Feliz natal, povo lindo! Espero que tenham comido muita coisa boa, ganhado muitos presentes lindos, comemorado com toda a sua família e aproveitado esse dia maravilhoso que é o natal.
Como vocês são lindos e eu estava inspirada, eu fiz um pequeno presentinho para os meus lindos seguidores. Aqui está a primeira coleção de drabbles da série que eu pretendo fazer a partir de agora, que fará parte das fics exclusivas do blog.
Sem mais delongas, espero que vocês gostem!
Dez coisas que você deve fazer no natal...
Antes que o frio te congele e o mundo acabe de vez. Espera... Não era bem assim que eu queria fazer uma introdução....
1. Montar uma árvore de natal.
- Ei, Soul! - A artesã
desviou os olhos do pinheiro recém-comprado para seu parceiro, que tinha um
rosto tranquilo enquanto trocava de canais tediosamente no sofá.
- Hn?
- Dá para sair daí logo
de uma vez e me ajudar aqui? - A pequena bufou, irritada. Recebeu um grunhido
em resposta, o que a fez estreitar os olhos.
- Vem logo.
- Não.
- Venha ou eu vou tacar aquele livro na sua cabeça.
Ela apontou para sua
recém-adquirida cópia da trilogia embutida do livro “O Senhor dos Chapeis”, que
mais parecia um monumento que algo que desse para se ler.
O Evans tratou de
levantar num pulo, a simples ideia de ser atingido por aquele livro eriçando
todos os pelos do seu corpo em puro horror. A garota não pôde evitar soltar uma
risada com isso, para muito desgosto do grisalho.
- O que eu tenho que
fazer? - Ele murmurou.
- Coloque essas bolas e
enfeites nas folhas, certo? E deixe bem preso, para não cair! - A Albarn
apontou um dedo em sua direção, suas marias-chiquinhas quicando adoravelmente
no processo.
- Tá, tá, que seja. - Ele
revirou os olhos. - Nada maneiro... - Grunhiu, indo fazer o que a maldita
garota tinha o mandado.
Ela sorriu satisfeita,
pegando umas decorações para ajudar.
E, depois de brigas,
inúmeros “maka-chops” e exclamações de dor de um certo Evans, a árvore estava finalmente pronta.
...Ou quase.
- A estrela! - Maka
lembrou-se ao ver a obra quase completa, indo pegar o enfeite de cristal que
viera da mãe como presente há anos atrás. Ela sorriu animadamente para o
enfeite, aproximando-se do pinheiro.
Soul não fez nada além de
olhar impressionado enquanto a menina subia para a ponta dos pés para colocar a
maldita estrela e, mesmo tentando muito, não conseguia.
Por fim, ele suspirou, um
sorriso abrindo caminho por entre seus lábios. Chegou perto da Albarn sem ser
percebido e levantou-a do chão por trás, o que quase fez com que ela derrubasse
a tal estrela de susto.
- O-o que está fazendo?!
Soul-!
- Só coloca essa coisa
logo, Maka. - Ele bufou, - Você não é a coisa mais leve do mundo, sabia.
Era uma mentira óbvia,
mas irritou a garota do mesmo jeito.
- O que disse?! Espera só
até eu descer daqui, seu-!
- Maka!
Olhos verdes penetraram
sua alma, mortíferos.
- Coloque logo a maldita
estrela! Vamos, eu não vou te deixar cair!
- ...Sério?
- Confie em mim. - Ele
pediu.
Sem nem ao menos hesitar,
ela assentiu. Esticando seu corpo para frente, a artesã facilmente chegou ao
topo da árvore e prendeu lá a estrela, sorrindo satisfeita.
- Ficou lindo! - Ela
bateu as duas mãos, animada.
- É... - Soul aproveitou
o momento para descê-la, seus braços se pondo confortavelmente na cintura fina
na jovem, e sorriu quando ela ficou corada com o gesto.
- Soul... - A garota
começou, tentando virar-se para encará-lo.
- Que foi? - Ele encostou
o queixo num dos ombros dela.
- Temos ainda a casa
inteira para arrumar, lembra?
...Droga.
2. Aproveitar o primeiro dia de
neve.
- Oreki-san!
Uma voz um tanto familiar soou pelos ouvidos
de Houtarou, distraindo-o de sua leitura quieta na sala do clube. Ele esperou
que ela fosse embora se ele a ignorasse, então não tirou os olhos do livro.
- Oreki- saaaaan!
Não funcionou.
Arriscou olhar para o
lado - uma decisão idiota - só para
dar de cara com olhos de um violeta puro e próximos demais para ser normal. O
garoto levou o corpo para trás com o susto, quase caindo da cadeira.
- O que-! - Felizmente,
sua mão agarrou-se à mesa e impediu que ele caísse. Uma veia brotou em sua
testa. - Chitanda-
- Está nevando! - Ela
tinha as mãos unidas e o maior sorriso do mundo.
Oreki esqueceu por um momento
que estava bravo. Ele tossiu, desviando o olhar.
Tinha medo de que ficar
olhando para aquela garota por muito tempo desequilibraria seus sentimentos
recém-descobertos e, bom... Não queria arriscar fazer uma burrada.
- E? - Ele suspirou. - Já
estamos no inverno, tinha que começar a nevar um dia.
- Mas...! É a primeira
neve de inverno! - Chitanda chegou mais perto, os olhos cintilando de animação.
- Mais uma vez... E?
- E nós vamos lá fora
para aproveitá-la! - Ela declarou, agarrando a mão dele antes que tivesse a
chance de protestar e o arrastando corredor afora.
O jovem não teve nem
tempo de processar o que estava acontecendo - já estavam saindo pela porta
principal, para onde alguns estudantes se reuniam vendo a neve.
- Houtarou! - Satoshi
acenou de longe alegremente. - Vamos montar um boneco de neve!
- Já gastei muita
energia, prefiro ficar aqui. - Ele respondeu, estreitando os olhos.
- Você é tão sem graça,
Oreki. - Mayaka deu a língua para ele. - Vamos, Chii-chan! Deixa esse preguiçoso
aí mesmo!
- Não, mas...! - Ela
protestou, virando-se para ele. - Oreki-san, é a primeira neve do inverno! E...
- Abaixou a cabeça. - Não vamos estar na escola ano que vem... Eu queria
aproveitá-la com você.
Ele permaneceu quieto.
Depois, suspirou.
- Tudo bem.
Ele estaria gastando
energia sem necessidade, mas se fosse para ver o rosto dela feliz como estava
no momento, então valeria à pena.
3. Ver maratonas de filmes natalinos.
- América... Por que
estamos fazendo isso, mesmo?
Era natal, e a neve caía
lentamente por fora da casa. Depois de vários dias de insistência e brigas sem
necessidade, o americano finalmente tivera convencido Arthur de passar o natal
em sua casa, mas...
Ele não esperava que ver
maratonas seria algo que ele faria.
- É uma tradição, Arthie!
Você não pode simplesmente não ver os
filmes de natal que passam na TV. - Ele fez bico, emburrado, no momento todo
enrolado num cobertor.
- Tudo bem... - O inglês
suspirou, deixando a xícara de chá na mesinha e encostando novamente no sofá.
Silêncio.
- Ei.
Ele olhou para o lado.
- Você não está... Um
pouco longe demais não? - Alfred comentou, triste. O outro estava exatamente no
lado oposto do sofá, encolhido.
- Não. - O inglês o
encarou. - Eu me lembro bem da última vez que concordei em assistir filmes com
você.
- M-mas aquilo eram
filmes de terror! - O americano protestou, - I-isso são filmes de natal! Eu não
vou te abraçar forte demais até você ficar sem ar o-ou bater o braço na sua
cara com o susto ou-!
- Tá, já entendi! - A
exclamação do loiro o fez parar de falar. Arthur timidamente chegou mais perto,
até que ambos estavam um do lado do outro.
- Yes! - O mais alto estendeu os braços para o ar em comemoração,
usando um deles para trazer o inglês mais para perto - o que o deixou
extremamente corado e irritado.
- O que vamos assistir,
afinal? - Arthur grunhiu, encarando a TV como se ela fosse um francês ou coisa
parecida.
- Ah, um clássico. Tenho
certeza que conhece. - O americano piscou para ele, sorrindo divertido.
Uma hora depois...
- Rudooooooooooooolf! - América praticamente berrou, com uma voz
aguda e com contínuos soluços por causa do choro. Ele apertou mais o inglês em
seus braços que, quase sem ar, tentava livrar-se daquele idiota.
- M-me solta, seu estúpido-!
- Waaaaaaaaaaaah!
Por mais que Arthur
tentasse, ele não conseguia tirar o garoto praticamente afundando em lágrimas
de cima de si. Portanto, ele bolou um plano B.
- Alfred.
- Waaaa-...Ah? - Ele olhou para Arthur, interrompendo sua crise de
choro. - Q-que foi? - E fungou.
- Essa rena... Ela não
existe.
- M-mas! Não está vendo!
- Ele apontou para a tela, - Ele é importante sim! Rudolf é a rena que pode
guiar o natal! Não me diga que é como eles,
Arthur?
O inglês presumiu que eles referia-se aos personagens do
desenho idiota.
- Eu não falei desse
modo, git. - Suspirou pesadamente,
chegando mais perto dele. Se não estivesse totalmente concentrado no seu plano,
teria corado cinco tons de vermelho pela proximidade.
- Estou dizendo que a rena não existe, assim
como todas as outras do trenó. Sabe por quê?
-... Por quê? - América chegou ainda mais perto, aquilo
parecendo ter atiçado sua curiosidade.
- Porque, Alfred...
Pausa dramática, close no
rosto de Arthur a milímetros do dele.
-Papai Noel não existe.
Silêncio mortal.
- WAAAAAAAAAAAAAAAH! COMO PODE
DIZER ISSO, ARTHIE?
...Aquilo não tinha dado
muito certo.
4. Procurar pelos presentes antes da hora.
A garota espreitou-se
pelo escuro do corredor, tomando cuidado para não esbarrar em nada. Chegou ao
primeiro quarto com destreza, abrindo a porta cuidadosamente e colocando o pé
para dentro...!
- Mei nee-san?
Ai não.
- Ah... Olá... - Mei
abriu um sorriso falso - ela fora sempre
ótima atriz - e agachou para encarar a garotinha de frente. - Como vai?
- Bem, mas... - A pequena
olhou curiosamente para a mais velha. - O que você tá fazendo aqui? Meu irmão
não tá em casa...
- Ah, eu não vim ver o
Hyuu. - Ela respondeu, assumindo uma pose séria. - Para falar a verdade, estou
numa missão super secreta que ele não pode saber.
- Eeh? Que missão? - Os
olhos da garota brilharam.
- De achar os presentes
que ele comprou para mim! - A treinadora fez uma pose heroica.
- Aah! Eu quero também,
eu quero! - A menina juntou suas mãos, animada. - Posso ir também, Mei nee-san?
Eu prometo que não faço nada de errado!
A garota sentiu uma gota
descer pelo rosto.
- Uh... - Não, ela não
conseguiria dizer não para aqueles olhos. - Pode ser...?
- Yay! - A garotinha fez
sua própria pose.
- Vamos! Antes que ele
volte.
As duas entraram
timidamente pelo quarto escuro do garoto, a mais velha tomando o cuidado para
que sua ajudante não escorregasse nem nada do tipo.
Chegaram perto do
armário, tocando-o e encontrando a maçaneta. Depois de aberto, elas começaram a
vasculhar atrás de pacotes, jogando as roupas dele no chão.
E tudo estava indo bem...
Até que ele entrou pela porta.
- O que estão fazendo? -
O treinador encarou-as, estreitando os olhos e acendendo a luz.
- A-ah! Hyuu! - Mei pulou
para o lado, levando um susto. - Err, eu... Nós...
- Vocês?
- Uh... - Ela engoliu em
seco. - Nós não estávamos tentando achar os presentes nem nada do tipo!
Silêncio.
-...Quê?
- É, onii-chan! - A
pequena que se escondera atrás de Mei colocou-se do lado dela bravamente. -
N-não estávamos atrás de presentes de natal! A gente estava só... Uh...
Ambas olharam uma para a
outra, não sabendo o que dizer.
E Hyuu, parado diante das
duas garotas mais importantes de sua vida enquanto elas tentavam achar uma
desculpa, só conseguiu fazer uma coisa: Rir.
- Huh? - Mei parou para
olhá-lo, ficando brava. - Ei, do que está rindo?! - E caminhou até ele,
bufando.
- De você, é claro. - Ele
sorriu, bagunçando o cabelo da garota com uma das mãos. - Você acha mesmo que
eu esconderia os presentes aí?
- A-ah! - Ela piscou,
parecendo notar sua burrada. - Droga! Hyuu, onde é que-!
- Só depois do natal. -
Ele a interrompeu, sério. - Mas eu só vou te entregar o presente se você
estiver mais forte e me derrotar numa batalha!
- Hnf, sempre com esse
papo de forte. - Ela abriu um sorriso confiante, - Você não é páreo para mim,
senhor “estou bravo 24 horas por dia”.
- Ora sua-! Cabeça de
rosquinha!
- Eeh? O que disse,
cabelo de Quilfish?!
- Nada,
Mei-cabelo-voador.
- Hyuulk!
- Você não disse isso! Agora eu estou com
raiva!
A irmãzinha do garoto
ficou parada, apenas olhando seu irmão correndo atrás da treinadora enquanto
ela não parava de rir. Sorriu alegremente.
- Eu espero que eles se
casem logo...
5. Vestir-se com roupas natalinas (e bregas).
- Sapphire, o que diabos
é isso?
Um grito agudo soou pela
floresta, assustando os pokémons próximos. Dentro da pequena casa na árvore, a
garota bufou.
- Do que você tá falando,
fresco?
- Disso! - Ruby apontou
para seu kit de costura, - É disso
que eu estou falando! Eu deixo isso aqui enquanto saio por uma semana para
Johto e quando eu volto está assim, destruído!
- Não tá tão ruim.
- Não está...? - O moreno
rangeu os dentes. - Olhe outra vez, então! Está tudo fora do lugar, metade da
minha linha vermelha está faltando e agora tem até uma nova verde e-!
Ele parou de falar, e
encarou a garota.
- Espera aí... Você...
- E-eu o quê? - Ela corou
cinco tons diferentes, olhando para o lado.
Ruby abriu um sorriso
largo, entendendo. Chegou para perto dela de fininho.
- Sapphire... - Começou.
- Você estava costurando?
- Não. - Ela fitou o
chão.
- Não minta, Saph. Já
está óbvio.
- Não costurei.
- Então o que são esses
band-aids nas suas mãos?
Com um pulo, ela escondeu-as
por trás do seu corpo, corando. Ruby olhou-a, e suspirou.
Andando até a jovem,
buscou pelas suas mãos e, trazendo-as mais para perto de si, beijou os
machucados. A garota corou até as orelhas, o roçar dos lábios quentes dele nos
seus dedos fazendo-a passar do limite da vergonha e mandar seu pulso ao
infinito e além.
- O-o que está fazendo?!
- Ela quase que gritou, tentando puxar as mãos. Infelizmente, Ruby segurava-as
com força.
Maldito vaidoso que
conseguia ser mais forte que ela.
- Nunca ouviu falar em
“beijar o machucado para ele sarar”?
- Já... Só achei que você
não acreditava. - Ela murmurou.
-Você terminou o que
estava costurando?
Sapphire não fez nada por
quase um minuto, e então assentiu. Andou até atrás de um dos bonecos, e tirou um
suéter vinho com detalhes em vermelho, verde e branco. Sem olhá-lo de frente, estendeu o presente.
Ruby pegou-o, analisando
o trabalho que ela fizera. Algumas partes estavam com a costura frouxa, e tinha
algumas partes que ficaram sem acabamento - mas fora um trabalho até que bom
para uma iniciante. E rápido demais para ser feito em uma semana.
- Você teve ajuda? - Ele
perguntou.
- B-blue disse que
poderia me ajudar, e eu... - Ela começou, enroscando uma mecha de cabelo com um
dos dedos. - Eu queria fazer algo para agradecer... Pelas roupas que você fez
para mim.
- Hm. - Ele encarou a
peça de roupa novamente. - Esse suéter é brega.
Isso pareceu deixá-la com
raiva.
- O que você disse, seu-!
Mas parou, ao ver que ele
tinha acabado de colocá-lo. Observou-o enquanto ele ajeitava as mangas e sorria
satisfeito.
- Deu direitinho. -
Comentou, sorrindo para ela. - Como sabia minhas medidas?
Ela corou.
- Um Tailow me contou...
- Hey, Saph.
A garota o olhou.
- Eu amei o presente,
obrigado. - Ruby tinha um sorriso verdadeiramente feliz no rosto, o que a fez
corar. - Posso fazer um suéter para você também? Como agradecimento.
- Pode, ué... M-mas não
precisa ser um suéter brega como esse...
- Nah. - Ruby encarou-a
antes de desviar o olhar, vermelho. - Eu gosto mais quando usamos roupas que
combinam.
Sapphire ficou de bom
humor pelo resto da noite.
6. Fazer comidas natalinas.
- Paul Shinji, volta aqui
agora!
O garoto em questão
rosnou, sua tentativa de fugir tendo falhado. A garota não demorou a alcançá-lo
fora da cozinha, com um avental cheio de rendas e babados preso em sua cintura
e uma aura mortal sob seu ser.
- Quando eu disse que
você iria me ajudar com as comidas, eu estava falando sério! - Ela esbravejou.
Puxando-o pelo pulso.
- Dawn, - Ele começou,
tentando não perder a paciência. - Eu não sei cozinhar, e eu não estou a fim de aprender. Agora me
deixa que eu-
- Você o quê? Tem que
treinar, de novo? - Ela parou para suspirar. - Vamos, Paul, deixa disso! Já é
véspera de natal, sabia?
Ele suspirou.
- Não quer dizer que eu
não tenha de parar o meu treinamento.
- Você devia ser um pouco
menos teimoso. - Dawn comentou. -
Agora volte.
- Não.
-Paul Shinji...
Ele a encarou. A garota
estava prestes a armar um barraco naquela sala. Se ele não a conhecesse,
deixaria, mas sendo o namorado dela, sabia muito bem do que Dawn Berlitz era
capaz quando estava com raiva.
Por isso, ele resolveu
desistir. Por hoje.
-Tá.
- Yay! - Ela voltou ao
seu humor usual. - Agora vamos! Tenho que colocar o glacê nos biscoitos~
O garoto seguiu-a, ainda
emburrado. Viu sua namorada pegar a fornalha ainda quentinha, o glacê
recém-feito e algumas tintas comestíveis, começando a trabalhar, uma melodia
sem letra saindo de seus lábios.
Paul viu-se sorrindo;
Dawn gostava mesmo de decoração, seja de qualquer maneira possível. E pensar
que antigamente ele desprezaria alguém que se importasse tanto com aparências
assim.
Quer dizer, ele ainda desprezava
essas pessoas.
Mas não ela. Ah, não. Dawn era muito além que apenas
superficial. Ela era simplesmente uma das garotas mais incríveis que ele
conhecera.
- Ai, minhas unhas!
...Não quer dizer que ela
não era vaidosa, claro.
- Como você conseguiu
isso? - Ele encarou a garota que olhava a unha quebrada.
-Eu tava tentando abrir o
pote da tinta comestível... - Ela murmurou.
Paul suspirou.
- Não era esse o meu
trabalho? - E pegou o pote, abrindo-o facilmente. Fez isso com os outros, e
deixou tudo na bancada. Sorriu do rosto quase assustado da coordenadora.
-Obrigada. - Sorriu para
ele em seguida.
- Tá, que seja. - O
sorriso dela era seu ponto fraco, disso Paul tinha certeza. -... Problemática.
Dawn riu, feliz por ouvir
um apelido antigo.
- Ah.
Sua risada foi
interrompida quando o treinador chegou perto demais dela e desceu para lamber -
isso mesmo, lamber! - seu rosto.
Ela o encarou atônita.
- Tinha glacê no seu
rosto. - Ele comentou, com o rosto indiferente, dando de ombros. Depois, saiu
novamente pela porta, um sorriso satisfeito nos lábios.
Dawn resolveu não
comentar que não tinha nem tocado no
glacê ainda.
7. Entregar presentes de natal.
- E esse é para... Erza!
Isso! - Lucy falou animadamente para si mesma, terminando de assinar o embrulho
com uma das armaduras mais novas da Heart Kreux. Eu sem apartamento a poucos
dias do natal, ela finalmente arranjara tempo para fazer as compras
necessárias.
E tinha tudo o que
precisava. Menos...
- Natsu. - Ela encarou
sua parede, como se o visse. - O que você quer de natal, hein?
- Sei lá... Pode ser
comida?
Ela quase caiu para
frente com o susto, virando-se para encarar o garoto sorridente na sua janela.
- N-natsu! O que tá
fazendo aqui?!
- Lucy não apareceu na
guilda hoje, e viemos checar se você não tinha morrido. - Happy apareceu ao
lado do garoto, entrando em seguida. - Nossa, aqui tá frio!
- Claro, a janela tá
aberta. - Ela bufou.
- Ah, desculpa. - O
dragonslayer passou pela janela, fechando-a em seguida. Chegou perto da maga
estelar, sorrindo. - O que tá fazendo?
Ela o encarou, antes de
suspirar.
- Etiquetando presentes
de natal, Natsu... - A garota fitou o chão. - Mas... Eu não sei o que dar a
você, sabe...
- Hm? - Ele tombou a
cabeça para o lado. - Não sabe?
- Não! Quer dizer, você
não tem muita coisa, mas você também não precisa de nada! - Ela apontou para o
que ele vestia. - Sua roupa é sempre a mesma, não importa o quanto eu te
presenteie roupa todos os anos. E você não é de ler muito, e também...
- Lucy. - Ela encarou-o,
que estava estranhamente sério. - você não precisa de um presente para mim.
- É claro que eu preciso,
idiota. - Ela fez bico para ele. - É natal, você é uma das pessoas mais
importantes da minha vida, e eu não tenho um presente. É horrível.
- Lucy.
- Eu sou horrível.
- Ei.
- Quer dizer, eu devia
saber que você não gostava de roupas se você nunca usa nada diferente e-!
Cansado de esperar para
ser ouvido, ele calou-a com um beijo.
- Hnn... - Ela retribuiu,
mas foi algo curto. A garota manteve, porém, os braços envolvendo-o pelo
pescoço.
- Você fala demais,
estranha.
- Desculpa. - A garota sorriu.
- Lucy, você é uma
boboca. - Happy comentou, já com um peixe na mão.
- O que disse, gato
estúpido? - Ela o encarou mortalmente.
- Quer dizer, não importa
o que você dê para o Natsu, - O gato azul comentou, - Ele vai guardar ou pregar
na parede como se fosse um tesouro e vai acabar nem usando por causa disso.
Ela parou, corando. Olhou
para o garoto, que também parecia envergonhado.
- É verdade isso...?
Ele deu de ombros, sem
graça.
Lucy abriu um de seus
sorrisos mais largos.
- Talvez eu saiba o que
vou dar para você de natal, então...
E abraçou-o novamente,
feliz. Natsu retribuiu sem hesitar, afundando o rosto no cachecol que ela mesma
usava.
O gato voador encarou os
dois com um sorriso malicioso, antes de murmurar baixinho para o peixe que
terminava de mordiscar.
- Eles se gosssssstam.
8. Fazer uma festa de natal para os amigos.
Shougo não sabia o que
fazer. Quer dizer, ele tinha um objetivo bem demarcado quando resolveu fazer
uma festa de natal em L.A e convidar a “cabelo de arbusto” para ir, mas todos
os seus planos tinham desaparecido de seu cérebro.
Talvez fosse porque o
cabelo dela estava mais longo? Ou porque ela estava em sua frente outra vez...
Provavelmente era porque
ele ainda gostava dela, muito, e não
sabia o que fazer.
- Naru-naru? - Uma voz um
tanto familiar chamou por ele, e o garoto se virou até rápido demais. Lá estava
ela, indiferente como sempre.
- O que foi? -
Parabenizando a si mesmo por poder falar normalmente, ele a encarou.
- Por que tá tão longe
dos outros? - Kiri apontou para onde o grupo se reunia, não percebendo os
olhares que eles tinham no casal. Kazuhiko
principalmente.
- Ah... Eu... - Ele coçou
a cabeça. - Estava olhando a vista.
- A janela fica do outro
lado da sala.
- Eh! - Ele olhou para lá
e viu que, sim, a janela estava do outro lado. Corou até as orelhas. - E-eu
estava...huh....
- Pfft!
Desviou a atenção de sua
desculpa ainda não feita para ver que a menina estava agora rindo dele.
Tinha sentido falta do
sorriso dela.
- Você não mudou nada,
Naru-naru.
Ele a encarou, antes de
corar mais e desviar o olhar.
- Já disse para não me
chamar disso.
- Ah, verdade. - Ela
colocou um dedo nos lábios. - Narumi-senpai, não é?
O garoto voltou a
observá-la, enquanto Kiri retribuía o olhar com aqueles olhos curiosos que
pareciam atravessá-los por dentro. Ele deu uma olhadinha rápida para além dela,
onde seu amigo quatro olhos tinha um olhar um tanto ameaçador.
“Saiba que eu não vou recuar”, a fala dele voltou às lembranças de
Narumi.
- Você pode... Me chamar
de Shougo, se quiser. - ele murmurou.
- Ah, - A garota tombou a
cabeça para o lado, e então sorriu. - Tudo bem então, Shougo.
Um silêncio confortável
se instalou.
- Quer tomar alguma
coisa? Eu acho que tem suco por aqui. - Ele começou.
- Ok.
- Vamos? - Hesitou um
pouco, mas sua coragem recém-ganha fez com que continuasse. Ele não tinha
treinado tanto o ano todo por nada. -... Kiri.
Sem gaguejar. Quase que ele não fez uma pose heroica.
A cabeleireira o encarou
por um momento, um brilho diferente em seus olhos. Narumi esperava que não
fosse de desgosto ou coisa assim.
Então ela sorriu de uma
maneira tão adorável que seu coração falhou uma batida, e ele teve certeza que
não era.
Eu não vou recuar também.
9. Esperar pelo papai Noel.
- Pela última vez,
Lyra... - Um ruivo um tanto estressado começou, - Eu não vou ficar nesse telhado para isso.
- Não! - A garota no
momento segurava seu braço, usando uma roupa evidentemente natalina e até um
gorro. - Você disse que ficaria, Silvy!
- Não sabia que eu teria
de fazer essa idiotice. - Silver a lançou uma encarada mortal.
- Não é idiotice! É o
papai Noel! - A treinadora protestou. - E eu quero vê-lo!
- E por que eu tenho de ficar aqui, então?
Ela fitou os tijolos
vermelhos do telhado de sua casa. Finalmente, murmurou.
- Eu não quero ficar
sozinha... Eu quero ficar com você aqui.
Silver ficou tão vermelho
quanto seu cabelo.
- ...Tudo bem. - Cedeu,
por fim.
- Isso! - Lyra comemorou
se jogando por cima dele. O garoto conseguiu manter-se sentado, mas teve que
respirar fundo para não ter um ataque cardíaco.
- Enfim... Quando ele
vem?
- Ele quem?
-...O papai Noel, quem
mais?
- Ah! - Ela tirou seu
pokégear do bolso. - Meia noite.
- ...Lyra. - Olhos prateados cintilaram
perigosamente. - São dez da noite.
- E? - Ela sorriu.
- Eu não vou esperar duas horas por um velinho com barba.
- Eeh?! - A menina o
encarou. - Silvy, não é um velinho com barba.
Ele levantou uma
sobrancelha.
- O que é, então?
- Oras, é óbvio! - Lyra
bateu as mãos, feliz. - É o Arceus de natal!
...Arceus. De natal.
O garoto quase caiu para
trás ao imaginar um pokémon lendário gigante com um gorrinho e um saco de
presentes na boca, falando “ho ho ho” com aquela voz metálica estranha.
- Lyra...
- Que foi?
- Você tem probleminha,
mulher.
- Ei! - Ela bufou, - O
que você achava que era? Um delibird?
- É mais possível que o
Arceus, tá legal?
- Claro que não! Essa
ideia é muito comum, Sil! Tenha um pouco de imaginação!
- Tá me chamando de
idiota, sua-!
Ele parou ao perceber
que, quando foi para cima dela, acabou se aproximando demais. Agora ambos
estavam a centímetros um do outro, e Lyra o encarava com os olhos brilhando.
- Sil... - Ela levantou
uma das mãos para tocar seu rosto. - Os seus olhos são mais lindos do que eu
imaginava.
Ele permaneceu em
silêncio, mas seu rosto corou consideravelmente.
- Ei... - A treinadora
levantou a cabeça para depositar um beijo na bochecha dele. - Feliz
aniversário, Silver.
...Huh?
- V-você! - Ele pulou
para trás, assustado e vermelho. - C-como você-!
- Do mesmo modo que eu
descobri o seu nome, Sil~ - Ela deu um sorriso divertido.
- Você pegou o meu cartão
de treinador para olhar? - Ele quase berrou, vermelho.
- Shh! Não fala tão alto!
- Ela bufou. - E eu só olhei seu cartão quando ele caiu da primeira vez que nos
encontramos, bobo.
- Quer dizer... Você lembra
a data? ...Até hoje? - O rosto dele tornou-se surpreso, e ela pôde ver o
cintilar sutil de seus olhos, o que indicava que estava feliz.
- Claro. - Ela sorriu. -
Eu nunca esqueço o que é importante para mim!
O ruivo encarou-a
abismado, antes de sorrir levemente. Chegando mais perto e animado demais para
se envergonhar, ele a abraçou. Lyra retribuiu o gesto quase que de imediato,
pondo suas mãos nos ombros do garoto.
- Silver...
Ele se afastou. Aquela
garota quase não o chamava pelo nome.
- Que houve?
- Eu não dei seu presente
de aniversário ainda. - Comentou. - Eu queria dar dois, porque deve ser
incrivelmente chato receber um só como combo.
Eu normalmente não recebo nenhum presente, ele pensou em
acrescentar. Mas não queria deixá-la triste ou coisa assim, aquela garota se
importava demais com todo mundo.
- ...E?
- É melhor eu fazer isso,
certo? Antes que dê meia noite.
- Eu não sei se você
percebeu... - Ele começou, franzindo as sobrancelhas. - Mas você não subiu com
nada até aqui em cima.
- Aham. - Lyra sorriu
alegremente.
- Você não trouxe seu
presente, estúpida. Como vai conseguir me dar alg-!
Ele não terminou a frase,
pois Lyra o beijou.
- Feliz Aniversário,
Silver. - A garota murmurou quando se separaram.
- Que seja. - Ele falou
com a voz rouca antes de beijá-la de novo.
Não é preciso nem dizer que eles estavam
ocupados demais para ver um Arceus de gorro de natal passar em alta velocidade
pelo céu.
Mas quer saber? Dane-se.
Esperar o papai Noel era para os fracos mesmo.
10. Beijar alguém debaixo de um visco.
Uma maga de água jazia
sentada com a cabeça afundada na mesa no dia de natal. Seus cabelos
cascateavam para cobrir seu rosto, mesmo que tivessem um laço os segurando. Ela
tinha se arrumado especialmente para aquela ocasião.
Para resumir, o plano que
ela tivera não dera certo.
Quer dizer, até que dera,
sim. A ideia de colocar um visco em cima da porta de entrada da guilda fora
extremamente hilária, e ainda melhor com a ideia do Fried de por runas mágicas
para impedir que alguém escapasse de ter que se beijar por baixo dela.
Mas Juvia não esperava
que Gray fosse entrar mais cedo que ela pela porta.
Com Lyon.
- Juvia quer morrer... -
Ela choramingou, lágrimas descendo e fazendo uma poça no chão. Próxima dela,
Lucy não sabia direito se ria da situação ou ia confortar a pobre azulada.
- Err... Juvia... -
Decidiu pelo segundo, aproximando-se.
A mesma levantou os olhos
chorosos, em silêncio. A loira ficou com uma gota.
- Foi só um beijo... Eu
tenho certeza que o Gray não...
- Não importa! - A garota
protestou, - Juvia queria ter roubado o primeiro beijo do Gray-sama!
- O primeiro? - Erza
apareceu na mesa. - Suponho que isso já não é possível há tempos. Gray e Natsu
já tiveram um incidente com viscos antes.
Dessa vez, ambas as
garotas olharam atônitas para a ruiva. A maga d’água então pôs-se a chorar,
enquanto a estelar olhava para Natsu com cara de bunda.
- A Juvia só queria
que... O Gray-sama... A amasse, e... - Ela fungou.
As duas outras jovens
observaram sua nakama naquele estado cruel, e tiveram uma ideia.
Do outro lado da guilda,
ambos os aprendizes de Ur cuspiam e bebiam água como se tivessem engolido algo
nojento. Mirajane encarou-os com pena, antes de perceber que Erza e Lucy a
mandavam um sinal.
Ela piscou, tentando
entender o que elas falavam pela linguagem corporal estranha que estavam
usando. Foi só quando apontaram para Juvia na mesa que entendeu.
- Garotos... - Ela
começou, sorrindo. Ambos a olharam, interrompendo a seção “lavagem de boca”. - Sabem o que vai tirar esse beijo acidental
da boca de vocês?
Eles a olharam em
silêncio. Gray até parou de tirar sua blusa.
Ela apontou na direção de
Juvia, em que ela nem percebia o visco que tinha sido estrategicamente posto
por cima de sua cabeça por Happy enquanto chorava.
- Q-q-que? - O Fullbuster
foi o primeiro a falar, corando até as orelhas. - Mira, não tem como eu fazer
uma coisa dessas-!
Lyon, pelo contrário, já
estava a meio caminho andado na direção da azulada.
- Ei! - O moreno
reclamou, correndo para alcançá-lo. Ele não podia deixar isso acontecer - quer
dizer, Juvia não gostava de Lyon, e seria injusto com ela! E além disso, ele...
Ele...
Gray quase parou para
pensar naquele momento. Mas, como ter uma epifania no meio de uma corrida não
era muito sensato, preferiu interromper
o momento de glória do irmão jogando-se para cima de Juvia para tirá-la de cima
do visco.
E terminar com ela no chão,
olhando par ele por olhos marejados.
Oops.
- G-gray...? - A maga estava tão surpresa que esquecera
até de usar o prefixo.
- E-eu... - Ele tentou se
explicar, tentou mesmo. Só que ela estava perto demais, estava bonita demais, e aquilo meio que tirou
toda a concentração que ele tinha.
- Ei, vocês dois...
Ambos olharam para o
lado, onde Lucy apontava com um sorriso malicioso para algo acima deles
enquanto Lyon olhava-o com ódio.
Gray levantou a cabeça.
Tinha um visco na ponta
de uma vara de pescar, que era segurada por cima de ambos por ninguém menos que
Happy.
- Happy? O que você-!
- Se beijem logo, aye! -
O gatinho ordenou. Alguns membros da guilda concordaram. O moreno voltou-se
para a garota, que agora corava escarlate.
- V-você vai beijar a
Juvia...? - Ela perguntou, tímida, o que fez seu coração bater mias rápido.
De cima, assim, ela
parecia irresistível com os olhos brilhantes e lábios rosados - eles tinham
forma de coração ou era só impressão? - e o garoto estava seriamente pensando
em dizer “adeus” à vergonha e beijá-la sem mais nem menos.
...Espera... Pensando? Por
que não fazer isso logo de uma vez?
Ele sorriu, de um modo
tão irresistível que Juvia foi da terra ao paraíso e de volta em poucos
segundos.
- Feliz natal.
E não perdeu tempo, a
trouxe mais para perto e beijou-a debaixo do visco, diante das palmas de todos os membros da Fairy Tail.
Só que aí a maga d'água acabou desmaiando. Bom, pelo menos ela parecia feliz.
xxx
Feliz natal para todos vocês! E para quem queria a ordem dos casais, ela está aqui:
1. SoulMaka / 2. OrekiChitanda / 3. UsUk / 4. HyuuMei / 5. RubySapphire / 6. DawnPaul / 7. NatsuLucy / 8. ShougoKiri / 9. SilverLyra / 10. GrayJuvia
Até mais! :3
terça-feira, 25 de dezembro de 2012 {♥} 





1 Comentários:
SÇLALDÇALSÇDLÇASLKDÇLSAÇDLAÇLSÇDLASLÇLDÇASLDÇAS
COISINHA LINDA E PERFEITOSA *U*
/le morrendo com os feels~
Sério, Blue nyan, ficou dives! Toma esse oscar aqui! *entrega* *U*
E eu morri de rir tbm com a 9...
"Você tem probleminha, mulher." "Arceus de Natal!" AOKSPOAKSPOKAPKS
Kissus, menine
E FELIZ NATAL, SUA RENA DE NARIZ VERMELHO FOUFOSA! /tiro
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