotas: parecia que elas estavam comentando sobre um tal de “Red”. Como eu sou muito curiosa, resolvi perguntar para minhas amigas para ver se recebia alguma ‘luz’.
- Er... Alguém aí sabe quem é Red? – Perguntei baixinho, disfarçando um pouco minha voz caso alguém fora do meu grupo ouvisse.
- Ah, Red? Só o garoto mais popular da escola. – Hikari respondeu, um sorriso sonhador estampado no rosto. – Ele é capitão do time de futebol junto com seu amigo Green. Eles e a Blue são amigos, acho.
Nesse momento, as portas da sala abriram novamente, e me virei para ver três garotos entrarem. Um tinha cabelos verdes e uma expressão um pouco metida, outro de cabelos pretos bagunçados e olhos também escuros, e um de cabelos roxos e olhos de mesma cor que estava com uma expressão séria.
As garotas do grupinho foram para cima do primeiro, deixando o resto da sala (inclusive os dois outros garotos) com uma gota na cabeça. Vendo minha confusão, Misty resolveu explicar. O primeiro garoto era Drew Hayden, o garoto mais popular, metido e desejado do prédio fundamental. O segundo era Ash Ketchum ( e pude perceber as bochechas da minha prima corarem um pouco ao falar isso), um “idiota”. O último era Paul Baskerville, o garoto mais ‘sério’ da sala, que aparentemente também atraía algumas garotas pelo seu jeito ‘frio’.
- Esse Drew...ele é tão metido assim? – Perguntei, olhando outra vez para o garoto rodeado por fangirls. Ele podia ser popular, mas a Blue era prova viva de que nem todos os populares são idiotas...
- Ele não é só metido, e sim um canalha rodeado por garotas. – Ouvi uma voz me responder, e virei para encontrar May atrás de nós. – Por que vocês sempre falam de coisas irritantes quando eu chego, hein?
- Ah, bom dia May-chan. – Respondi, sorrindo. May era, junto com Hikari, uma amiga que eu tinha conhecido através da minha prima Misty. Junto com Blue, elas formavam o meu grupo desde muitos anos atrás.
- Bom dia, May. – Hikari disse, sorrindo. – Mas tem certeza que vai falar isso do Drew? Que eu saiba vocês são bem mais que simples rivais... – Ela terminou, rindo divertida da cara corada que sua amiga ficou.
- O que é que você disse?? – May bradou, chamando a atenção de todos da classe. Fiquei com uma gota, e ouvi um riso baixo vindo de um canto da sala. Pude ver Drew se aproximando de nós, e May se virar para ele com raiva.
- Ora ora, se não é a selvagem gritando outra vez. Só podia ser você mesmo hein?
- O quê , Drew-eca? – May respondeu furiosa, pronta para começar uma discurssão, quando...
- Ei vocês dois, parem agora! - O professor de história , um homem já velho e um pouco rude como eu pude perceber, exclamou da mesa onde acabara de colocar suas coisas. Eeh, com toda essa confusão eu nem o vi entrando... – Vocês não podem ficar sem brigar por pelo menos uma aula que eu dou?
- NÃO! –Os dois responderam, muito concentrados na briga para prestar atenção no que diziam.
- Então para fora, nesse momento! – O professor gritou, apontando para a porta. May e Drew tentaram argumentar, mas o professor apenas abriu a porta e eles, sem mais opções, saíram enquanto encaravam um ao outro.
- Não se preocupa Yellow, é assim quase todo o dia. – Misty comentou, tirando seu material de sua mochila como se nada tivesse acontecido. – Você acaba se acostumando por um tempo.
- Se você diz... – Murmurei, ainda um pouco surpresa com tudo o que tinha acontecido.
O resto das aulas foi comum, e logo estávamos no recreio. Decidi convidar a Crystal para vir lanchar conosco, pois ela estava constantemente fugindo das garotas que tentavam conversar com ela sobre os garotos “sexys” da escola.
May nos encontrou no meio do caminho, aparentemente emburrada por ter levado bronca da diretora e culpando o Drew por tudo, como sempre.
Fomos andando em direção ao lugar em que minhas amigas lanchavam, enquanto apreciávamos as cerejeiras que, mesmo sem flores, estavam estunteantes.
- É tudo tão lindo aqui... – Ouvi Crystal murmurar, e me virei para ela sorrindo.
- Não é? – Comentei sorrindo, não esquecendo de disfarçar minha voz. – Eu também sou novo aqui, e essa escola é tão bonita quanto à minha anterior. Principalmente essa parte.
- Ei vocês dois, é aqui! – Hikari disse, acenando já sentada em baixo de uma cerejeira aparentemente maior que as outras. Ao seu lado, Misty sentava-se calmamente e pegava um pote com o que pareciam ser biscoitos. May estava ao seu lado, já comendo um de seus vários
pacotes de biscoitos. Ela tem um apetite bem grande mesmo...
- Então, vamos? – Perguntei para Crys, e ela sorriu concordando. Sinto que podemos nos tornar bem amigas... só espero que ela não me odeie se descobrir que eu sou uma garota.
Começamos a lanchar calmamente, conversando sobre coisas diversas. Como eu já suspeitava, a nova integrante do nosso grupo se mostrou bem divertida e inteligente, e aparentemente ótima em artes marciais.
- Ah ,sim , mas você viu Misty? –May perguntou, mudando o assunto enquanto comia um cookie. – Tinham garotas falando do Yellow hoje~
- Eeh? Sério? – Eu perguntei, assutada. Eu não sou muito “especial” como garoto, e ainda sou bem pequena... não, deviam estar me olhando por outro motivo, é isso.
- Mas pessoal... isso não é normal? – Crystal perguntou, com uma sobrancelha arqueada. Ah sim, ela não sabe disso, não é...
- Uh... mesmo assim, eu achei que só olhavam para o Drew-eca e o “Pauly” na sala, hehe... – May falou, tentando disfarçar.
Misty iria falar algo para mudar o assunto se não avistasse três adolescentes correndo ao longe. – Uh, o que é aquilo?
- Parece ser a Blue e mais dois garotos... – Comentei, vendo uma garota de cabelos castanhos médios e olhos azuis cintilantes correndo em nossa direção, seguida por um garoto de olhos verdes e cabelo castanho claro e outro de cabelos negros e olhos vermelhos vivos. Será que esses são o Red e o Green? Eles são bem bonitos mesmo...
Eles rapidamente se esconderam atrás da árvore, e Blue fez um sinal com as mãos para ficarmos caladas. Em poucos segundos , um grupo cheio de garotas e garotos carregando lanches passou por nós disparado. O-o que foi aquilo??
- Alguém pode me explicar por que aquele monte de alunos acabou de passar por aqui? – Crystal perguntou, com uma gota.
- Ah, desculpa, eles sempre nos seguem para ver se queremos comer o que eles prepararam ou não. – Blue respondeu, sorrindo ao sair detrás da árvore. – Prazer, eu sou Blue. Se você está com o resto do pessoal então deve ser legal, né? – Ela terminou, sentando ao meu lado e pegando um sanduíche.
- Ah, claro... – Crystal respondeu, ainda sem entender. – E vocês são...? – Ela perguntou, encarando agora para os dois garotos que saíram de perto da árvore e também sentaram-se perto do grupo.
- Ah, desculpa. – O de olhos vermelhos disse, rindo um pouco – Com tantas pessoas me conhecendo, eu acabo esquecendo de me apresentar. Meu nome é Red. Ah, então esse é o “garoto mais popular da escola”... os olhos dele são bem bonitos mesmo.
- O meu é Green, prazer. – O outro jovem respondeu educadamente, não parecendo se interessar por ninguém do grupo.
- Mas então, Yellow, como foi seu primeiro dia? – Blue me perguntou, sorrindo enquanto se aproximava de mim, fazendo todos me olharem.
- Bom, eu acho. – Respondi um pouco sem graça. Eu não gosto de ser o centro de atenções, huh...
- Ah, você deve ser o Yellow! – Red falou, sorrindo para mim Você é um garoto agora Yellow, não core só por que ele é popular, ouviu? – A Blue me falou que você vinha para o colégio.
- Err... Sim, prazer. – Respondi, tentando ser o mais normal possível. Felizmente, Blue resolveu me ajudar começando a falar do professor chato que tinha começado a dar aula para ela, e a conversa continuou até que o recreio acabasse.
- Até mais, garotas! – Blue disse, acenando e indo com seus dois amigos até dos prédios da escola.
- E como você pode ver Yellow, eles são os mais populares da escola. – Hikari falou com uma
gota, ao ver a quantidade de pessoas que começou a segui-los depois de uns minutos. – A Blue quase não consegue vir aqui por causa disso, você deu sorte hoje.
- Ehehe... – Falei, também ficando com uma gota. Eles são bem legais também, isso é um pouco raro vindo de garotos populares.
- Então... talvez você consiga arrumar um garoto desses um dia, hein? – May falou me abraçando e piscando. Crystal ficou com uma expressão um tanto confusa, então Misty apenas suspirou e teve que contar tudo para ela Ótimo, primeiro dia e já descobrem da aposta. Isso não vai dar certo... pelo menos foi a Crystal, imagina se fosse alguém ruim?
- Ah...entendi. – A garota de olhos azul clarinhos murmurou, com uma gota. – Vocês realmente não poderiam ter arrumado uma aposta melhor?
- Não! A Yellow já me fez bancar a fangirl do Drew por um dia , isso é o mínimo que ela podia pagar em troca. – May disse, me encarando maldosamente. Sim, eu realmente peguei pesado com a aposta dela...
- Aiai, vamos parar com isso, ok? – Misty disse, se colocando entre May e eu. – Mudando de assunto. Vocês já sabem em que matéria extra curricular querem entrar?
- Acho que vou para música. – Hikari respondeu, pensativa. – Eu não sou muito de pintar...
- Eu vou para pintura. Sempre gostei de desenhar. – Falei, sorrindo. – Se bem que eu sei tocar piano também...
- Sério? Eu sempre quis tocar piano... acho que vou acabar indo para aulas de desenho também. - Crys comentou, suspirando.
O sino bateu, então tivemos que correr até a sala para não nos atrasarmos. Como algumas das nossas matérias são opcionais, eu e Misty fomos para ecologia enquanto Hikari e May foram para álgebra e Crys para literatura. A aula foi bem divertida, e depois de nos encontrarmos outra vez para aula mais aulas comuns, a aula finalmente terminou.
Como esperado, Blue nos arrastou para a casa dela para saber das boas novas do primeiro dia com mais detalhes. Chamamos a Crys, mas ela aparentemente estava ocupada em casa entçao decidimos ir só nós mesmas.
Dei um pequeno “olá” para o vizinho de Blue, Silver, que me acenou brevemente pela porta. Ele podia ser um pouco calado e rude, mas era uma boa pessoa se você o conhecesse melhor. Como eles eram vizinhos, Blue e Silver sempre foram bons amigos, e consequentemente eu e Misty também.
+
+
Fomos para o quarto de Blue, e começamos a conversar. Rimos de piadas que Blue fazia, das colocações feitas por Hikari e pelas exclamações de May sobre seu rival de cabelos verdes.
- Não me diga então que o professor de história estava mal humorado por causa de você e seu namorado, May? – Blue perguntou , fazendo bico e ignorando completamente a resposta raivosa de sua amiga. – Ele nos encheu de matéria no primeiro dia de aula por sua culpa!
- Se o Drew não fosse um idiota , isso não teria acontecido. – May comentou, cruzando os braços.
- Sei... – Misty apenas falou baixinho, olhando para o rosto vermelho de sua amiga. – Então, Blue, já decidiu o que quer fazer esse ano nos esportes?
- Claro! Vou fazer vôlei, como sempre. – Ela respondeu, sorrindo e se virando para mim. – E você, Yellow? Vai tentar a sorte no time de futebol da escola?
- Não sei ainda... – Respondi, suspirando. Eu era um pouco boa em esportes sim, mas essa aposta tinha tirado toda a minha animação para o primeiro dia de E.F . – Os times são por ano ou misturados?
- Misturados. Tanto os esportes quanto as matérias extra curriculares são misturadas. Separam do primeiro ao sexto ano e do sétimo ao terceiro do médio. – Misty me respondeu. – Elas começam juntas, eu acho.
- Mas vamos parar de falar de escola, sim? Que tal falarmos de outra coisa? – Hikari comentou, emburrada, e decidimos mudar de assunto. Algum tempo depois, resolvi voltar para casa pois estava começando a escurecer. Misty e eu voltamos andando calmamente pelas suas, até que ela se virou para mim.
- Sabe, eu ainda estou preocupada. Você realmente devia pensar melhor nisso, Yellow.
- Mi-chan! – Respondi, um pouco emburrada também. – Eu já disse que vou ficar bem. Isso provavelmente só vai surpreender a nossa classe um pouco, nada de mais. Não precisa se preocupar.
Bom, pelo menos eu acho...
------------- End! -------------------
Yo~ Finalmente reescrevi o capítulo 1. Espero que minha escrita esteja melhor agora... huh. E bem, nos vemos no próximo capítulo! :D O primeiro cap foi com o POV da Yellow, mas eu pretendo fazer o resto em terceira pessoa mesmo. -qq
O dia estava chuvoso quando Yellow acordou. Ela fez algo para comer normalmente, deixou o café pronto para seu pai e saiu de casa. Como hoje seria o dia de escolha de armários, ela decidiu ir mais cedo para pegar um bom.
Yo~ Finalmente reescrevi o capítulo 1. Espero que minha escrita esteja melhor agora... huh. E bem, nos vemos no próximo capítulo! :D O primeiro cap foi com o POV da Yellow, mas eu pretendo fazer o resto em terceira pessoa mesmo. -qq
The Bet ( Pokémon School AU)
Chapter 2: O armário da sorte é o 887!
Poucos alunos estavam na escola; ela notou enquanto fechava seu guarda chuva na frente do prédio. Devia ser por causa da chuva, ela fazia todos ficarem com sono... É melhor que eu pare de pensar em sono senão vou acabar dormindo aqui mesmo.
Yellow tinha algumas más memórias a respeito de dormir em lugares. Quando ela se cansava muito, era normal que ela acabasse pegando no sono sem mais nem menos. Como no intervalo de uma partida de futebol, ou no meio de um teste, ou até estudando.
Pelo menos eu estou um pouquinho melhor agora... Ela comentou para si mesma, passando pelos corredores vazios até sua sala.
Como esperado, não havia quase ninguém lá. Mesmo assim, a jovem pôde observar Crystal dormindo em uma das cadeiras da frente e Paul no canto da sala em silêncio. Sorrindo, colocou sua mochila em uma cadeira ao lado de sua amiga e resolveu a deixar dormindo mais um pouco.
Ela foi então até uma mesa que tinha sido posta no corredor principal do prédio, e cumprimentou a professora que estava encarregada de supervisionar a caixa onde estavam os números.
Vamos lá.... Yellow tirou um dos papéis de dentro da urna, e viu o número. Armário 887? Mas os armários daqui não são até o 800?
- Com licença... – Ela começou, se dirigindo para sua professora. – É que eu peguei um número que não tem nesse prédio...
- Ah, sim! Você é aluna nova não é? – A loira apenas assentiu timidamente. – É que não há armários suficientes nesse prédio para todos os alunos. Assim, alguns têm que usar armários do prédio do ensino médio. – Ela explicou.
- Ah... – Yellow murmurou para si mesma, um pouco desapontada. Pelo menos eu posso cruzar com a Blue quando vou até lá... – Entendi. Obrigada, professora.
Bom, já que não tenho escolha... vamos até o meu armário! A garota pensou, virando até a saída e caminhando até o outro prédio. Pelo menos parece que é no primeiro andar... , Ela constatou, vendo os números escritos nas portas dos armários.
- É...aqui. – Ela murmurou, chegando em frente ao seu armário. Não era muito grande, mas era espaçoso o suficiente para guardar tudo o que ela precisava. Depois eu tenho que mudar um pouco o visual dele...
- Ah, posso falar com a Blue sobre isso depois. Melhor voltar para a sala. – Ela falou para si mesma, andando calmamente pelos corredores que só agora começavam a ficar cheios de alunos.
Quando voltou para sua sala, viu que Crystal já estava acordada e distraidamente escrevendo coisas em seu caderno. Yellow foi até ela, que percebeu sua presença e sorriu. - Bom dia, Yellow.
- Bom dia para você também, Crys. – A outra respondeu , já quase se acostumando a disfarçar sua voz.
- Já pegou seu número de armário? O meu é 701. – A garota de olhos azuis claros comentou, mostrando o número em suas mãos.
- Já. Eu acabei ficando com o 887, que é lá no prédio do ensino médio. – Yellow respondeu com uma gota.
Ela só pôde perceber que fora cercada por umas cinco garotas que estavam conversando na sala quando uma delas deu um grito e segurou os ombros da mesma.
- Você pegou o 887? – A garota perguntou, incrédula. – Troca comigo, vai! O meu é muito melhor, perto da sala!
- Err... – Yellow murmurou, não entendendo nada. Ela ficaria feliz de trocar seu armário sim, mas primeiro queria descobrir porque todas as garotas queriam ficar com um armário tão longe assim. Era só um armário, certo?
E foi nessa confusão que Misty se encontrou ao entrar com suas amigas na sala. Ela arqueou uma sobrancelha, vendo a montoeira de garotas que aumentava a cada segundo entre o que aparentemente eram Yellow e Crystal.
- Huh, o que tá acontecendo aqui? – A ruiva perguntou para uma das garotas do aglomerado.
- O Yellow pegou o armário 887! – Ela respondeu, ainda animada.
- E-eh? Ela pegou o quê? - Hikari falou, surpresa. Misty, sabendo que provavelmente sua prima e Crys não sabiam nada do armário, tratou de tirá-las do meio das garotas.
- Olha, o Yellow não vai trocar de armário e ponto final. Agora dá para pararem com isso e deixar ele em paz?? – Ela gritou, se metendo no meio das garotas.
- Mas ele nem precisa daquele armário! – Uma das garotas falou , indignada, movendo seus cabelos loiros bem claros de lugar.
- E por acaso você precisa? – May interveio, cruzando os braços. – É melhor assim do que se uma de vocês conseguisse. Agora dá para deixar meu amigo em paz?
- Humph! – A mesma disse, bufando, mas pareceu desistir. As outras tentaram insistir, mas viram que não iria ter resultado e voltaram para seus grupos no canto da sala.
- Tá, agora que a poeira baixou... – Crystal começou, virando para suas amigas. – Por que diabos todas aquelas garotas queriam esse armário?
- É o armário do lado dos armários do Red e do Green. Como eles são os garotos mais populares da escola, é típico que as garotas queiram ficar com esse armário.
- E ele ainda é bem longe da nossa sala... – Yellow comentou, com uma gota. – Se elas não tivessem vindo para cima de mim e só tivessem perguntado , eu provavelmente aceitaria na hora...
- É melhor não, Yellow. – Hikari falou, cruzando os braços. – Como a Misty disse, é melhor que você fique com esse armário do que elas. Aqueles dois já sofrem diariamente como a Blue por causa dos fãs, ninguém merece ter que ficar no armário ao lado de uma.
- ...É, talvez você esteja certa. – A loira concluiu, suspirando. – Não quero nem imaginar o que deve ser ter pessoas te perseguindo o dia inteiro. E isso também me dá tempo para falar mais com a Blue...
- Ok, está certo então! – May concluiu, sorridente. – Mas ainda sim, você até que tem sorte. Eu vou ter que ficar do lado de uma daquelas garotas do grupinho. – Ela terminou, se irritando um pouco.
- Boa sorte, May. – Crystal respondeu, sorrindo. – Eu vou ficar bem perto da sala, então saí ganhando.
- E pelo que parece, eu e a Hikari estamos a dois armários de distância. – A ruiva do grupo comentou, enquanto tirava seu material da mochila. - Acho que essa arrumação não foi tão mal assim, pelo menos...
- Bom dia pessoal! – A professora de português falou, entrando sorridente na sala. – Sentem-se em suas carteiras, por favor. – Como pedido, todos relutantemente sentaram.
A aula passou tranquilamente. Depois de dois tempos de português, as garotas tiveram de se separar novamente para outra aula. Esta, para Yellow, poderia ter sido menos demorada ( física sempre a deixava com sono...) , mas finalmente o recreio chegou.
- Física não é uma matéria que eu me dou bem... – Crys comentou, se espreguiçando. – Prefiro muito mais química, tem menos zero para todos os lados.
- Sim. – Yellow teve de concordar, não conseguindo segurar seu bocejo. – E eu ainda acordei cedo hoje, então quase dormi durante a aula.
- Bom, vamos? – A garota de cabelos azuis perguntou, sorrindo. – As garotas já devem estar lá nos esperando para lanchar.
A loira apenas concordou, e as duas se puseram a caminhar até as grandes cerejeiras do jardim da escola. A chuva já tinha terminado há algum tempo, e algumas poças ainda restavam na grama.
As duas logo avistaram suas amigas, sentadas em cima de algum pano de piquenique (provavelmente Misty tinha trazido, ela sempre é prevenida) e conversando.
Ao se aproximarem, Yellow não evitou que sua sobrancelha levantasse: Por que diabos sua prima estava tão corada? E por que Hikari estava com cara de que ia matar alguém?
- Uh... Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou, sentando-se junto com sua amiga perto da árvore.
- Ah, vocês chegaram, finalmente. – Misty falou, tossindo para tentar disfarçar suas bochechas vermelhas. – A Hikari estava falando o que deixou ela com raiva, e eu estava com medo de ter que controlá-la sozinha.
- O que houve? – Crystal perguntou, também curiosa, encarando a jovem de cabelos negros azulados do grupo, que estava praticamente “uma fera”.
- Aquele idiota, isso o que houve! – Ela bradou, cruzando os braços ainda mais. – Pervertido de araques... vai ver quando eu chutar ele direto para a lua...
- Calma Hikari. – Misty falou, com uma gota. – Explica primeiro de matar esse “idiota”, pelo menos.
- Ah, tudo bem, tudo bem... – Ela bufou, e, ajeitando-se um pouco em sua posição, começou a contar. – É o seguinte...
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Hikari andava apressada pelos corredores. Como sempre, tinha ficado tempo demais falando com suas amigas e nem percebera que já estava atrasada para sua aula de biologia no segundo andar.
E, é claro, toda a vez que ela está atrasada, o chão tem que ter a idéia incrível de ficar molhado e fazer ela escorregar.
...Ué, por que eu não to dolorida mesmo? - Ela pensou, e só aí percebeu que a pessoa com quem trombara a tinha segurado pelo braço quando ela estava a milímetros do chão.
- Ah, obrigada... – Ela começou, se virando para agradecer e olhando diretamente para Paul. – Eh? - Ela murmurou, não acreditando que justo ele fora gentil o suficiente para não deixá-la cair.
- O que foi garota, perdeu algo na minha cara? – Ele perguntou, rude como de costume.
- Não. – Ela respondeu, franzindo as sobrancelhas e corando um pouco. – De qualquer modo, obrigada. Eu fico te devendo uma, Paul.
- Não precisa não. – Ele respondeu, a soltando e se virando, para a olhar por uma última vez, sorrindo. – A gente se vê depois, “cerejinha”.
E, com isso, ele se foi pelos corredores. Hikari, confusa, parou para pensar: cerejinha? De onde diabos ele tinha tirado esse... espera aí, não era essa a estampa de sua roupa de baixo hoje?
- Seu... – Ela virou na direção de que ele tinha ido, corando mais que um tomate.
-Seu pervertido!! Nunca te disseram que é rude ficar olhando para a roupa íntima dos outros?!
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- ...Huh. – Crystal comentou, não sabendo outra coisa para falar. – Eu não sabia que esse garoto era “assim”...
- Tem razão, ele parece muito mais rude do que pervertido. – Yellow disse, com uma gota e corando por se imaginar na mesma situação... O que era um pouco improvável com a roupa que usava.
- Aquele palhaço vai se ver comigo... – Sua amiga agora murmurava, envolta no que parecia ser uma nuvem negra.
...A Hikari pode ser um pouco estranha às vezes... – Era o que provavelmente todas pensavam no momento.
- Mas agora que a Hikari já falou a parte dela... – Crystal começou, se virando para Misty que ainda estava vermelha e um pouco quieta demais. – Pode me explicar por que você está assim, Misty?
- ...Assim o quê? – Ela perguntou, corando ainda mais.
- Com a cara parecendo um tomate. – Hikari explicou direta. Ela provavelmente também deve querer saber sobre isso, huh... – Yellow pensou, ainda com uma gota.
- E-eu? – A ruiva murmurou, inutilmente tentando esconder o fato de que alguma coisa tinha acontecido. – Não foi nada de mais não...
- Se você está desse jeito, então aconteceu alguma coisa. – Yellow comentou, desconfiada. – Vamos, prima, não deve ser tão sério assim... – Ela insistiu, chegando mais perto de Misty.
- Ah, tá bom, tá bom! – A ruiva bufou, cruzando os braços. – Eu conto! Mas não foi nada mesmo...
- Do jeito que você estava corada, eu duvido. – Hikari falou, dando um risinho ao fazer sua amiga corar outra vez.
- Tanto faz, Hikari. – Misty encarou levemente sua amiga, e começou a finalmente contar o que havia acontecido...
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A aula de biologia que Misty tinha separadamente acabara mais cedo, mas parecia que ela não estava muito feliz com isso. Além de ter que ficar esperando suas amigas saírem para poder ter alguém para conversar, ainda tinha o fato de sua aula ter acabado de ser um desastre.
E claro, isso tudo tinha que ter sido falta de ninguém mais ninguém menos do que Ash. Ugh, se pelo menos ela pudesse se teletransportar por um momento para um mundo que ele não existisse...
- Hey, Misty, espera!
Falando no diabo. A ruiva se virou, encarando o jovem de cabelos negros e bagunçados enquanto ele corria para chegar até ela. Recompondo sua respiração, ele sorriu um pouco sem graça.
- Desculpa pelo que aconteceu hoje... – Ele disse, e Misty teve que seriamente se controlar para não tacar seu lanche no garoto e sair andando.
- Ash. Você quase explodiu o laboratório inteiro hoje na sala, e ainda conseguiu derramar um pouco de sei lá o quê que você conseguiu fazer no meu cabelo. Acho que uma desculpa não vai bastar. – Ela esbravejou, e imediatamente se perguntou porque está se quer respondendo ao garoto.
- É sério, foi sem querer! – Ele insistiu, chegando mais perto da garota. – E também, você já tirou toda aquela... gosma do seu cabelo, não é? A professora até falou que não ia acontecer nada com ele, é...
- Ash. – Ele parou imediatamente, deixando com que Misty continuasse. Ele estava com medo de que se não fizesse isso, estaria assinando sua sentença de morte. – Se você não tem mais nada para falar, dá para me deixar em paz?
- Ah, espera, eu tenho algo sim. – Ash falou, olhando em volta. Misty bufou, batendo incessantemente os pés para mostrar que não iria esperar por muito tempo. Finalmente, o garoto voltou , em suas mãos o que parecia ser uma flor.
- O que é isso...? – A ruiva murmurando, recebendo a tulipa de um tom branco que parecia ter pontas em um azul bem leve, quase imperceptível.
- Err... um pedido de desculpas. – O garoto respondeu, nervoso. Sua mãe sempre dizia que garotas sempre gostavam de flores, então ele esperava que Misty ficasse pelo menos um pouco menos nervosa.
A garota corou instantaneamente, tentando murmurar alguma coisa mas falhando. Ash, vendo isso como um sinal de que ela ainda estava brava, resolveu aproveitar o aparente “curto circuito” da ruiva para escapar.
- Então... nos vemos mais tarde! – Ele disse, e saiu andando pelo caminho entre as cerejeiras, que ainda tinham suas folhas molhadas por causa da chuva.
- Huh, espera... – Misty tentou o chamar, mas quando conseguiu falar alguma coisa o garoto estava muito longe para ouvir. Ela suspirou, olhando outra vez para a tulipa que ganhara de presente.
- Obrigada... – Ela sussurrou para a flor como se ela fosse Ash, e lentamente caminhou em direção ao seu ponto de encontro com as garotas, a tulipa branca segura em suas mãos.
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- Nossa, que... Gracinha. – Yellow disse, sorrindo. Então parece que a Misty gosta dele, não é... – Ela refletiu em sua cabeça, olhando para a flor que podia ser vista um pouco atrás da ruiva do grupo. Ela sabia exatamente o significado daquela flor, e esperava que o garoto não tivesse a usado apenas por “coincidência do destino”.
- Se pelo menos o Paul tivesse me tratado dessa maneira também... – Hikari falou, cruzando os braços e bufando. Ao receber olhares de todas as garotas , ela corou e tratou de se corrigir. – Não que eu teria gostado, claro.
- Sei... – Misty falou, aproveitando o momento para se vingar do comentário anterior da jovem de cabelos azuis escuros. Mas, de repente, pareceu perceber alguma coisa diferente no grupo. – Pessoal... não tem algo diferente aqui não?
- Diferente...? – Yellow perguntou, olhando para os lados. – Como assim Mis... Espera aí. – Ela se interrompeu, também percebendo a mudança.
– Onde diabos a May foi se meter??
----------------------------------------- Finis --------------------------------
Oieee~ Demoreeeei, né? :D Desculpa pessoal, eu estive um pouco sem inspiração por uma semana x.x Mas eu voltei, e voltei com tudo~ O cap está meio curto, mas eu não pude fazer muito já que no original o 2º capítulo era beeeem mais curto que esse D: Well, esperem mais algumas atualizações, e também o prêmio do jogo de detetive que a Miyako~nyan ganhou! *-* Prometo que o capítulo 3 será gigaaaante!
Ah sim. Para quem ficou curioso, as tulipas brancas significam "declaração de amor" na linguagem das flores. :D Que foooofo, ele acertou até o tipo de flor para dar <3 ...se ele pelo menos soubesse o que elas querem dizer. e.e Bom, até mais pessoal!
Kissu~ ;****
The Bet (Pokémon School AU)
Chapter 3: Rivais, tem certeza?
Yellow e suas amigas estavam debaixo da cerejeira, seu ponto de encontro típico com suas amigas. Era um recreio normal, de um dia normal, só que algo, ou melhor, alguém, estava faltando.
- Onde será que a May foi parar, hein? –Misty se perguntou, olhando para os lados. – Bem que eu senti falta dos comentários dela.
- Será que a aula dela ainda não acabou? – Yellow perguntou, checando seu relógio.
- Não, não, eu esbarrei com o Silver quando estava vindo. Ele tem esse tempo de aula com a May. – Hikari comentou, se lembrando de seu percurso para o ponto de encontro.
- Ela deve estar por aí... melhor ligar para ela. – Misty disse, pegando seu celular.
Elas tentaram uma vez, duas... e nada. Hikari suspirou, cruzando os braços.
- Que estranho... aquela garota sempre anda com o celular.
- E ele nem tá desligado. – Yellow comentou, preocupada. – Será que aconteceu alguma coisa?
- Não acho. – Misty disse, guardando o celular no bolso. – Do jeito que aquela garota é, deve ter esquecido o celular na sala.
No mesmo momento , o sinal do fim do recreio começou a tocar. Crystal suspirou, se levantando com um pouco de esforço. – É melhor irmos logo. De repente ela já voltou para a sala.
Resolvendo aceitar a idéia, as quatro se dirigiram para sua sala. Teriam um tempo de matemática juntas, então não precisaram se separar no caminho. Ao chegar na sala , não viram sua amiga em lugar nenhum. E, estranhamente, nenhum rastro de cabelos verdes.
- Gente, o Drew não tinha aula nesse período? – Misty perguntou, arqueando uma sobrancelha.
- Tinha... – Hikari concordou, e um sorriso malicioso se formou em seu rosto. – Estranho, os dois sumiram ao mesmo tempo. Será que estão confessando seu amor incondicional um pelo outro?
- Aqueles dois? É mais provável que estejam se espancando em algum corredor por aí. – Misty riu, e chamou as outras para se sentarem nas cadeiras. – Eles provavelmente vão voltar daqui a pouco. Venham logo antes que o professor chegue e nos dê uma bronca.
As garotas se sentaram e começaram a ter aula. Como Misty previu, Drew entrou no fim do primeiro tempo dela, um sorriso confiante no rosto. Um pouco depois, May abriu a porta da sala, com uma expressão que podia ser tanto de vergonha quanto de raiva e os cabelos um pouco bagunçados.
- Viu, eu disse que estavam se espancando. – Misty comentou, enquanto sua amiga sentava-se numa cadeira próxima. Hikari abriu um sorriso, porém, ao ver uma pequena flor vermelha que sua amiga segurava.
- Tem certeza? Pessoas não se espancam com rosas... – Todas as outras notaram , também, ficaram desconfiadas. Ao longe, algumas garotas seguidoras do Drew conversavam ardorosamente, lançando olhares mortais para a rosa vermelha que May ainda segurava.
– O que aconteceu May? E de onde veio essa rosa? – Yellow perguntou, pausando um pouco sua escrita para olhar para a amiga.
- Ugh, depois eu falo tá? – May respondeu, guardando cuidadosamente a rosa em sua mochila, tomando cuidado para não despedaçá-la.
- Garotas, prestem atenção na aula! – A professora disse, bufando e parando de explicar. Como não queriam levar bronca, elas resolveram perguntar isso mais tarde.
E o mais tarde se mostrou no fim da aula, enquanto elas voltavam da escola. Como a história era um pouco longa, May decidiu convidar todas para almoçar em sua casa. Crystal teve que recusar, mas as outras aceitaram e logo estavam todas em frente à casa de May.
- Vocês tem sorte do meu irmão estar na casa de um amigo hoje, ele ficaria nos irritando se estivesse em casa. – May comentou, abrindo a porta de casa.
- Ah, quê isso! O Max é legal! – Hikari disse, sorrindo divertida. Ela estava cada vez mais entretida com o que poderia ter acontecido.
- Legal com você, Hikari. – A morena respondeu, bufando. – Cheguei mãe! Eu trouxe as garotas para almoçar aqui, tudo bem?
- Ah, olá! – Uma voz feminina falou, e uma mulher de uns 30 anos saiu da cozinha. Tinha olhos azuis assim como os de May, e um cabelo castanho amendoado. Ela sorriu quando viu as amigas de May. – Tudo bem garotas? Estou quase terminando o almoço, então podem se sentir em casa, ok?
- Obrigada, Sra. Maple. – Yellow falou, junto com as outras garotas. May tirou a rosa cuidadosamente de sua bolsa, se dirigindo à mãe mais uma vez. – Mãe, pode pegar um jarro com água para mim? Eu quero colocar essa rosa em algum lugar.
- Claro filha. Mas posso saber de quem é essa rosa? – A mulher respondeu, sorrindo interessada. May corou, respondendo que iria “falar disso mais tarde”. Sua mãe insistiu um pouco , mas resolveu entregar logo o jarro e terminar o almoço.
Elas então subiram para o segundo andar até o quarto de May, e deixaram as mochilas em cima da cama. O quarto dela era bem decorado: móveis em vermelho e branco, um quadro decorado e uma escrivaninha com um laptop colorido.
Sua cama era cheia de bichinhos coloridos, e algumas almofadas também. Nas paredes, adesivos de parede de flores estavam grudados em alguns lugares.
- Então May, pode sentar e contar tudo! – Hikari disse, encarando a garota que acabara de colocar o jarro na escrivaninha.
- Não foi muita coisa, sério. – May disse, agarrando um ursinho e se sentando no chão do quarto.
- Do jeito que você guardou essa rosa aí, eu duvido. – Misty comentou, sorrindo e deixando sua amiga corada outra vez.
- Tudo bem, pode não ter sido, mas me deixem contar logo!
- Tá bom. – Hikari disse, se calando para poder ouvir. A morena do grupo suspirou e, assim, começou a contar.
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Que inferno. Que inferno! O que fui que eu fiz para ficar numa sala sozinha arrumando papéis entediantes com o garoto mais idiota do planeta Terra? – May resmungou em seus pensamentos, separando outra pilha de documentos numa fileira.
Ah, lembrei. É porque ele é um idiota. Estúpido. Cabeça de gosma. – Ela continuou , olhando de relance para o “Dreweca” que tentava organizar alguns documentos de uma pasta. E tudo por um intervalo mísero de cinco minutinhos...
A professora de biologia estava quase encerrando a aula e tinha ido beber água, então todos estavam sentados em lugares diferentes conversando. Como esperado, haviam várias garotas em volta de Drew, e estas pareciam suspirar a cada momento que ele falava uma palavra sequer.
May estava sentada, entediada na verdade, e olhava pela janela. Não tinha ninguém que ela conhecia direito nessa aula, e ela não estava com vontade de ser mais uma fangirl em volta do seu rival.
Aiai, não tem nenhuma garota inteligente nessa aula não? – Ela refletiu, olhando para o grupo de garotas. Uma dela, ruiva de cabelos curtos, fingiu desmaiar e se tacou em cima do cabelo verde.
Ela sentiu seu estômago contrair, e bufou. Que vontade de estrangular essa garota. Ela não tá vendo que é só fingimento? , ela pensou ao ver seu rival fingir galantear a mesma.
Quando, de repente, a mesma garota começou a se inclinar perigosamente na direção de Drew. De alguma maneira estranha que May não pôde explicar, ela sentiu um peso enorme vindo de seu peito.
Ela se virou para frente quando parecia que os dois iriam se beijar, fechando bem os olhos. Que droga May, ele é só seu rival! Um galinha idiota! É claro que ele fica com quase metade da escola, você já sabia isso antes!
A jovem então se virou novamente , já esperando ver o resultado que esperava. Ao invés disso, porém, Drew apenas parecia ter ‘desviado’, e a garota que se inclinara estava fazendo bico de um jeito exagerado para ele.
- Ah, Drew, só um vai? – A garota ruiva reclamou, usando um tom de voz um pouco agudo demais para sua idade ao falar. O garoto arqueou uma sobrancelha, e sorriu galanteadoramente.
- Me desculpe, mas estou guardando o primeiro para alguém especial. – Ele respondeu, e as garotas começaram a suspirar e o fazer perguntas de quem seria essa pessoa. Enquanto isso, May arqueou uma sobrancelha, soltando sua respiração que não percebera que estava prendendo.
Então ele não é tão galinha como eu pensava, huh? – Ela refletiu, o encarando. De repente, ele olhou para ela e seus olhares se cruzaram. Pelo que parecia uma fração de segundo ele pareceu um pouco surpreso, antes de ficar com seu sorriso sarcástico habitual.
- Ora ora, a selvagem me admirando, isso é novidade! – Ele disse, jogando seus cabelos para o lado. – Não vai me dizer que se apaixonou por mim?
- Vai sonhando, cabelo verde. – A garota respondeu friamente, tentando disfarçar seu rosto um pouco vermelho. – Só estava vendo o quão ridículo você é se achando o máximo.
- Mas eu tenho o direito disso, não? – Ele comentou, se voltando para suas seguidoras, que assentiram rapidamente.
- Como sempre, buscando reforço com suas fãs. – May notou, cruzando os braços. – Quando é que você vai parar de buscar ajuda com outros, hein Dreweca?
Direto no alvo. – Ela pensou, sorrindo vitoriosa ao ver que o garoto estava começando a perder a máscara de superioridade.
- Quer que eu faça isso agora? – Ele começou, se levantando da cadeira e se aproximando de May. – Eu aposto que consigo fazer você se apaixonar por mim em um piscar de olhos.
- Então boa sorte, cabeça de alga. Não vai conseguir isso nunca. – Ela respondeu, e os dois entraram em um ‘concurso de encarar’. May estava quase perdendo a paciência e dando um soco no garoto quando a professora voltou.
Ela encontrou a sala inteira voltada para aqueles dois, os garotos gritando “briga!” e as garotas berrando “Mostra para essa ridícula, Drew!” . Conclusão normal que todo mundo tem: Eles estão prestes a se matar.
- Hey, vocês dois! – Ela berrou, acabando com a troca de olhares mortais de May e Drew. – Eu chego cinco minutinhos depois, e vocês já estão quase se matando no meio da sala??!
- Mas professora, esse idiota começou! Eu só estava parada na minha carteira! – May disse, apontando para o garoto que apenas deu uma risada.
- Ah, claro. A culpa é sempre minha. Pelo que eu saiba você começou a falar mal de mim, eu só estava dizendo coisas verdadeiras. – Drew falou, sorrindo. May corou outra vez, cerrando os punhos.
- Coisas verdadeiras, huh? Eu vou te mostrar algo verdadeiro, seu... – May esbravejou, pegando seu rival pelo colarinho de seu uniforme e fazendo o coro de “briga” começar outra vez.
- Já chega! – A professora gritou, fazendo a sala ficar em silêncio. – Não agüento mais! Vocês dois, vão agora para a sala do diretor!
May bufou alto, largando Drew e saindo da sala com passos fortes. Era sempre isso que acontecia. Ele tinha que fazer ela se descontrolar todo o santo dia, e sempre a deixava em encrencas.
Ugh, e ainda é para a sala do diretor. Eu odeio aquele cara... – Ela pensou, chegando à porta grande da diretoria. Entrou, não se importando em segurar a porta para Drew que estava bem atrás dela, e se sentou num dos sofás da sala de espera.
Não soube quanto tempo ficou ali, mas também não quis olhar para o relógio de parede por ele ser na direção de Drew. E, naquela hora, ela não desejava nem ver o rastro dele.
A secretária finalmente os chamou, e pediu para que entrassem. Os dois então se dirigiram a uma porta um pouco mais conservada que as outras, e entraram.
A sala do diretor era comum. Uma escrivaninha grande, cheia de documentos e canetas. Algumas pastas ao canto, provavelmente fichas de alunos, e uma decoração um pouco antiquada. Sentado na cadeira do meio estava Giovanni, o diretor da escola.
- Ora, o que temos aqui? – Ele falou, colocando o café que tomava na mesa. – Vocês dois adoram se meter em encrenca, não é?
- Me desculpe,diretor. Prometo que não farei isso outra vez. – May falou, abaixando a cabeça. Sabia que o diretor podia fazer qualquer coisa para castigá-los, e ela queria estar viva até o recreio.
- Sim, diretor. – Drew apenas concordou, também não querendo entrar em encrenca. Giovanni suspirou, passando suas mãos pelo seu rosto.
- Muito bem, acho que posso desculpá-los dessa vez. Mas se fizerem mais alguma coisinha sequer...
Só que aí um celular começou a tocar. E ter um telefone tocando e dois alunos procurando os seus para ver de onde o barulho vindo na frente do dono de uma escola que proíbe que celulares estejam ligados na hora de aula é um problema. Um problema sério.
May negou a chamada rapidamente, e desligou seu celular. Não teve tempo de ver quem ligava, mas resolveu que ia amaldiçoar quem quer que tenha sido pois o diretor não estava com uma cara das melhores.
-Vocês dois sabem que aqui é proibido celulares ligados , não é? – Ele perguntou devagar, parecendo controlar sua raiva.
- S-sim, professor. – Os dois jovens responderam em uníssono, ambos assustados demais para notarem que falaram ao mesmo tempo.
- Ótimo. – Ele disse, tomando um gole do seu café. – Já sei o que vou fazer com vocês.
Por favor, sem bilhetes para a casa ou suspensões, tudo menos isso... – May torcia em sua mente, mordendo o lábio para tentar não parecer muito nervosa. Sua mãe a mataria se ela ficasse sabendo das encrencas em que ela se metia.
- Tem uma sala minha com alguns papéis que eu preciso separar em turmas e anos diferentes. Ia mandar minha secretária fazer isso, mas acho que ela merece um descanso.
- Mas professor, o recreio já está quase acabando e...
- Pensasse nisso antes de fazer o que fez, senhor Hayden. – O diretor cortou Drew, o lançando um olhar reprovador. – Agora vão, antes que eu mude de idéia e os suspenda por uma semana inteira.
Os dois saíram rapidamente para evitar uma futura morte pavorosa que seus pais os causariam. May estava cada vez com mais raiva de Drew, mas conseguiu se segurar. Ela não queria levar uma suspensão, isso seria simplesmente o apocalipse para ela.
E é assim que ela terminou com um idiota separando papéis numa sala. O dia estava maravilhoso, ah se estava.
- Hey , não vem me ajudar não? – Drew perguntou, e ela se virou para ele ainda com raiva. – Tem muitos papéis desse lado do que no seu.
- Isso é porque eu os organizo bem mais rápido que você, estúpido. – Ela respondeu, colocando alguns papéis na mesa. Ela era bem atrapalhada com coisas, mas Drew também não era feito para arrumação pelo que parecia.
- Que seja selvagem. Você quer acabar com isso logo, não quer? – Drew comentou, suspirando pesadamente. May, sem outra escolha, foi até ele. Ela podia jurar que tinha visto algo que não era um papel em suas mãos antes que a droga do papel no chão a fizesse escorregar.
E adivinha onde ela foi parar? Bem em cima do cabelo verde, a milímetros do rosto dele. É gravidade, eu te odeio.
Nenhum dos dois falou nada, tentando ainda descobrir o que diabos tinha acontecido e tentando esfriar um pouco seus rostos. Drew , depois de uns minutos congelado olhando diretamente nos olhos da garota em cima dele, pareceu recuperar sua voz.
- Huh, dá para sair de cima de mim?
Claro que May não bancaria a fã apaixonada de momentos atrás e se aproximaria mais. Então , em um segundo, ela estava em pé e ajeitando sua saia.
- B-bom, você queria ajuda né? Pois bem. – Ela falou nervosa, tentando organizar os papéis sem deixá-los cair. – Aqui, tá arrumado, agora com licença que...
- Ei, você vai simplesmente sair e me deixar sozinho aqui com isso? – O garoto perguntou, se levantando e apontando para os papéis do chão ainda caídos.
- É, vou. – May respondeu, se virando. E é claro, ele tinha que segurar seu braço. Obrigada May, nem fugir de um garoto estúpido você consegue.
- Espera, eu quero te dar algo primeiro. – Ele disse, estranhamente sério depois de virá-la pelo seu braço. Em suas mãos, estava uma rosa vermelha.
- Você vai dar uma flor para mim? – Ela perguntou, corando outra vez. E ainda é a minha favorita... O que diabos ele está pensando?
- É a intenção. – Ele respondeu, estendendo a rosa. A garota de mechas em castanho a pegou relutantemente, ainda não sabendo o motivo daquilo.
- Se isso for algo que você dá para todas as suas fãs, eu vou devolver, ouviu?
- Não não, eu não dou flores para minhas fãs. – Ele sorriu, dessa vez sem sarcasmo nenhum. – É para você, May.
-... Posso saber o porquê, pelo menos? – Ela perguntou, corando um pouco mais. Não me diga que a pessoa especial que ele mencionou... Sou eu?
- Claro. É porque você é diferente das outras. E... – Ele começou , indo para a porta lentamente. –...porque você vai ficar aqui arrumando o resto dos papéis por mim.
E, assim, ele saiu pela porta, a fechando. May demorou um segundo para descobrir o que tinha acontecido, e dois para entrar em um curto circuito de raiva.
- Volta aqui, seu idiota! Você não vai me deixar sozinha aqui com esses papéis! Não vai mesmo! – Ela bradou, correndo atrás dele e nem se importando mais com os papéis. Aquele garoto iria pagar por dar esperanças falsas a ela, e iria pagar caro.
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- Interessante... – Misty disse, sorrindo divertida. – Então ele te deu uma rosa, coisa que ele não faz com nenhuma outra garota, e disse que está guardando um beijo para alguém especial?
- Para com isso, Misty. Ele só queria zoar com a minha cara, e você sabe disso. – May respondeu, apertando seu bichinho contra si. – Ele quer que eu comece a gostar dele, por isso fez isso.
- Mas May, olha só... – Yellow começou, pensando. – Ele não sabia que ficaria preso arrumando papéis com você hoje nem que faria essa aposta. E se ele te deu essa rosa, então ele levou por todo o caminho da sua sala até a sala dos papéis.
- Ela tem razão, May. – Hikari falou, cruzando os braços. – Ele estava planejando dar essa rosa para você há algum tempo se teve todo esse cuidado. Poderia ter muito bem entregado na sala na frente de todo mundo, mas não fez isso.
- Ugh, parem com isso! Agora minha cabeça está confusa! – Ela resmungou, enfiando a cabeça em seu bichinho.
- Ok, ok, é melhor parar mesmo. –Hikari falou, sorrindo. – Mas que tem algo aí, tem. Talvez o tal de “cabeça de alga” esteja gostando de alguém mesmo. E se for May, isso acabou de comprovar que é você.
- Não fala besteiras, Hikari. – A morena bufou. – Agora vamos, o almoço já deve estar pronto.
As garotas almoçaram, e logo tiveram que ir embora. May passou a tarde alternando entre tentar fazer dever e olhar para o novo integrante de seu quarto, que estava situado próximo à janela.
- Aquele estúpido... O que diabos ele está pensando? – Ela murmurou para si mesma, tocando levemente nas pétalas da rosa. Eu não contei sobre meu 'acidente' com o Drew. Será que eu devia? Naquela hora os olhos dele pareciam tão verdes...
- E agora? Não vou conseguir mais me concentrar! – A garota colocou as mãos no rosto, angustiada. Se jogou em sua cama, ficando de cabeça para cima olhando para o teto.
Mas se ele gostar mesmo de mim, o que eu faço? Ele sempre foi meu rival até agora, nunca tinha pensado nisso... – Ela pensou, aflita. Ele não era tão idiota assim antes... Eu tinha até chegado a pensar que gostava dele antes daquelas garotas se meterem no meio e estragarem tudo...
- Droga, Drew, por que você não quer sair da minha cabeça? – Ela murmurou, virando para ficar com o rosto em seu travesseiro.
Se continuar assim, talvez você consiga ganhar a sua aposta...
----------------------------- End. ---------------------------------------------
Na na na na na na, contest! Eu já disse que eu amo esse ship? Se não, vou dizer agora: Eu amo esse ship. *-* É tão fofo, e provocante, e mais fofo ainda, e confuso, e... aiai, tudo o que eu toco vira ship, é incrível. Espero que esse cap tenha ficado bom, eu desenvolvi bem mais do que o original. x.x Expliquei algumas coisas que não faziam sentido também, e tudo mais.
A próxima fic que estou trabalhando é uma oneshot feliz, então talvez demore um pouquinho mais para fazer o próximo cap. Mas eu vou me esforçar para fazê-lo o mais rápido possível! >.< Torçam por mim, seres de minha vida. ;-; Kissus! ;******
The Bet
Chapter 4: Amigos na infância, inimigos na atualidade?
Yellow acordou como de costume. Levantou, tomou banho, fez o
café... Essa rotina já se repetia a mais ou menos uma semana. Daqui a pouco as
aulas extracurriculares começariam...
Ugh, porque tinha que
passar tão rápido? – A loira pensou, enquanto tomava um gole de seu suco de
uva. No começo achava que não iria ter muitos problemas com esconder o fato de
que era garota, mas...
Agora que tenho novos
amigos, não posso deixar de pensar como eles vão reagir se descobrirem... –
Ela continuou, olhando pela janela.
Blue tinha tido muito mais tempo para passar o recreio com
eles, e isso tinha a deixado mais próxima dos “garotos mais populares da
escola.” Além disso, estava se dando bem com outros garotos de sua sala, e com
os professores também...
-Será que eles vão se decepcionar comigo? Ficarem com raiva?
– Ela se perguntou, aflita. – Ai, em que confusão a May foi me meter...
Falando nela... A May
anda estranha esses dias também. – Yellow completou em sua mente,
terminando seu suco e levantando. Será
que aconteceu alguma coisa a mais naquele acidente com o Drew?
- Yellow, está tudo bem? – O pai da moça perguntou,
arqueando uma sobrancelha de seu canto da mesa em que tomava café. – Você parece em apuros com essa cara.
- Acho que estou mesmo, pai. – Ela respondeu, sorrindo sem
graça. – Estou indo. Até mais tarde!
- Se cuide! – O homem só teve tempo de falar isso antes da
porta bater. Suspirou, murmurando. – Esses adolescentes de hoje em dia...
A loira andou calmamente até a escola, indo até o prédio do
ensino médio para pegar seus livros. Abriu seu armário, pegou algumas coisas e
já estava indo quando sentiu uma batida em suas costas.
- Ah, bom dia Red! – Ela disse, sorrindo para o garoto de
olhos vermelhos. Ele sorriu de volta, indo até seu armário.
- Bom dia. Vai ter aula de ciências? – Ele perguntou,
olhando para o livro nas mãos da jovem.
- Física. Apesar de não querer ter isso hoje. – Ela
respondeu, bufando. O garoto riu, e umas garotas paradas do outro lado do
corredor começaram a ter ataques.
- Parece que suas fãs estão te espionando outra vez. – A
jovem observou, com uma gota. Red concordou , sorrindo sem graça.
- Desculpa por isso. Elas não estão te dando problemas, né?
- Não, só perguntam algumas coisas de vez em quando. – Ela
respondeu, e acrescentou mentalmente: Mas
quando souberem que sou garota, vou estar ferrada...
- Bom, até mais! – O garoto mais velho se despediu, e foi
andando para sua sala. Yellow resolveu fazer o mesmo, fechando seu armário e
indo para o prédio do ensino fundamental.
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Hikari cantarolava músicas distraidamente enquanto passava
pelos corredores da escola. Suas mechas azuis escuras deslizavam em tempo com
seus passos, e sua saia – um pouco mais curta que o normal- dançava com o ritmo
e a brisa que vinha dos movimentos da jovem.
Ela andava calmamente, até que parou. E por que parou? Bom,
ela viu um pequeno objeto, muito pequeno, mas perigoso e mortal o suficiente
para fazê-la entrar em desespero.
- BARATA! – Ela gritou, correndo para longe do inseto
inofensivo. Se jogou no primeiro vulto aparentemente forte o suficiente para
lidar com a praga, apertando bem os olhos.
- Hikari? – Ela abriu os olhos, e viu seu amigo de infância,
Kenny. Ele parecia um pouco corado, não esperando que alguém se tacasse em cima
dele no corredor.
- Ah, Kenny... – Ela murmurou, largando dele rapidamente. –
D-desculpa, mas é que eu vi uma barata e...
- A-ah, tudo bem. –
Ele respondeu, se recuperando um pouco e ficando com um sorriso malicioso. –
Continua com medo de tudo, né DeeDee?
- Não me chama disso, idiota! – Ela reclamou, dando um soco
no ombro de seu amigo. – E você sabe que não gosto muito de baratas.
- Aham, sei... – Ele continuou, rindo da cara raivosa de sua
amiga. – Bom, tenho aula de física agora. Até mais, DeeDee! – Ele se despediu,
piscando e partindo pelo corredor.
- Eu disse para não me
chamar desse apelido! – A garota gritou, e pôde ver seu amigo rir disso
enquanto se distanciava. Ela bufou: ele tinha que sempre fazer isso?!
E ele também gosta de
mim, não é? Não devia me irritar... – Ela pensou para si mesma, cruzando os
braços. Kenny tinha se declarado para ela nas férias, e ela acabara o dando um
fora.
Espero que ele não
tenha ficado muito abalado... – Continuou, suspirando e voltando a andar. Mas ele sabe que eu já estou comprometida...
Mesmo que eu nem saiba onde o príncipe está agora.
A garota ficaria mais nos seus devaneios se o sinal não
tivesse tocado. Lembrando que sua classe ainda era no fim do corredor, começou
a correr para tentar chegar antes do professor.
- Droga, por que eu tenho que estar sempre atrasada? – Ela resmungou, não vendo por onde andava e
batendo em alguém. Ela caiu, sentindo uma pontada no pé esquerdo.
Ai! Será que eu torci?
– Ela pensou, tentando examinar o ferimento até que percebeu a pessoa que tinha
esbarrado.
- Você adora esbarrar em mim do nada, né cerejinha? – Paul
disse, arqueando uma sobrancelha para a garota caída.
- Cala a boca, idiota. Eu tava atrasada e foi sem querer,
tudo bem? – Ela respondeu, bufando. Ainda não tinha se vingado do seu novo
apelido.
- Vai querer ajuda ou não? – O garoto suspirou, estendendo
uma mão para ela levantar. A jovem relutantemente aceitou, mas caiu outra vez
quando pisou e lembrou que tinha machucado o pé.
- Você se machucou...? – Paul perguntou, sua expressão um
pouco preocupada. A garota sorriu sem graça.
- S-sem problemas! Deve ter sido só mau jeito... – Ela
falou, tentando levantar e soltando um gemido de dor. – Ok, pode ter sido mais que um mau jeito...
Paul suspirou, vendo a garota machucada no chão tentando dar
desculpas. – Você só me arruma problemas, hein...
- O que quer dizer com isso? H-hey, espera... - Hikari
tentou protestar, mas em um segundo já estava flutuando. – O-o que você está fazendo?
- Uma boa ação. – Ele respondeu, enquanto carregava a garota
com os braços na direção da enfermaria.
-... Tá, que seja. – A garota desistiu, fazendo bico. Não
conseguiria ir andando até a enfermaria nesse estado, e até que ser carregada
assim era confortável...
Parecemos até recém casados assim... – Ela pensou com uma gota,
corando um pouco. Olhou para cima, e tentou adivinhar o que seu “herói” estava
pensando. Será que ele não se importa com
isso?
- Que foi? – Ele perguntou sem desviar o olhar. Hikari corou
um pouco mais por ser descoberta, olhando para frente.
- N-nada.
-... – Paul levantou uma sobrancelha, desconfiado, mas
resolveu não perguntar mais. Não sabia nem porque estava ajudando...
Logo os dois chegaram na enfermaria. A enfermeira, uma
mulher de uns trinta anos de cabelos rosas, levantou para recebê-los.
- Ah, o que houve? – A mulher perguntou, chegando perto dos
dois. – Sua namorada tropeçou?
- E-eu não sou a namorada dele! – Hikari exclamou antes que
o garoto que a segurava pudesse dizer alguma coisa.
- Desculpe... – A enfermeira disse, com uma gota. – É que
pela maneira que ele estava te carregando, eu...
- Tudo bem. – Paul a cortou, ficando um pouco impaciente. –
Ela torceu o pé.
- Oh, claro. – Isso acordou a mulher, e que abriu uma
cortina para a cama da enfermaria. – Pode deitá-la aqui.
Sem precisar dizer mais nada, o garoto a obedeceu. Depois de
observar o ferimento, a enfermeira sorriu.
- Não é sério. – Ela levantou de sua posição, botando as
mãos no quadril. – Você só precisa descansar um pouco seu pé e colocar bastante
gelo que vai ficar bom!
- Ok, obrigada. – Hikari respondeu educadamente, fazendo
menção de levantar e sendo parada pela enfermeira.
- Espera, onde acha que está indo??
- Uh,para a aula...? – A garota falou, confusa.
- Nada disso! Você vai descansar esse seu pé agora. Pode
voltar depois do recreio. – A mulher disse, sorrindo. – Vou pegar um pouco de
gelo para você.
- Ok... – Hikari falou, deitando na cama e olhando para o
lado. – Você vai ficar aí parado?
- Não vou voltar para a aula mesmo se sair daqui. – Paul
respondeu, sentando numa cadeira próxima. – Durma um pouco, parece cansada.
- Humph....Não é como se eu fosse te obedecer... – Bocejo. –
Tão...rápido. – E em alguins minutos, ela tinha caído no sono.
Ela não deve ter
dormido direito. – O garoto notou, ao olhar para as olheiras da jovem. Estudando? Ou problemas em casa?
- Ah, ela dormiu? – A enfermeira voltou com gelo, e
suspirou. – Bom, não tem problema. Pode colocar isso no pé dela, por favor?
- Eu?
- É, quem mais? – A enfermeira bufou, como se fosse óbvio. –
Tenho que falar com a diretora sobre nossos estoques de remédios. Cuide da sua
amiga enquanto isso ouviu?
-... Que seja. – Paul disse por fim, pegando o gelo e
colocando ele devagar no pé da garota sonolenta. Ela estremeceu, e ele esboçou
um sorriso.
Foi nessa hora que ele percebeu a pulseira em seu braço.
Parecia ser valiosa, com pedras em um púrpura e partes em prata. A pulseira
brilhava numa intensidade anormal, parecendo estar respondendo a algo.
Será que isso é...
– Paul pensou, aproximando-se do objeto. Só
pode ser.
- Ela ainda se lembra? – Ele murmurou, arregalando os olhos.
Em sua mochila jogada no canto da sala, um objeto estranho cintilava. Era uma
pulseira igual com pedras em roxo, que parecia ter encontrado seu par depois de
anos de separação.
----------------------------------------- Continua
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Hohohohoho~ Cap
4(parte 1) pronto! Foi bem rápido, acho que é porque tem continuação. Hmm. Bom,
espero que tenham gostado, seres. Dedico o cap à Bii, minha amiga dives que ama
ikari, assim como tinha dedicado antes no original. :D E dalhe enfermeira
ikarishipper!
Kissus! ;****
The Bet
Chapter 5: Amigos de infância, rivais na atualidade? Parte 2.
Uma garotinha, de mais ou menos uns seis anos, andava por um
parque cheio de crianças. Ela possuía uma fita grande prendendo seu cabelo azul
escuro e seus olhos de mesma cor observavam animadamente o pirulito que sua mãe
lhe dera.
Ela procurava um lugar para sentar e apreciar sua guloseima,
quando dois garotos de sete ou oito anos se aproximaram.
- Olha o que temos aqui! – O mais velho disse, pegando o
doce das mãos da garotinha.
- Me dá! Ele é meu! – Ela berrou, tentando alcançar o
pirulito, mas sem sucesso. Assim, ela resolveu apelar para a força.
E nesse caso força seria uma canelada na barriga do garoto.
- Ai! Essa é brava! – Ele disse, ao sentir a canelada que a
garota lhe dera. Ele começou a ficar, com raiva, bufando. – Quer brigar, hein?
Vou te mostrar o que é um soco, sua...
- Parem aí! – Uma nova voz foi ouvida, e as crianças viraram
para encontrar um garotinho de sete anos de cabelos roxos. Ele parecia com
raiva, se aproximando do grupo e parando em frente à garota.
- E o que você vai fazer, tacar pedras em mim? – O mais
velho riu, e seu comparsa tímido fez o mesmo. Sorrindo sarcasticamente, o
menino respondeu:
- Boa idéia. – E pegou uma pedrinha mais ou menos grande do
chão, tacando na cabeça do mais velho que berrou de dor. Ameaçou pegar outras
pedras, só que o garoto começou a chorar, entregando o doce.
- V-você é mal! M-muito mal! – Eles falaram, saindo correndo
provavelmente para contar tudo para suas mães.
- Patético. – O mais velho disse, se virando para a
garotinha. – Aqui.
- O-obrigada... – Ela disse, aceitando a guloseima. – E-ei,
espera, aonde você vai? – Ela perguntou, vendo o garoto começar a se afastar.
-Já te ajudei, então
posso ir embora.
- Nada disso! – Ela disse, bufando. – Você me ajudou, tenho
que te recompensar.
- Não quero nada, problemática. – Ele respondeu, arqueando
uma sobrancelha.
- Não seja bobo! – Ela falou, mostrando a língua. Ela sorriu
de repente, tendo uma idéia. – Ah! Que tal se você fosse meu namorado?
- E como isso é uma recompensa? – O garoto perguntou,
ficando vermelho.
- Ué, você normalmente fica sozinho aqui... E agora que me
salvou, pode ser meu príncipe! – A garota explicou, sorrindo abertamente.
O garotinho não disse nada, mas suas bochechas vermelhas que
competiam com a saia da garota responderam por si mesmas. A menina sorriu outra
vez, indo até sua mochila e pegando algo.
- O que é isso? – O garotinho perguntou, olhando pelo ombro
dela para ver o que ela tinha pegado.
- Ah, são braceletes da minha avó! – Ela falou, pegando duas
pulseiras iguais, mas com pedras de tons diferentes. – Ia entregar uma dessas
para a Zoey, mas acho que ela não vai se importar.
- E para que servem? – Ele perguntou, recebendo uma pulseira
prata com pedras em roxo e um pingente de coração no centro. A pulseira estava
brilhando, o que fez o garoto se assustar um pouco.
- Minha avó disse que eles são mágicos, e que brilham quando
estão próximos. – A menina explicou, aproximando os objetos. – Quem usa esse
bracelete sempre volta a se encontrar, mesmo que tenha que se separar algum
dia...
- Isso não é só conto de fadas que ela te contou antes de
dormir? – O garoto perguntou com uma gota, sendo respondido com um olhar de
raiva da garota.
- Claro que não! – Ela reclamou, aproximando os braceletes.
– Não está vendo?
Eles até que tem um
brilho incomum... – Ele pensou, ao ver os objetos. – Pode ser só glitter,
talvez.
- Ugh, desisto. De qualquer forma, aqui. – Ela entregou a jóia
ao garoto, que recusou a colocar algo assim
em seu braço. – Hey, príncipe...
- O que foi?
- Qual o seu nome? – Ela o perguntou, com um olhar confuso.
O garoto não respondeu. Ao invés disso, olhou pelo pátio e
viu uma mulher mais velha, bem bonita por sinal, chamando o nome de alguém.
- Ah, é a minha mãe! – A garotinha notou, acenando para a
mulher. – Tenho que ir. Até amanhã, príncipe!
- Espera! – Ele gritou, ao ver a garota correr ao encontro
da mãe. Ela parou, olhando para trás. – Qual o seu nome?
- Hikari! – Ela gritou de volta, sorrindo. – Não falte
amanhã, ouviu príncipe?
- Sim. – Ele respondeu baixo, vendo a menina abraçar sua
mãe. – Não vou faltar.
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Se eu pudesse voltar
no tempo... – Ele pensou, olhando para o bracelete que a garota usava e
vendo suas memórias surgirem em sua mente.
Mas aquilo estragou
tudo. – Ele suspirou. Percebeu que a garota estava se mexendo, parecendo
acordar.
Ela abriu os olhos, os esfregando e bocejando. Pareceu notar
onde estava, pois levantou rapidamente e olhou para o jovem ao seu lado.
- Não acredito que eu caí no sono... – Ela resmungou, caindo
outra vez sobre as cobertas. – Quanto tempo se passou?
- Não sei, duas horas? – O jovem arqueou as sobrancelhas,
olhando pela janela. – Podem ter sido mais.
- E o que você ficou fazendo aqui todo esse tempo? – Ela
perguntou, ficando vermelha. – V-você não fez nada engraçado comigo, fez?
- Você quer que eu faça? – Ele perguntou, sério. – Não fiz
nada. Não sou covarde, problemática.
Ela piscou, lembrando de algo. Olhou de relance para seu
bracelete, e notou que o outro integrante da sala também o olhava.
- Foi... Um presente de um amigo de infância meu. – Ela
comentou, levantando seu braço para olhá-lo melhor. – Na verdade mais que um
amigo, mas... Hey ,é impressão minha ou ele está brilhando?
O jovem engoliu em seco, ficando um pouco nervoso. Falar ou não? Num surto de coragem,
começou. – Hikari, eu...
- Hikari! – Alguém abriu a porta da enfermaria com um
empurrão, e Kenny em um segundo estava do lado de sua amiga.
- Eu ia me desculpar por hoje, mas as garotas me disseram
que você não tinha aparecido na aula nem atendido o celular e eu fiquei
preocupado-... Espera, o que ele está fazendo aqui? – O garoto parou, olhando
para o de cabelos roxos sentado na cadeira.
- Fugindo da aula de física. – Ele respondeu no lugar da
jovem, se levantando. – Mas acho que vou embora agora. – Sorriu para o jovem de
cabelos castanhos. Se não se enganava, era um dos garotos que brincavam com
Hikari em sua infância... Parecia que ainda não tinha superado sua queda pela
jovem de mechas azuis escuras.
- Ei, Paul. – Ele se virou, sua mochila já em seus ombros.
Hikari parecia uma boneca desarrumada na cama da enfermaria, os cabelos
bagunçados e as bochechas rosadas. – Obrigada por hoje.
- De nada. – Ele respondeu, dando um sorriso curto, mas
verdadeiro. – Nos vemos por aí.
A porta da enfermaria bateu, e Paul se encontrou com a
enfermeira do lado de fora, esperando.
- Não vai fazer companhia para ela? – A mulher perguntou,
sorrindo como se já soubesse de tudo na vida do rapaz.
- Ela já tem companhia. – Ele respondeu, olhando para a
porta.
-Parece que quando as pessoas ficam doentes, querem
consertar mais do que só seus ferimentos. – Ela comentou, se aproximando da
porta. – Se precisar de alguém para desabafar, a enfermeira está sempre
disponível.
- Obrigado, mas vou passar. – Paul respondeu, de alguma
maneira curioso com aquela mulher. – Meus problemas já passaram do limite
possível para serem resolvidos.
- É isso que todos dizem. – Ela disse por último, olhando o
garoto ir embora.
Do lado de dentro, Hikari não conseguia se concentrar no que
seu amigo estava falando. Também mal notou a porta se abrir e a enfermeira
entrar, pois alguma coisa não parecia sair de sua cabeça.
Naquela hora a
pulseira estava brilhando, tenho certeza disso. – Ela refletiu, olhando
para seu bracelete que não brilhava mais. O
que será que ele ia dizer? Naquela hora, ele tinha os mesmos olhos...
Estavam a chamando, e daqui a pouco ela teria que responder.
Mas naquele segundo, por aquele intervalo mísero de tempo, ela deixou-se
lembrar pelas lembranças. Pensou em sua infância, no dia que conheceu seu
príncipe, e nos olhos.
Príncipe, onde será
que você está? – Ela perguntou ao vazio de seus pensamentos. Em seu braço,
sua pulseira deu um chamado singelo, brilhando forte por um segundo.
A alguns corredores à frente, outro brilho foi respondido,
mas ninguém estava ali para ver. E aqueles dois, separados pelo destino, por um
momento pareciam unidos novamente.
É uma pena que momentos passam.
-------------------------------------- x
--------------------------------------------
Crystal não queria comentar do seu dia para as outras
garotas. Estava com sorte, pois aparentemente a busca por Hikari pelo final do
recreio tinha tirado a concentração de todos e jogado ela pelos ares.
Isso era por causa de um motivo. E esse motivo se chamava
Gold.
Aparentemente o garoto tivera a idéia magnífica de trocar de
lugares porque estava entediado. E quando você é o suposto “galinha” da sala e
dá em cima de quase todas as garotas, carne nova nunca vai mal.
Ele praticamente tinha enchido
sua paciência pela aula inteira, e se a garota não quisesse causar
problemas ao lugar onde morava ela teria colocados seus golpes que aprendeu em
suas aulas de karatê da semana seriam postas em prática.
E o pior é que eu
tenho mais um tempo dessa aula depois do recreio... – Ela suspirou
pesadamente, xingando o garoto em sua mente. Ele tinha mesmo que decidir ‘me conhecer melhor’.
Realmente, sorte era algo que ela não tinha. Pelo menos em seus quinze anos de vida, ela não tinha se
apresentado presente.
O melhor a fazer agora
é ignorar. Isso Crys, você consegue esquecer, não é? – Ela se assegurou,
sorrindo e acompanhando suas amigas.
Até que ela viu um par de olhos dourados, e o dono deles
começou a ir em sua direção, um sorriso torto no rosto.
É, não vai ser tão
fácil assim... – Ela concluiu, fechando a cara.
--------------------------------------- Fini
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Yoooooo~ Cap 5 pronto! Bem curto, eu sei, mas a idéia
principal não era muito longa e já são meia noite e 16 e eu quero dormir. x.x
Ikariship como esperado, espero que tenha ficado bom o suficiente. [y] Até
mais, seres tensos do meu coraçãaaaaao~ :D
Kissus! ;****
The Bet
Chapter 6: Amanhã, já?
Era uma
manhã de sol quando Yellow acordou. Tomou uma ducha, comeu alguma coisa, fez
algo para o seu pai, como de costume, e logo estava andando pela rua de sua
vizinhança a caminho da escola.
Esperava
encontrar Blue e Misty pelo caminho, porque precisava conversar com alguém.
Alguma coisa estava muito errada com ela, e Yellow queria tirar esses
pensamentos de sua cabeça o mais rápido possível.
Olhando para
o céu, lembrou-se do que tinha acontecido ontem. Ela e suas amigas tinham ido
lanchar na cerejeira como sempre, e Blue tinha aparecido com seus amigos já que
seus fãs tinham dado um tempo para eles.
- Ufa!
Conseguimos despistá-los hoje. – Blue comentou se recuperando da corrida
habitual. Seus amigos concordaram silenciosamente, ainda ofegantes. – Olá para vocês, aliás.
- Olá Blue, Red,
Green. – Misty cumprimentou os três, sorrindo.
- Ué, a
Hikari não está aqui hoje? – Red perguntou, notando a falta da garota. May deu
de ombros, com uma gota.
- Tentamos
ligar para ela no intervalo do primeiro tempo, só que não teve resposta. – Mal
sabia ela que Paul ficara com raiva do toque do celular e o tinha desligado. -
Deve ter perdido a hora e estar dormindo.
- É bem
provável. – Blue riu, sentando junto das amigas e puxando seu amigo de olhos
verdes para o seu lado. Ele apenas suspirou, já cansado de reclamar com a
jovem.
- Que houve
May? Parece estar com raiva. – Red notou, olhando para a mais nova que tinha
uma expressão emburrada.
- É o maldito
professor de história. Quase me expulsou de sala hoje... – Ela respondeu, suspirando.
- Eu não
discordo dele. Se você e o cabelo verde ficassem se atacando em todas as aulas
que eu desse, também pegaria no seu pé.
– Misty sorriu, ignorando totalmente a encarada mortal de sua amiga.
- Não se
preocupa May, também odeio aquele cara. – Blue disse, depois de comer o resto
de seu sanduíche natural. – Ele e aquela matéria perversa me assombram.
Nesse
momento, Red e Yellow olharam para a garota de olhos claros e falaram ao mesmo
tempo:
- Sério? Eu
gosto de história. – Todos olharam para os dois, e começaram a rir. Ambos se
encararam, sorriram, e começaram a rir também.
- Sabe, se
você fosse uma garota seríamos um par perfeito! – Red comentou de brincadeira,
nem percebendo a troca de olhares entre as garotas e o quão vermelha a loira do
grupo ficou.
- Concordo
com isso, Red. Vocês são muuuito parecidos. – Blue disse, rindo da cara de sua
amiga. – Que pena que não é uma
garota, Yellow.
- B-blue! –
Ela resmungou, não conseguindo nem olhar para o lado de tanta vergonha.
- Uh... Eu
fiz algo errado? – O garoto de olhos vermelhos perguntou para Green, olhando as
garotas rirem e cochicharem no ouvido de Yellow.
- Não, sua
amiga é que é maluca. – Ele respondeu, dando um sorriso discreto ao olhar para
o grupo outra vez.
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O que foi aquilo ontem? Eu não devia ter
ficado tão nervosa, ou devia? – Ela refletiu, com uma gota. Tudo bem que ele é o garoto mais popular da
escola, mas eu não sou de ligar para isso...
- Yellow? –
Ela deu um salto ao ouvir seu nome, virando para encontrar sua amiga Hikari.
- Ah,
Hikari! – Ela suspirou fundo, aliviada. – Desculpa, eu estava meio perdida
aqui.
- Eu
percebi. – Ela estava rindo. – May me contou o que aconteceu ontem de tarde.
- Nem
mencione isso. – Yellow corou outra vez. - Estava até procurando alguém para
desabafar alguma coisa, na verdade...
- Sem
problemas! Estou aqui para isso. – A jovem de olhos escuros apontou para si
mesma. – E eu também gostaria de falar com alguém.
- Bom, ainda
temos o caminho inteiro até a escola. – A loira apontou para a rua. – Vamos?
- Claro. – E
assim, as duas jovens começaram a andar a caminho da escola, enquanto Hikari
primeiro falava sobre o que acontecera na manhã passada. Ela ainda usava um
curativo no pé machucado, e parecia realmente confusa.
- E aquela
pulseira, ele estava a olhando de uma maneira... – Hikari suspirou. – Não sei.
Talvez só esteja querendo que ele volte, perdê-lo foi difícil para mim.
- Hikari...
– Yellow olhou para sua amiga. Podia ver em seus olhos que ela gostava de seu
amigo antigo, e que não era apenas uma paixonite boba.
Olhá-la
daquele jeito a fazia pensar se tivera mesmo se apaixonado na vida. Parecia que para ela era impossível
esquecê-lo, mesmo depois de tanto tempo... Será que aconteceria algo parecido
com Yellow um dia? E se... Já estava acontecendo?
-Tem uma
coisa que eu queria te perguntar. – A loira disse, olhando para a estrada à sua
frente. – Como você sabe que está apaixonada? Tem algum aviso?
- Por que
quer saber?
- Huh... Só
curiosidade mesmo. - Hikari não parecia convencida, mas resolveu responder a
pergunta.
- É
complicado. – A jovem de olhos escuros ajeitou uma mecha de seu cabelo. –
Acontece de uma hora para outra. Você começa a pensar muito em alguém, se
sentir estranha perto dessa pessoa...
- Estranha
como?
-Quente. –
Hikari respondeu. – Mesmo que esteja congelando, você um calor confortável te
envolvendo, seu estômago dá voltas e você fica com vontade de sorrir. Pelo
menos era o que eu sentia quando era criança.
- Entendi...
– Yellow suspirou, um pouco melhor. Não tinha sentido seu estômago dar voltas
nem a vontade súbita de dar pulinhos pela calçada. Mas também podia ser diferente para todo mundo, uma voz falou em
sua cabeça.
- Tem
certeza que é só curiosidade? – Hikari perguntou, cruzando os braços. – Sabe
que não é legal esconder as coisas das amigas.
- Não, eu
sei disso. – A loira sorriu. – Pode deixar; se tiver certeza que gosto de
alguém falarei para vocês.
- Ótimo,
pois eu não me abri com você agora para nada. – Hikari deu a língua, puxando
sua amiga pelo braço. – Agora vamos, a escola está logo ali. Quero chegar cedo à
sala hoje para não dar de cara com o estúpido do Paul.
- Certo,
certo. – Yellow riu, e as duas passaram para o portão. Devia ser só um
sentimento ruim, nada demais. Ela não estava apaixonada.
Mesmo assim,
aquela maldita vozinha ainda a fazia se perguntar se estava mesmo certa. E suas
dúvidas voltaram à tona no mesmo dia, quando as garotas e o trio mais velho
estavam lanchando na cerejeira.
- Mas então,
prontos para o começo das aulas de EF amanhã? – Red perguntou, sorrindo. –
Também vão abrir vagas para os times. Vão entrar em algum?
- Amanhã?
Já? – Yellow nem percebera os dias se passando, e amanhã já teria que acabar
com sua farsa? Não, ela não podia fazer aquilo, ainda mais com seus novos
amigos e...
-Ei, tudo
bem? – Red a chamou, arqueando uma sobrancelha. Parecia que era a única que não
tinha falado ainda.
E ele. E
aquele garoto popular que tinha jogado seus pensamentos numa montanha russa
descontrolada que desmontaria a qualquer momento.
- Estávamos
falando de esportes, certo? – Ela disse, tentando afastar aquilo de sua cabeça.
– Acho que vou tentar para futebol...
De repente,
o garoto de olhos vermelhos estava com os olhos brilhando e bem entusiasmado. –
Sério? Você joga bem? Em que posição você joga?
- Ai não,
ele sempre fica assim quando
mencionam futebol. – Blue colocou uma mão no rosto, aparentemente acostumada
com a reação do amigo.
- Yellow é
ótimo em futebol, sim. Ele sempre acabava com todos os garotos da sala na
escola antiga dela. – Misty comentou, sorrindo para sua prima.
- Não
exagera... – Yellow ficou vermelha, olhando para baixo.
Que estranho. Red piscou, confuso. Por um momento, eu podia jurar que ele
parecia uma garota. - Ele olhou por um momento para o garoto loiro, que
levava um empurrão carinhoso de May enquanto as garotas riam.
- Resolveu
jogar para o outro time agora? – Green quase o assustou de seu lado, resolvendo
parar de ficar quieto no seu canto.
- N-não! –
Red ficou vermelho, virando a cabeça em um segundo. – É que por um momento,
Yellow parecia uma garota rindo.
Green ficou
calado, com uma sobrancelha arqueada. Depois, revirou os olhos. – Quando é que
vai descobrir, hein?
- Descobrir
o quê?
- Nada. – O
garoto de olhos verdes tinha oficialmente desistido
de seu amigo.
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Yellow
estava em sua cama, deitada e pensando. Já arrumara o seu quarto, dera um jeito
na sala, fizera o jantar, e ainda estava nervosa. Amanhã seria o dia em que
tudo mudaria. Ela teria que fazer aquela maldita aula, e-
Espera aí. – Ela levantou num pulo,
ficando sentada em sua cama. É isso!
- Sou aluna
nova, então nem tenho uniforme. Sendo assim... – Ela pegou algumas coisas do
armário, e colocou-as em sua cama. – Como não pensei nisso antes?
Ela deu um
pulo vitorioso, cerrando as duas mãos. Não teria que revelar seu segredo ainda.
Poderia esperar mais, e aproveitar para contar a ele.
Desse jeito, Red não vai se magoar comigo
quando descobrir. – Ela sorriu, suspirando. Não sei o que ele vai pensar de mim quando me vir como garota, mas...
Tenho que acabar logo com essa aposta.
O dia
parecia estar ótimo, e ela ainda tinha muito planejamento a fazer. Só não sabia
ela que nem sempre a sorte está do nosso lado.
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Heeeeey~
Capítulo curto, desculpa pessoal. >.< É que a original sempre era bem
curta , então não dá pra transferir muito. x.x Well, próximo capítulo é o
famoso cap 7 que muda todo o rumo da história. O que será que acontece? Bom,
descubram no próximo cap! Até mais, seus lindos ;D
Kissus~
;*****
The Bet
Chapter 7: Educação Física= Segredo revelado?
A manhã estava nublada, e uma brisa fria passava pelas ruas
quando Yellow saiu de casa. Ela sorriu, feliz que o tempo estivesse assim: iria
só facilitar o seu ‘plano’.
Espero que dê tudo
certo. – Ela pensou, enquanto andava pelas ruas em seu caminho para a
escola. Algumas pessoas paravam e
apontavam para ela, mas estava muito concentrada no que ia fazer para notá-las.
Quando entrou no colégio, ouviu algumas pessoas dizerem
“Aquele lá é o Yellow?”, Ou “O que houve com ele?”e até “Que estranho!”. Ela
ficou com uma gota, mas já era tarde demais para voltar atrás.
Ela foi até seu armário, conseguiu pegar seus livros sem
problema, mas quando já estava saindo para seu prédio...
- Yellow, é você? – Ela se virou, encontrando Red com uma
gota na cabeça. – Por que está usando tudo isso?
- Ah, isso? – Ela perguntou, olhando para sua roupa completa
de frio. – É resfriado.
- Você não precisa de um cachecol no rosto por causa de um
resfriado... – Ele disse, abaixando um pouco o cachecol e descobrindo o rosto
da jovem, que corou um pouco.
- Preciso sim! – Ela fingiu uma voz congestionada, se
afastando dele. – É que esse é bem contagioso, haha...
-Entendi. – Ele pareceu desconfiado, mas resolveu deixar
para lá. – Mas então, pronta para a aula de EF hoje?
- Então. – Ela começou, tossindo. – Eu estou mal hoje, não
sei se vai dar...
- Ah... – Ele suspirou, triste. – Tem certeza que não pode
ir?
- Uh... – Aqueles olhos eram tão bonitos assim antes? Do que
ela estava falando mesmo? Esportes? Ela amava esportes! – Claro, posso tentar!
!
...Ela devia parar de se deixar levar por garotos populares.
E principalmente por seus olhos lindos.
- Que ótimo! Te vejo lá
então! – O garoto de olhos vermelhos se despediu, tomando seu caminho até sua
sala.
- Até mais... Red. – Ela murmurou, acenando. Não sabia como
conseguiria fazer aula com toda aquela roupa, mas... Por ele, ela estava
disposta a tentar.
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- Então, essa foi
a solução para resolver seu problema? – Misty perguntou, se segurando para não
rir de sua prima. O pessoal da sala estava curioso, alguns cochichando e outros
rindo baixo.
- Parece mais que você vai escalar o Monte Everest, Yellow.
–Hikari disse, nem se importando de segurar o riso.
- Para com isso, gente! Eu não estou tão mal assim... – Ela
murmurou, constrangida e se escondendo atrás de seu cachecol.
- Está só um pouquinho exagerada. – Crys comentou, tentando
fazer a loira se sentir melhor.
- May, você está calada até agora! O que houve? – Misty
perguntou, com uma sobrancelha erguida.
- Sabe aquele garoto estranho que ficava me imitando ano
passado? – Ela perguntou, com a cabeça encostada em sua carteira.
- Harley? – Hikari perguntou, com uma gota. – O que tem ele?
- Ele vem aqui me
visitar hoje. – Ela resmungou,
passando a mão no rosto. – Me mandou uma mensagem de manhã. Só queria saber onde ele arranjou meu número...
- Esse garoto é tão
mal assim? – Crystal perguntou, sorrindo sem graça.
- Combine a amiga chata da sua mãe que sempre pergunta do
seu namorado, a garota que só quer saber de rosa pink e um Drew-eca em
miniatura e voilà, você tem o Harley.
– A garota de cabelos castanhos disse de sua cadeira, fazendo o resto do grupo
rir.
- Ah, aí está o professor. – Yellow observou, vendo um homem
de meia idade entrar pela sala.
- Tudo bem pessoal, vamos começar a aula... – Ele começou,
até notar a figura encapuzada em uma carteira. – Garoto, tudo bem com você?
Já vi que meu dia vai
ser complicado...- Yellow pensou. Realmente, ela tinha um grande dia pela
frente...
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O resto do dia passou rápido demais para o gosto da loira do
grupo. Ficaram todo o recreio decidindo para que time iriam tentar nas aulas, e
parecia que estariam todas separadas em seus esportes de meio período.
Blue continuaria no time de vôlei, onde era sub-capitã. May
tentaria uma vaga para o time de tênis – meio sem vontade, já que Drew estava
na equipe masculina -, Misty continuaria em sua natação e os garotos no seu
time de futebol.
Hikari era a menos animada para os treinos, já que odiava
educação física. Sendo assim, nada de tentar ir para algum time. Agora entrar
no time das líderes de torcida, isso
sim ela queria. Crys, depois de ser pressionada por todos, decidiu passar para
futebol também
.
O tempo de aula chegou, e todos foram até o ginásio para
começar a aula. Yellow ficou esperando as garotas se trocarem no banheiro,
recusando ir com os garotos – estava com medo de contaminar alguém, ele disse –
e quando estavam todos prontos foram para a arquibancada.
- Err...professor? – A loira chegou perto de um homem com
uma jaqueta e um apito no canto ao lado das bolas dos jogos, enquanto o resto
se aquecia e corria pelo lugar. – É que eu estou doente, mas ainda sim gostaria
de fazer o teste para o time.
- Tem certeza? – O treinador olhou a garota de cima a baixo,
vendo sua roupa exagerada. – Parece que você está bem doente, novato.
- Não, estou bem. – Ela sorriu, com uma gota. – Estou um
pouco melhor, e é só uma partida.
- Na verdade... – Ele coçou a barba. – Estamos só com uma
vaga para o time, então estamos fazendo apenas três pênaltis para decidir um
jogador.
- Ah... Tudo bem, pode ser. – Yellow disse, afrouxando seu
cachecol. O professor arqueou uma sobrancelha, um pouco surpreso pelo garoto
querer tentar mesmo que não parecesse muito bem preparado.
Depois do fim dos aquecimentos, os testes começaram. May
teve suas quedas, mas conseguiu por pouco entrar no time de tênis. Crys também
foi bem em seu jogo, então era quase certo dela entrar para a equipe feminina
de futebol. Depois de mais alguns testes, chegou a hora de Yellow.
- Vai lá, Yellow! – Blue e as garotas gritaram de seus
lugares, fazendo alguns garotos olharem estranho para ela.
- Bom, serão três chances, Yellow. – O treinador falou, com
o apito na mão. – Está pronto?
- Sim, professor! – Ela sorriu, indo para frente do gol. O
goleiro era um garoto de cabelos pretos e olhos num tom dourado. Gold estava
com um sorriso confiante no rosto, provavelmente já acostumado com isso.
- Vou pegar leve com você, novato. Me agradeça depois! – O
garoto disse, piscando de sua posição no gol. Yellow ficou com uma gota, mas se
concentrou. Tirou seu cachecol, segurando-o com uma de suas mãos.
- Ok... Lá vai! – Ela correu. Tocou na bola, e em um segundo
ela estava no canto de cima do gol. Todos olharam por um momento, ainda não
entendendo direito o que acontecera.
-... Huh? – Gold murmurou, olhando para a bola e para
Yellow. Então ele sentou no chão, atônito. – Não acredito...
- É isso aí! – As garotas gritaram ao mesmo tempo,
levantando e batendo palmas. Já estavam acostumadas com a habilidade de sua
amiga. Crys ficou sentada, porém, com uma gota ao ver a reação das outras.
- Garoto, você está dentro! – O treinador estava animado,
impressionado com o que a loira podia fazer.
- Mas não eram três pênaltis? – Ela perguntou.
- Acho que depois desse chute, não precisa fazer mais nada.
– Red chegou ao seu lado, estendendo sua mão. – Bem vindo ao time, Yellow.
- Obrigada. – Ela sorriu. Perguntou-se se devia mesmo entrar
para o time, com o seu segredo e tudo... Mas o sorriso do capitão do time a
deixou sem vontade de recusar, principalmente depois de já ter feito o teste.
- Ei, Yellow. – Ela olhou para o outro lado, para Green que
sorria para ela. – Primeira tarefa como membro do time: Vai consolar o goleiro.
- Quem...? – Ela ficou com uma gota, virando-se para o jovem
de orbes âmbares. – Ah... Okay.
- Cuidado, ele fica traumatizado quando perde um gol. – Red
riu, empurrando levemente sua amiga em direção ao outro.
- Err, desculpa... –
Yellow murmurou para Gold, que ainda estava na mesma posição no chão. – Peguei
muito pesado com você?
Ele dirigiu o olhar para ela, e voltou a olhar para a bola
no canto do gol. Ela agachou ao lado do jovem, inclinando a cabeça para o lado.
- Ei, vamos! – Ela sorriu para o outro. – Se quiser, podemos
ter uma revanche um dia desses.
- Humph. – Ele cruzou os braços. – Pode até ser, mas tem que
prometer que não vai pegar leve comigo quando acontecer.
- Só se você não pegar leve comigo também. – Ele conseguiu
rir um pouco, e pareceu um pouco melhor. – Eu sou Yellow.
- Gold. Bem vindo ao time, Yellow. – O jovem estendeu sua
mão, e os dois se cumprimentaram. A primeira missão da garota no time estava
completa.
Depois da aula, ela e seus novos companheiros de time
começaram a conversar sobre coisas diversas, sobre turnos de treinos, coisas
assim. Ela estava feliz, perto de amigos, e seu segredo estava a salvo.
...Pelo menos até ela avistar um certo garoto de cabelos
longos e roxos pelo portão, acenando entusiasmado.
Ai não. – Yellow congelou, quase sendo atropelada por um dos
membros do time. O Harley não é de
guardar segredos. Ele é o contrário. E agora, o que eu vou fazer?!
- Yellow, aconteceu alguma coisa? – Red perguntou, encostando
uma mão em seu ombro. Ela balançou a cabeça em negativo, olhando para baixo.
- Yellow~chaaaaaan! – O garoto pelo portão correu até a
garota, para sua infelicidade. Estava usando uma roupa que parecia de cacto,
mas isso era a coisa menos importante no momento.
- Ah...Oi, Harley. – Ela saiu de perto dos garotos, tentando
arrastá-lo para fora de vista. Mas ele era persistente, e segurou-a pelo braço.
Ah, vamos! Não seja tímida, sua fofa! – Ele disse, não se
importando nem um pouco de falar alto. O time se entreolhou, confuso. – Onde está
a May, queridinha?
- E-está quase saindo, você devia ir atrás dela. – Ela respondeu,
bem baixo. De fato, a garota de cabelos castanhos no momento acabara de sair do
ginásio, e estava com um rosto atônito para a cena que viu.
- Droga, droga, o Harley vai estragar tudo! – A garota
disse, chamando a atenção das outras. – Temos que fazer alguma coisa, vamos!
- Obrigada, Yellow~chaaan! – Harley piscou para ela, indo
até as outras. Ela respirou em fundo, um pouco aliviada.
- Quem era aquela? – Gold perguntou, com uma gota.
- Aquele. – Yellow o corrigiu, o que custou vários olhares
estranhos entre os jovens. – É o Harley, ele estudava aqui ano passado.
- Que medo. – Red falou, com uma gota. – Ele trata todo
mundo do mesmo jeito?
- Que jeito? – A loira perguntou.
- Sabe, como uma garota de quarta série? – Gold disse, um
pouco alto demais. Resultado? O garoto de cacto ficou com raiva.
- Ah, Yellowzinha linda, já ia esquecendo de perguntar uma
coisa! – Ele voltou com passos fortes até ela, com um sorriso falso.
- Harley, você não
ousaria... – Misty começou, levantando a maleta de sua posição perto dos
outros.
Ele a ignorou, aumentando seu sorriso e resolvendo continuar
com a pergunta. – Por que você, que tem um cabelo tão lindo, ficaria o escondendo nesse boné feio e fora de moda?
Ela tentou impedi-lo. Pôde ouvir suas amigas partindo para
cima dele e May xingando-o de coisas que ela nem conhecia. Mas não foi à tempo
suficiente para impedi-lo.
Yellow sentiu a brisa que passava pelas suas mechas longas,
antes presas pelo chapéu. No canto da quadra, tinha certeza que pessoas da sua
sala estavam vendo aquilo e apontavam para ela nesse momento.
Mas o que ela prestou atenção foi apenas naqueles olhos.
Naqueles olhos tão lindos, mas que no momento pareciam assustados, sem reação.
A garota sabia que havia estragado tudo. Ele estava
começando a se tornar amigo dela, tinha que saber de uma coisa dessas. A Crys
soube no primeiro dia, então por que ele não podia saber? Foi medo. Medo da
exata reação que ele estava tendo agora.
Então ela correu. Não sabia o que faria agora, não sabia
para onde iria. Suas pernas apenas começaram a se mover instantaneamente, e
mesmo com os gritos das suas amigas por ela, Yellow desapareceu pelas ruas da
vizinhança.
- Eu fiz algo de errado? – O garoto cacto perguntou,
sorrindo para as outras. Misty, que já estava sem paciência, contou até cinco
calmamente e se virou para o mesmo.
- Harley, se você preza a sua vida pelo menos um pouco ou
não quer ter que enfaixar a cara... – Ela sorriu, com a maleta na mão. – Eu sugiro
você correr agora.
- Huh... – Ele começou a ficar com medo. – Mayzinha...?
- Só não pulo no seu pescoço porque já estou cheia de
advertências, garoto. Agora cai fora, e nunca
mais tente se aproximar de mim ou das minhas amigas. – May disse, com uma
aura maligna que podia ser detectada até na sala do diretor.
Sem outra escolha, Harley saiu correndo pelo lado contrário
que Yellow tinha saído, deixando um grupo de pessoas paralisado sem saber o que
exatamente tinha acontecido.
- Então ele...é uma garota? – Gold murmurou de seu canto,
atônito.
- Cala a boca, Gold. – Crystal falou, sem se mover.
- Sim, senho- Quer dizer, Crys. – Ele respondeu, quase que
imediatamente.
Eu sou o único que tinha percebido isso antes? – Green pensou para si mesmo, mantendo a postura.
Eu sou o único que tinha percebido isso antes? – Green pensou para si mesmo, mantendo a postura.
Blue começou a andar em direção à porta. Misty perguntou
para onde ela estava indo, o que ela só virou e respondeu:
- Vou atrás da minha amiga, oras. – Ela sorriu. – Deve ter
ficado arrasada por ter sido desmascarada quando ia contar a verdade para
todos.
- Blue... – Hikari murmurou, aflita.
- Não se preocupe, eu conheço a Yellow. Vou dar um jeito
nisso. – A mais velha sorriu, piscando.
- Mas e a gente? – Misty perguntou, um pouco nervosa por não
poder nem bater no idiota que causara tudo aquilo nem ir atrás da prima.
–Vocês podem explicar
o que aconteceu de verdade ao pessoal. – Ela disse, passando para uma voz mais
baixa. - ...Omite as partes que não forem importantes.
- ...Tudo bem, acho que posso fazer isso. – A ruiva
respondeu. Sabia que sua amiga se sairia melhor em consolar Yellow, já que ela
não era muito boa com sentimentos.
- Bom, até mais! – Ela acenou, parando antes para dar um
olhar ao seu amigo de olhos vermelhos antes de partir atrás de Yellow.
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Oooooh shit! E agora? x.x Com o segredo revelado, a história
de repente fica complicada...Como Yellow explicará tudo? Qual a reação de
todos? Quais são os fatos...não importantes? Descubra mais tarde~ ;D
Kissus! ;*****
domingo, 11 de setembro de 2011 {♥}




















2 Comentários:
Finalmente ! *-*
Tão fofooos, o Drew e a May! ♥Estou esperando o próximo capítulo! Kissu ~
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