Ela corria. A floresta, iluminada apenas pelas brechas do
luar que passavam por entre as folhas das árvores, deixava tudo em volta
parecendo borrões escuros. A garota reprimiu um grito, ouvindo as criaturas
rastejando pelas folhas secas a poucos metros de distância.
Uma raiz velha a fez tropeçar, e a garota despencou por uma
ladeira. Ao abrir os olhos chocolates, ela avistou os orbes vermelhos de seu
perseguidor, reluzindo enquanto ele descia calmamente pela ladeira.
- Achei você,
Celeste. – Ele sorriu. A maga levou uma mão até a cintura, em busca de suas
chaves, até lembrar que elas não fariam efeito contra ele. Seus olhos começaram
a lacrimejar, e ela foi rastejando para trás.
Aquele era o fim? Não, não podia ser ela ainda tinha que
fazer alguma coisa antes...
Agarrando-se a sua última esperança, a garota respirou fundo
e gritou. O mais alto que podia, gritou o nome do único que poderia salvá-la no
momento.
- NATSUUUUU!
------------------------------ x
-----------------------------------------
...Se eu dissesse que faria uma fanfic com essa história, vocês leriam? :D Só essa pergunta, por enquanto. O que será que está perseguindo a "Celeste"? Quem é o cara de olhos vermelhos? Que criaturas estão rastejando loucamente?
Não sei. Você gostaria de saber? Para isso, só um passo é necessário:
Siga a cobra.
Follow the Snake
Pista 1: Ophiuchus
Título: Follow the Snake
Fandom: Fairy Tail
Ship: NaLu, Gruvia, hints de Gerza(JellalxErza)
Tipo: Multichapter , 5 a 7 capítulos.
Gênero: Suspense / Romance / Comédia
Follow the Snake
Pista 1: Ophiuchus
Era um dia comum na guilda. Desde o fim da competição de
guildas de Fiore, em Crocas – e toda aquela confusão depois da competição -, todos
os desaparecidos tinham levado algum tempo até se acostumar com a nova época em
que estavam.
Mesmo assim, ainda havia dias em que Lucy e seu grupo
ficavam sentados em uma das mesas, conversando
e rindo como antigamente.
No momento, a loira enterrava o rosto num livro de aparência
antiga, meio surrado. Seus companheiros,
vulgo Happy, pareciam um pouco curiosos com esse fato.
- Ei, Lucy! – A maga olhou para o lado, avistando o exceed.
– O que você tá lendo?
- Ah, é da biblioteca celestial. – Ela sorriu, mostrando a
capa com desenhos peculiares. – Levy me emprestou depois que terminou de ler.
- Parece só um livro velho para mim.– Natsu apareceu pela
sua esquerda, tentando ver o que estava escrito. Lucy soltou um grito, e
encarou o parceiro de equipe.
- Esse livro é muito precioso, tudo bem? – Ela bufou,
virando os olhos para as páginas. – Aqui tem informações sobre todos os signos,
e suas histórias. Estou tentando saber mais sobre eles.
- Você acha que tem segredos perversos do Loke aí dentro? –
Gray perguntou, com um sorriso travesso. A loira suspirou, revirando os olhos.
- Não, Gray, não tem nada aqui que você possa usar de
chantagem.
- Que droga-
- E dá para colocar a sua calça?
- Oi? – Ele olhou para baixo, encontrando uma cueca com
cubinhos de gelo. –Ah.
- Mas então, do que esses livros falam? – Erza perguntou,
comendo sua fatia de torta de morango.
- Falam de como eles viraram espíritos. – Lucy ajeitou uma
mecha do cabelo, analisando o livro. – Não dá para saber se as histórias são
mesmo reais, mas eu achei algo interessante.
- Eeh? O que, o que? – Happy perguntou, voando até a loira.
Ela sorriu.
- Sobre Ophiuchus.
- Ophi o quê? – O
caçador de dragões perguntou, arqueando uma sobrancelha. – O que é isso? É de
comer?
- É um tipo de peixe? – O exceed azul estava com os olhos
brilhando. – Diz que é, diz que é!
- Não! – Lucy
berrou, chamando a atenção de quase toda a guilda. Ela corou bruscamente, e
tossiu para se concentrar outra vez. – Ophiuchus é o décimo terceiro signo do
zodíaco.
- Não eram só doze? – O mago de gelo, que tinha colocado as
calças, perguntou.
- Atualmente, só existem doze. – A loira explicou. – Mas há
muito tempo atrás, existia mais um.
- E o que aconteceu para ele parar de existir? – A maga
classe S indagou, aproximando-se um pouco da mesa.
- Ninguém sabe. – Lucy suspirou, se voltando para o livro. –
Mas aqui, a história dada à Ophiuchus é diferente. Ela conta que-
- Juvia está de volta! – A garota de mechas azuis exclamou,
chamando a atenção do grupo. Ela estava com o penteado que usara nas
competições, e segurava um papel na mão. – Se vocês não se importarem, Juvia
escolheu uma missão...
- Huh? – Gray começou, mas aí se lembrou de algo. – Ah, sim.
Prometi à Juvia que ela poderia ir numa missão com a gente se ganhássemos da Lamia Scale na disputa, né.
- Depois daquele incidente inteiro, não me admira você não
ter lembrado. – A de cabelo vermelho comentou, levantando da mesa. – Mas vamos
ver, que missão é essa?
- Ah, - A maga de água corou, entregando um papel. – É uma
missão simples, e tem uma recompensa boa. J-juvia achou que iriam gostar.
- Recompensa boa?
– Lucy se distraiu do livro, com os olhos brilhando. – Gostei disso!
- Tem algum mago forte para lutar? – Natsu levantou da mesa,
animado. – Desde aquela luta de guildas não tem ninguém forte por aí! Eu quero
um desafio!
- Por que não luta com a Erza, Natsu? – Happy perguntou de
seu canto.
- Boa ideia! Ei, Erza, dessa vez eu vou te dar uma surra-
- Não. – A Scarlet
não gastou nenhum segundo extra para responder. Ela continuou lendo o papel, e
deu um sorriso. – Acho que essa missão pode ser interessante.
- O que temos que fazer? – Gray perguntou, ignorando que
suas calças agora estavam debaixo da mesa.
- Uh... – Juvia começou, corando ao ver que seu querido
Gray-sama estava olhando para ela. Será que esse olhar guardava desejo? Oh,
talvez nessa missão eles tivessem um tempo sozinhos e aí então poderiam- Ah, estavam olhando estranho, ela tinha que
se concentrar. – Vamos investigar uma vila deserta.
- Vila deserta? – A loira do grupo sentiu um arrepio na
espinha, se aproximando do fim da mesa. – Não vai me dizer que vamos caçar
fantasmas ou coisa parecida?
- Não. Vamos investigar a causa do desaparecimento das
pessoas dessa vila. – Erza respondeu, observando o papel. – Mas isso é
estranho, com uma recompensa assim, e uma missão desse porte... Por que ninguém
a pegou antes?
- Sei lá, vai ver tiveram medo de terem fantasmas. – A maga celestial comentou,
tremendo.
- Será que algum vilão forte está por trás disso tudo? – O
caçador de dragões fechou os punhos, e deu um sorriso largo. – Tô dentro!
- Parece uma boa, também vou. – Gray sorriu, e Juvia quase
derreteu. Literalmente.
- Fiquei curiosa com a história, aceito a missão. – A
Scarlet comentou, assentindo com a cabeça.
- Ugh... – Lucy ainda tinha um pressentimento de que não
devia ir para lá de jeito nenhum, mas
acabou cedendo. – Tudo bem, eu vou. Mas só por causa da recompensa!
Afinal...O arrepio em sua espinha não tinha sido nada além
de um pressentimento ruim... Nada ia acontecer. Nada mesmo.
Certo?
------------ x -------------
O grupo de magos estava na parte comercial da cidade no dia
seguinte, já preparados para a missão. Mesmo depois de Natsu reclamar por meia
hora que eles não precisavam ir de charrete até a vila, os magos ainda foram
atrás de alguém que os levasse.
- Mas não é mesmo possível ir até lá? – Erza perguntou para
um senhor ao lado de alguns cavalos.
- Sinto muito, mas ninguém mais passa por aquela área,
senhorita Scarlet. – Ele respondeu, limpando o suor com um lenço.
- Qual o motivo? – Happy perguntou, voando até o homem.
- Cobras, senhorita. – O senhor tossiu, com uma expressão de
medo. – Por toda a parte. Elas atacam quem quer que passe perto da vila.
- Mas o quê...? – Lucy murmurou, se aproximando um pouco de
Natsu – que ainda reclamava que eles deviam ir a pé. – Ninguém falou
sobre isso no pedido.
- Não deviam ter achado necessidade para isso. – Eles
ouviram uma terceira voz, e encontraram Bisca de mãos dadas com Asuka há alguns
metros. – Todos sabem que a vila Hoshi foi sempre infestada de serpentes.
- É uma das desvantagens de ser congelado no tempo por sete
anos, huh... – Gray comentou, com uma gota. – E agora, o que a gente faz?
- Juvia sente muito! – A maga de água exclamou, se curvando
diversas vezes. – Achei que seria uma boa missão, e nem pesquisei sobre a vila,
me desculpem-
- Tá tudo bem, Juvia. Não tinha como você saber. – A ruiva
do grupo a interrompeu, colocando as mãos na cintura. – Mas isso é um problema.
Não tem ninguém que possa nos levar...?
- E vocês ainda querem ir nessa missão?! – Lucy choramingou,
ainda com um pouco de medo das ‘cobras’.
- Ei, podemos ir andando e eu queimo as cobras se elas
chegarem perto! – O caçador de dragões sugeriu, mas foi completamente ignorado.
Outra vez.
- Erza. – Bisca a chamou, pegando sua filha no colo. – Eu
conheço alguém que possa levar vocês.
- Quem? – O grupo perguntou em uníssono, temendo ser um
louco suicida ou algo assim.
- Venham comigo, vou levá-los até ela.
- Ela...? – Gray arqueou uma sobrancelha. – É uma mulher?
Mulher? Gray sama,
quem é essa mulher? – Juvia virou na direção dele em um segundo, ganhando
uma aura maligna. Todos ficaram com uma gota.
- Só... Me acompanhem, sim? – A atiradora da Fairy Tail
terminou, sem graça. Após se despedirem do senhor das charretes, eles seguiram
para uma parte mais vazia do centro comercial, até avistarem uma carroça.
Ela tinha um tecido azul protegendo o interior, decorado com
estrelas pequeninas. Sua madeira era de um marrom bem escuro, provavelmente
feita de pinheiro, e um cavalo branco estava preso a seu fim.
Ao lado do animal, estava uma garota. Ela tinha um rosto
fino, corpo magro e cabelos longos e brancos. Seus olhos tinham uma cor azul
estranha, quase que mesclada a roxo.
- Ei, Luna! – Bisca se aproximou da garota, com um sorriso.
– Preciso que você faça um favor para mim.
- Favor? – A estranha perguntou, com uma voz baixa. – O que
deseja?
- Pode levar a gente até a vila Hoshi? – Erza perguntou,
também se aproximando. A garota piscou, olhando para o grupo que vinha atrás da
pistoleira.
Lucy sentiu outro arrepio quando os olhos da estranha se
encontraram com os seus. Devia ser só o tempo, nada de mais. Luna sorriu após
terminar de analisar todos.
- Tudo bem.
- Mas, não tem problema? – Juvia perguntou. – Quer dizer, é
perigoso...
- Eu sempre ando por lá, senhorita Lockser. – Luna explicou,
voltando-se para a carroça. – A dona da pousada da vila me pediu para levar os
magos que concederiam seu pedido até lá, afinal.
- Ela pediu? – A maga estelar indagou, confusa. – Não tinha
nada disso no pedido. Ela também não
sabia que iríamos numa missão, nem o sobrenome da Juvia. Quem é essa garota?
- Ela se esqueceu de acrescentar isso no pedido. – A
estranha comentou, olhando diretamente para Lucy. – Não precisam ter medo de
mim.
- Huh... – Lucy ficou com uma gota. Ela tinha acabado de ler
seus pensamentos, não tinha...?
- Tá, que seja! – Natsu estava ficando impaciente. – Quero
chegar nessa vila e queimar algumas cobras logo, vamos nessa!
- Ué, se recuperou da viagem de carroça que vamos fazer,
cabeça quente? – Seu ‘rival’ comentou, com uma gota.
O garoto de cabelo rosa então fez uma cara de enjoo, e se
deprimiu outra vez. É, pelo visto ele tinha esquecido.
- Devemos ir logo, mesmo. – Erza tossiu, chamando a atenção
de todos. – Coloquem as malas na carroça, partiremos em greve. – Ela partiu a olhar
para seu amontoado gigante de malas.
- Uh, Erza... – Happy começou, com um pouco de medo. – Não
sei se você vai poder levar tudo isso.
- ...Sim. – A Scarlet virou para outro lado, sem mostrar o
rosto. – Eu não me dei conta desse fato até agora.
Ela estava achando
mesmo que levaria tudo, né... – Era o que provavelmente estava passando
pela cabeça de todos no momento.
- Bom, eu tenho que ir. Asuka e eu vamos encontrar com o Al
para almoçar aqui perto. – Bisca disse, sorrindo. Em seu colo, a menininha sorriu,
e começou à falar para a mãe exatamente o que queria em seu prato.
- Até mais, Bisca. – Lucy sorriu, acenando para a mulher que
se afastava da área. Depois, se virou novamente com um suspiro. – Ok, melhor
chegarmos à vila na hora do almoço.
- Comida. – Natsu resmungou do seu canto depressivo, e a
maga celestial sentiu a obrigação de adicionar:
-... E quando chegar lá, podemos comer alguma coisa.
- O cozido da Blanca é uma delícia. – Luna falou, sorrindo.
– Mas aconselho irmos logo, a viagem vai demorar um pouquinho.
- O que estamos esperando? – Gray perguntou, chegando perto
do veículo. – Todo mundo para dentro.
O grupo obedeceu e, um por um, entraram na carroça. Ela era
grande o suficiente para todos, mas alguns tiveram que sentar perto da saída.
Como ninguém queria ser alvo de vômito, deixaram o mago de fogo nessa posição.
- Vamos lá. – Luna anunciou, balançando as correntes do
cavalo. Ele, que não esperava tal movimento, soltou um urro e saiu em alta
velocidade.
- E-ei! – Lucy teve de agarrar-se a um lado da parede e
puxar seu parceiro de equipe pela roupa para mantê-los no lugar. – Vai mais devagaaaar!
- Oi? – A voz da desconhecida vindo da frente denunciava que
ela não tinha ouvido nada.
Todos os passageiros – menos Natsu, que deveria estar na
divisa entre desmaiado e em coma no momento – estremeceram: seria uma longa viagem.
------------ x -------------
Eles já estavam na trilha da floresta quando Luna resolveu
ouvir os pedidos de todos e diminuir a velocidade. Em volta da carroça, várias
árvores cobriam a vista, além de alguns animais selvagens.
- Como é a vila? – Erza perguntou, olhando para o semblante
da desconhecida pelo pano que cobria uma parte da carroça.
- Ela é bem antiga, tem casas bem bonitas... – A voz da
garota foi ouvida um pouco abafada do
lado de dentro. – A pousada é o edifício mais antigo, acho. Era antes a mansão
que pertencia à família mais rica de lá.
- O que aconteceu com a família? – Juvia indagou de sua
posição.
- Os mais velhos morreram durante uma viagem à outra região,
foram saqueados. – Houve uma pausa, antes de a moça continuar.
– A herdeira deles
assumiria as riquezas, mas ela tinha saúde fraca, e morreu pouco tempo depois.
O dinheiro foi todo doado, e a mansão dada de presente à família da dona atual,
que era próxima dos falecidos.
- Nossa... – Lucy murmurou, ainda segurando na veste de
Natsu que estava com o rosto verde e apoiado para fora do veículo.
- Mas vamos parar de falar do passado, sim? – Luna falou, da
parte da frente da carroça. – Que tal contarmos uma história?
- Que tipo de história? – Happy estava quase dormindo, e
acordou um pouco com essa fala.
- Hmm...Não sei... – A voz da estranha ecoou outra vez, e
ela parecia ter um tom mais travesso. – Que tal... O mito de Asclepio?
- Quem? – O exceed azul perguntou, confuso.
- Asclepio... Filho do sol com uma camponesa. – Lucy
murmurou, piscando. – É a lenda que diz dar origem à Ophiuchus?
- Ah, uma maga estelar? – Luna se virou momentaneamente para
trás, sorrindo por trás do pano azul marinho. – Interessante. Por que não conta
essa lenda por mim?
- Uh... – A loira hesitou, mas resolveu contar. Não tinha
nada de importante naquilo, mesmo. – Asclepio... Era um jovem abençoado com
dons medicinais, dito como filho do “Sol” com uma camponesa da região.
- Ele desejava, cada vez mais, saber mais sobre a medicina.
Um dia, ele seguiu uma cobra até a floresta e descobriu ervas que podiam trazer
um humano de volta à vida. A “morte”, infeliz com esse novo poder do homem,
mandou o deus do mundo celestial executá-lo.
- Só por isso? – Scarlet murmurou, aflita.
- Ela achou que ele usaria esse poder para deixar a
humanidade imortal. – Lucy explicou, antes de continuar. – Pois bem. O deus do
mundo celestial teve que concordar, mas como recompensa dos estudos de
Asclepio, o transformou numa constelação: Ophiuchus.
- Hum... Então é assim
que eles terminam o conto. – Luna comentou. A maga estelar iria perguntar o que
ela queria dizer, mas algo a interrompeu.
- P-pessoal! –A voz assustada chamou a atenção de todos.– Na
trilha, tem...
Cobras. Muitas, de
uma quantidade inimaginável. Elas acompanhavam o veículo como se fossem
atraídas, e pareciam chegar cada vez mais perto. Lucy imediatamente puxou Natsu
para cima dos outros, e se afastou o máximo que pôde.
- Droga, - Gray puxou a maga de água ao seu lado antes que
uma cobra pulasse em seu braço. – Luna! Acelera isso, rápido!
- Não é assim tão fácil! – A estranha de cabelos brancos
respondeu, forçando o cavalo a andar mais rápido. Mesmo assim, as serpentes
ainda estavam a uma distância perigosa da embarcação.
- Espera! Juvia vai
tentar ganhar impulso usando água- A jovem de mechas azuladas tentou se
aproximar da saída, mas foi impedida pelo garoto de cabelo preto.
- Não, é perigoso, fica aqui. – Ele a aconselhou, sério. A
maga de água corou um pouco, mas assentiu. – Temos que fazer algo, e rápido...
- Aí atrás, cuidado! – Luna gritou, e a carroça foi
projetada para o lado. Todos lutaram para continuar no lugar, mas um deles não
teve tanta sorte.
- Lucy! – Erza
gritou, tentando puxar a garota quando ela começou a cair para o lado. Natsu
tentou pegá-la pelos pés, mas sua náusea o impediu de se mover. Até Happy, que
tinha se prendido ao canto superior da saída, não foi rápido o suficiente.
Lucy sentiu seu corpo despencar para trás, sendo levado para
fora da carroça. É, comida por cobras no meio de uma trilha. Um belo jeito de
morrer. Ela fechou os olhos, fazendo um último pedido de que por um milagre da
natureza alguém conseguisse a
segurar, mas não atenderam seu pedido.
A garota caiu no solo, entre os milhares de cobras que
rondavam a trilha.
-------------------------------------------- x
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Cliffanger no primeiro capítulo? É, eu sou malvada, digo mesmo. E aí, o que acham que vai acontecer?
Muita informação para o mesmo capítulo? Deixem seus comentários, please.
>.<
Kissus! ;****
Follow the Snake
Pista 2: A garota do quadro
Lucy pensou
que era uma maneira ridícula de morrer, caindo no meio de várias cobras
venenosas em uma trilha deserta. Com tantos inimigos fortes, tantos perigos
inimagináveis, ela não imaginaria isso
como um fim.
Bom, não é
que ela não tivesse tentado se segurar. Ela tinha dito que era para Luna ir
mais devagar, e ela de repente começou a acelerar como uma doida por causa das cobras-
Espera aí. Ela já tinha caído há alguns
segundos, por que não sentia a dor excruciante de ser envenenada até a morte?
A garota
abriu os olhos chocolates devagar, se acostumando com a visão. As copas das
árvores continuavam as mesmas, e o sol indicava que era mais ou menos meio dia.
Nenhum sinal de cobra por cima dela a picando. Muito estranho.
Quando
percebeu isso, ela notou seus amigos gritando seu nome. Sentou ainda meio
confusa, e viu a carroça mais à frente, cinco cabeças espiando para fora dela.
O que eles estavam falando? Por que não estavam saindo para socorrer a amiga
que quase morreu?
Foi quando
ela percebeu que as serpentes ainda estavam lá. Do lado dela. A olhando.
Droga.
A maga
celestial engoliu em seco, muito assustada para fazer um movimento. Algo em
falso, e adeus vida. Ela poderia pegar suas chaves discretamente, sacar o
Taurus ou o Loke e para tirá-la dali o mais depressa e silenciosamente possível-
Ok, a opção
silenciosamente foi riscada quando uma bola de fogo saiu do veículo a alguns
metros de distância, queimando muitas serpentes à direita.
- Natsu, não- Tarde demais. Ele já estava do lado
de fora e pronto para lançar outro ataque.
Mas, por um
motivo curioso, as cobras queimadas não tinham morrido. Pelo contrário, o fogo
continuava e elas estavam paradas, quase que paralisadas.
- Lucy! – A loira
olhou para frente, e viu Luna ao lado da carroça, com o rosto assustado. –
Venha para cá, rápido!
- M-mas, as
cobras- Ela tentou rebater, com uma voz quase imperceptível. A garota de
cabelos brancos negou, mantendo sua feição aterrorizada.
- As cobras
não vão te machucar, só venha! – Por algum motivo, aquelas palavras pareciam
verdadeiras. Lucy tomou um suspiro, e levantou.
As serpentes
permaneceram paradas, olhando para ela.
- Ugh, por
que esses bichos não queimam? – Natsu
rosnou, socando mais algumas com seu punho em chamas, sem efeito algum.
- Isso não
vai funcionar. – Luna se virou para ele, ríspida. – Agora, Lucy, vamos sair daqui agora.
Ele não pode chegar aqui e te ver. Não
pode.
Seja lá quem
ele fosse, para colocar aquela estranha
que lia mentes no chinelo, não era boa pessoa. A maga estelar começou a
caminhar até a carroça, e as serpentes foram dando espaço para sua passagem, quase
como ela fosse imune ao poder delas.
- O que...?
– Erza murmurou, confusa. – Como ela consegue evitar as cobras?
- Elas estão
proibidas de atacar aquela garota. – Luna respondeu, encarando os animais. –
Não são cobras comuns, são-
Um barulho
foi ouvido ao longe, quase como se alguém tivesse derrubado uma árvore. A
estranha ficou assustada outra vez, e apressou a maga que caminhava por entre
as cobras, se apressando para subir novamente em seu lugar.
Lucy começou
a correr, não ousando parar e ver se aqueles bichos mudavam de ideia e decidiam
abocanhá-la. Sentiu seus pés deixarem o chão e, voando com a ajuda e Happy,
puxou seu companheiro de equipe de sua luta inútil contra as criaturas para o
interior da carroça.
Quando teve
certeza de que todos estavam dentro do veículo, Luna chicoteou o cavalo e o fez
acelerar, saindo com eles dali o mais rápido possível. Lucy, ainda atordoada,
sentou no piso de madeira para recuperar o fôlego.
-WAAAH, LUCY, EU ACHEI QUE VOCÊ IA MORREEEER!
– Happy choramingou, se jogando para cima da maga. Ela relaxou um pouco,
acariciando a cabeça do exceed com um sorriso fraco.
- Você... se
machucou? – Natsu perguntou, tentando não ser afetado pelo mal estar que a
carroça estava o provocando. A maga estelar negou, suspirando.
- Tem
certeza? – Erza estava perto dela, e checava seus braços e pernas atrás de
picadas. – Aquele tipo de cobra tem um veneno fatal.
- Não se
preocupem, ela não foi tocada. – A voz da garota de cabelos brancos foi ouvida
de dentro do pano. – Temos que chegar logo, estamos correndo sério perigo.
- Sério
perigo? – Lucy estremeceu, lembrando brevemente das cobras olhando para ela.
- Q-quantos
minutos até chegar lá? – A manipuladora de água perguntou, ainda nervosa.
Cobras não eram bem os bichos mais bonitinhos do mundo...
-... Nenhum,
já chegamos. – Luna anunciou, e a carroça parou bruscamente. Dessa vez, pelo
menos, ninguém caiu.
Colocando
suas cabeças para fora, o grupo deu de cara com uma vila pequena, de aparência
antiga e bem acabada. Ninguém andava pelas ruas, e nenhum barulho era ouvido
além dos sons da floresta.
- Venham
logo, temos que ser rápidos. – A estranha chamou-os, e todos se apressaram –
menos Natsu, que teve de ser levado por ainda estar sendo afetado pelo mal
estar – para dentro do maior edifício da cidade.
Era uma
mansão, de paredes de uma cor que um dia já foi branca, e agora tinha um tom
mais amarelado. Plantas se espalhavam por algumas paredes, e os portões
pareciam enferrujados.
Mesmo assim,
ainda era uma bela casa.
- Por aqui.
– Luna os direcionou pela porta, abrindo-a calmamente. Do lado de dentro, uma
grande recepção os esperava, com vários quadros diferentes e móveis de luxo.
- Nossa... –
Erza murmurou, observando algumas esculturas. –Alguns desses monumentos são bem
antigos.
- Isso me
lembra a minha antiga casa. – Lucy comentou, olhando para o lustre no alto da
parede, sentindo-se um pouco nostálgica.
- Juvia
nunca viu pinturas assim antes... – A maga de água falou, observando um quadro
mais para o canto da sala.
- Sintam-se
a vontade para verem esse andar. Vou buscar Blanca, ela deve estar na cozinha.
– A jovem de cabelos brancos disse, entrando por um corredor à direita.
- Ugh... Já
chegamos? – Natsu, que parecia ter saído de seu transe, perguntou enquanto se
equilibrava num dos ombros de Gray.
- Finalmente
acordou, cabeça quente. Pensei que teria que sentir o seu bafo pobre pelo resto
do dia. – O mago de gelo bufou, largando seu ‘rival’ e quase o jogando no chão.
- Ei, picolé
humano! Não me derruba não! – O caçador de dragões rosnou, se recuperando e
inflamando um punho prestes a dar um soco no outro.
- Vocês estão brigando? – Erza se virou
para eles com uma aura mortífera, e os garotos fingiram dar um “aperto de mão amigável”.
- Uh... – A
maga estelar observou a cena, não sabendo se ria ou sentia pena daqueles dois.
- Lucy,
Lucy! – Ao ouvir seu nome, a garota olhou para trás. Happy apontava para um
quadro na parede contrária a deles, um pouco surpreso. – Tem um quadro seu
aqui!
- Huh? – Ela
olhou na direção que ele apontou, e arregalou os olhos: Na pintura, tinha uma
garota idêntica a ela. Cabelos loiros que eram um pouco mais longos e iam até a
cintura, o mesmo rosto, corpo, e a única diferença eram seus olhos azuis da cor
do céu.
A moça do quadro estava na frente da mansão,
que na época ainda era branca, usando um vestido de primavera azul claro e
sorrindo abertamente. Em seu cabelo, uma presilha de estrela cadente dourada
com azul reluzia com o brilho do sol.
- Você é
parente dela ou algo assim? – Gray perguntou, encarando a garota do quadro.
- Não que eu
saiba... – Lucy respondeu se aproximando da pintura. – Quem será ela?
- Desculpe a
demora! – O grupo se virou para o corredor, vendo sair dele uma mulher. Ela
parecia nova, e tinha os mesmos cabelos brancos de Luna. Porém seus olhos
tinham um tom amarelado, como um brilho de uma estrela à noite.
- Essa é a
Blanca, dona da pousada. – Luna apareceu por trás dela, sorrindo.
- Obrigada
por nos receber, Srta. – A Scarlet não gastou um segundo em se aproximar,
estendendo sua mão. – Viemos investigar a situação da vila.
- Sim, Luna
já me explicou. – A mulher sorriu, aceitando a mão lhe oferecida. – Estou feliz
por um grupo ter aceitado, já devo ter enviado o pedido há quase sete meses.
- Por que a
demora? – Juvia perguntou, voltando sua atenção das pinturas.
- As cobras,
claro. A vila tem ganhado uma reputação ruim depois da vinda delas e do
desaparecimento de todos.
- Falando
nisso, - Luna virou-se para a maga celestial do grupo, entregando algumas
roupas que segurava. – Coloque isso agora. Temos que nos livrar das suas
roupas.
- Me livrar
delas? – A loira piscou, olhando para seu top rosa com detalhes em branco e
saia preta. – Mas por quê?
- Por
precaução. – A outra insistiu, e, com isso, Lucy resolveu que não ia fazer
diferença mesmo.
- Ok, onde é
o banheiro?
- Não temos tempo,
se troque aqui mesmo. – Blanca respondeu, olhando preocupada pela porta.
-A-aqui? – a
loira corou, olhando para os dois machos
do grupo. – Não vou me trocar na frente deles!
- Ugh. – Luna resmungou, virando-se para os
garotos. –Vocês dois, virem-se rápido.
- Tá, tá,
que seja. – Gray direcionou os olhos para a parede de trás, virando seu corpo.
Natsu inclinou a cabeça, pensando, mas depois de levar uma encarada mortal,
virou também.
- N-não ousem espiar, tá? – Lucy murmurou,
envergonhada, já com a muda de roupas na mão.
- Vamos,
Lucy! – A garota de olhos azuis claros disse, com raiva. – Se eles fizerem
alguma coisa, eu uso minha magia ou coisa assim.
É, ela não
podia discutir com a vidente que lia mentes. E, também, se Lucy demorasse mais
um pouco, era possível de Luna ficar impaciente e usar a magia nela ao invés de
nos garotos.
Então, a maga
tirou suas vestes o mais rápido possível, colocando a roupa que lhe fora entregue.
Era um
vestido, - sem mangas, azul médio e que ia até os joelhos com detalhes em prata
–, mangas soltas de um tom azul claro e sapatilhas prateadas. Assim que
terminou de ajeitar a peça de roupa, ela tossiu um pouco, ainda corada por ter
que se trocar numa sala de estar.
- Pronto,
podem virar agora. – Dito isso, os dois magos se viraram. Lucy entregou sua
roupa anterior à Blanca, que aceitou com um olhar um pouco assustado.
- E agora, o
que faremos com isso? – A dona da pousada se virou para sua conhecida, que
pegou as vestimentas. A mesma foi até uma das janelas, abriu-a e tacou as
mesmas o mais longe que conseguiu.
- E-ei! –
Lucy berrou, surpresa. – Eu gostava dessas roupas!
- Ou isso,
ou você não sairia daqui viva. – Com essa afirmação, ela se calou.
- Aqui, use
isso também. – Blanca a entregou um enfeite de cabelo.
- O que é
isso? – Ela aceitou a presilha, examinando-a. Era uma estrela cadente dourada,
com os raios em azul. Parecia bem valiosa, e ela já tinha visto em algum
lugar...
- Combina
com a roupa, e eu queria me desfazer dele. – A hospedeira explicou, dando de
ombros. – É um presente.
- Huh...
Obrigada.
- Agora que
terminamos, por que não explica melhor a missão? – Erza sugeriu, olhando para
Blanca. Ela assentiu, com um sorriso.
- Sim. Só
vamos comer primeiro, vocês devem estar famintos.
- Comida?
Até que enfim! – Natsu se alegrou, indo até a moça. – Vamos logo!
- Não seja
mal educado, Natsu.
- Eu também
quero comida! Tem peixe?
- Acho que a
barriga de Juvia acabou de roncar, err...
- Ah, minha
também.
- Gray, suas roupas!
- Argh! Por
que isso sempre acontece?
- Porque
você é estúpido, cabeça de gelo. Ei, Lucy, precisa cortar a comida gordurosa,
eles cresceram de novo.
-
“Eles”...?Natsu, do que você- ...Você
espiou enquanto eu me trocava, não foi?
- São até
bem energéticos, huh... – Blanca comentou, dando um sorriso ao ver a loira do
grupo correr atrás do caçador de dragões com seu chicote.
- Sim, eles
são um grupo bem curioso. – A outra concordou, observando junto da hospedeira.
- Só espero
que dessa vez tudo dê certo... – A mais velha suspirou, olhando para baixo.
Luna sorriu, olhando outra vez para o grupo de jovens.
- Não se
preocupe, Blanc. – Ela olhou para Lucy, que tinha acabado de dar um soco na
cabeça do parceiro de equipe. – Tenho certeza de que, dessa vez, esses garotos
vão conseguir.
-------------
x -----------------
A tarde
tinha sido cheia de eventos para todos.
Blanca tinha explicado a situação da vila, que
tinha começado a ser vítima das desaparições há três anos. Pouco tempo depois,
cobras começaram a aparecer em excesso nas trilhas, e foi tornando-se cada vez
mais perigoso sair de lá.
Como as
primeiras vítimas sumiram na floresta, o grupo decidiu que exploraria primeiro
aquela região. Porém, a pedido de Blanca, eles decidiram passar a noite na
pousada e partir no dia seguinte bem cedo.
Lucy
aproveitou o momento para perguntar da moça do quadro da entrada. Ao ouvir
sobre isso, a dona da pousada deu um sorriso.
- Ah,
aquela? É a herdeira que morreu.
- A da saúde
fraca? – Juvia perguntou, lembrando-se da história da vila.
- Sim. Ela
até que se parece com você, Lucy. – Luna comentou, sorrindo. De algum modo,
aquele gesto foi um pouco estranho.
A maga se
voltou para o quadro. Aquela garota deve ter tido dias difíceis... Com os pais
mortos, e uma saúde fraca. Mesmo assim, estava sorrindo como sempre. Lucy
esboçou um sorriso triste: De alguma forma, ela tivera que fazer o mesmo em sua
antiga casa.
Desde então,
a maga celestial ficou tendo impressões de estar sendo observada. Devia ser só
trauma das serpentes a encarando mais cedo, mas ela sentia olhos a perfurarem
por trás toda vez que ficava sozinha.
Blanca levou
cada um deles à seus quartos quando a noite chegou. Lucy tinha ficado com um
quarto grande e com cortinas de um tom bege, bem espaçoso e digno de alguém
rico. Devia ser por causa da mansão, ela pensou.
Deitando-se
na cama macia, a loira tentou tirar dos pensamentos o susto que levara hoje.
Ficar com medo não adiantaria de nada, nem que ela talvez sentisse falta das
missões em que o quarto era tão apertado que ela tinha que dividir com Erza,
por exemplo.
Não, é melhor dormir logo. Amanhã sairemos
cedo. – A garota se lembrou, com um suspiro.
Apagou o
abajur da mesa ao lado da cama, e tentou cair no sono. Após alguns momentos de
contar carneirinhos, ela sentiu suas pálpebras pesarem e fechou-as, esperando a
escuridão.
----- x
-----
Quando abriu
os olhos, a primeira coisa que viu foi preto. Por todo o lado, nada além de
preto. Lucy levantou-se com cuidado, tentando examinar onde estava.
Pelo canto
do olho, ela viu pontos de luz surgindo mais atrás. Curiosa, foi se
aproximando, tentando descobrir exatamente o que eles eram. Porém, parou
subitamente ao ver uma garota sentada junto das luzes.
- Huh...
Olá? – Ela falou, tentando ver direito quem era. A garota virou-se, percebendo
sua presença, e Lucy quase caiu para trás de susto.
Era a mesma
garota do quadro. O mesmo cabelo que caía até a cintura, os mesmos olhos azuis,
e a presilha de antes presa às suas mechas soltas. Ela também usava o mesmo
vestido que Lucy colocara aquela tarde.
- Estava
esperando você. – A moça murmurou, levantando e andando até a maga. Lucy tentou
dar alguns passos para trás, mas a outra foi mais rápida. Colocou suas mãos no
rosto da primeira, sorrindo. – Lucy.
-C-como sabe
o meu nome? – A loira estava com medo, e sentia suas pernas presas no lugar.
- Você é a
única que pode me ajudar. – A moça insistiu, mantendo sua posição. – Realize
meu desejo. Por favor.
- Que
desejo? Q-quem é você?
- Por
favor... – A desconhecida murmurou outra vez, e os pontos de luz começaram a
tirá-la do chão. Ela foi perdendo o brilho, tornando-se levemente transparente.
- Ei,
espera! – Lucy, percebendo isso, tentou alcança-la com as mãos. – O seu nome!
Me diga o seu nome!
- Meu nome
é... – Tarde demais, ela tinha desaparecido. Lucy ficou olhando para o vazio, e
as luzes que restaram se dissiparam uma por uma.
Ela estava
na escuridão novamente.
Sentiu a
mesma sensação de ser observada. A maga olhou para trás, esperando encontrar
nada, mas soltou um grito.
Era uma
cobra de olhos vermelhos.
Ela estava
rastejando em sua direção, e tinha começado a subir em sua perna. Lucy deu um
grito, tentando soltá-la, mas a cobra subia ainda mais.
-NÃO! – A loira berrou, caindo para trás
na sua tentativa de se soltar. -Não, saia daqui, me deixe em paz-
O teto da
pousada a aguardava quando ela sentou, ofegante e suada pelo pesadelo. Lucy
tirou o cabelo do rosto, tentando recobrar seu fôlego. O que tinha sido aquilo?
Era tão real, e mesmo assim ela tinha certeza de que só estivera sonhando...
Pelo menos acabou. – Ela se lembrou, se
acalmando um pouco. Droga, como ela iria voltar a dormir agora? Bem que um copo
d’água cairia bem no momento...
A porta de
seu quarto abriu, e ela quase morreu de susto com a surpresa. Porém, ao invés
de garotas de quadros ou orbes vermelhas, um jovem conhecido entrou pela porta
e parou ao seu lado.
- Lucy, tá
tudo bem?! Eu ouvi você gritando. – ele
parecia preocupado. A maga então se lembrou dos ouvidos mais sensíveis de
Natsu, e que ela provavelmente teria gritado durante seu sono.
- T-tá. –
Ela respondeu, ainda com medo. – Foi só um pesadelo, eu to bem.
- Ah... Tá
legal. – O caçador de dragões ficou com uma expressão de alívio. Ele não devia
ter ainda superado ver sua companheira quase morrer comida por cobras. – Mas se
alguém te atacar no meio da noite, grite que eu arrebento com a cara dele!
- Você sabe
que eu posso me virar muito bem sozinha, não é? – Lucy perguntou, com raiva,
apontando para as chaves na mesa de cabeceira. –Mas... Obrigada.
Ele deu um daqueles
seus sorrisos largos, e ela sentiu seus lábios curvarem para cima em resposta.
Porém, quando o mago de fogo fez menção de se virar para sair, ela segurou em
sua veste por instinto.
- Lucy? Que
houve? – Ele perguntou, seus orbes cor de ônix a olhando na sala escura. Ela
engoliu em seco.
- Você poderia...
Ficar aqui por hoje? – Ela olhou para baixo, sentindo seu rosto corar. – Eu...
Não quero ficar sozinha.
Natsu
piscou, e deu outro sorriso depois. – Tudo bem então. – Ele afastou a coberta
do lado vazio da cama, e deitou.
- Huh...
Você vai dormir aqui? – A maga
celestial perguntou, vendo o parceiro de equipe bocejar e agradecendo pela
escuridão da sala esconder suas bochechas.
- Onde mais
eu dormiria? – Ele arqueou uma sobrancelha, se aproximando um pouco do meio da
cama grande – graças aos céus que ela era grande, já não bastava encontrar ele
na cama minúscula dela de manhã-.
- Errr... –
É mesmo, não tinha nenhum outro lugar onde ele poderia dormir no quarto. Uh. –
Esquece.
-Você é
estranha, Luigi. – O mago de fogo murmurou, com os olhos fechados. Ela tratou
de socar um ombro dele pelo apelido idiota, e bufou.
- Cala a
boca e dorme logo.
Não
precisava nem falar, Natsu já estava até roncando. Lucy deu um risinho, ficando
internamente grata por tê-lo como parceiro de equipe. De alguma maneira, ela
sempre conseguia se sentir segura perto dele.
Só por
precaução – e não, não tinha nenhum outro
motivo naquilo-, a maga estelar se aproximou do garoto, deitando em um
braço que ele tinha estendido para frente. Ela sorriu: Pronto, com aquele
aquecedor natural, era difícil dela ter pesadelos outra vez.
Lucy sentiu
seus olhos pesarem, e bocejou. Fechou-os, se aconchegando em sua posição e
caindo no sono, dessa vez sem nenhum sinal de escuridão.
------- x
--------
Heeeeey~ Matei alguém de susto com o
primeiro capítulo? Hohohoho~ A história vai se desenrolando, e agora vocês já
devem ter uma desconfiança sobre a herdeira. Qual será seu “desejo”? Quem sabe.
Até o
próximo cap, pessoal!
Kissus!
;****
Follow the Snake
Pista 3: Venon
Lucy pensou
que, de algum modo, a sua cama fria da noite passada tinha ganhado um aquecedor
elétrico ao longo da madrugada. Essa era a única explicação, pois estava quente demais para ser normal.
Foi aí que
ela abriu os olhos, e deu de cara com baba. Natsu
e baba.
Ela tentou
se afastar para trás, mas tinham braços fortes a segurando pela cintura. A
garota teria corado ao infinito – seu rosto estava quente, mas não tanto – se
não fosse pelo fato dele estar babando e com uma cara estranha.
Era tão
ridículo que dava até vontade de rir. Lucy deu uma risada, e tentou se segurar
ao ver que o caçador de dragões tinha feito cara feia.
Engraçado, e ele tinha um rosto tão
bonitinho dormindo antes. – A loira apertou uma das bochechas dele de leve,
e riu outra vez quando ele grunhiu. Lembrou-se então da missão, e resolveu
acordá-lo logo.
- Natsu,
acorda. – Ela cutucou o rosto dele, ainda sorrindo. Ele resmungou alguma coisa.
Ela piscou, murmurando um “huh?”.
- Mais cinco
minutos... – Ele falou mais alto, comprimindo-a em seu abraço e enfiando o
nariz no pescoço da mesma. A maga corou, soltando um grito de surpresa.
- E-Ei! – Ela o puxou pelos cabelos,
sentindo as bochechas queimarem. Malditos
hormônios. – Temos uma missão, lembra?
- Ow! – O
mago de fogo abriu seus olhos fazendo cara feia. – Isso dói, Lucy, larga o meu
cabelo!
- Humph. –
Ela bufou, mantendo suas mãos. – Se você me largar primeiro.
- Ah. – Ele
parou de abraçá-la, um pouco sem graça. – Foi mal.
- Não tem
problema. – A loira suspirou, largando o cabelo dele – que era mais macio do
que ela pensava. Pensamentos estranhos,
abortar missão. – E obrigada outra vez por hoje.
- Ainda com
isso, Lucy? – Ele sentou na cama, se espreguiçando. Depois, lançou-a um de seus
sorrisos habituais. – É pra isso que servem os amigos! Além disso, seu cheiro
me acalma.
- ...Obrigada?
– ela respondeu, achando o elogio um pouco estranho, mas corando mesmo assim.
– É melhor
irmos logo, devem estar nos esperando. – Lucy concluiu, levantando rápido da
cômoda.
Os dois
magos seguiram pelo grande corredor, indo na direção de vozes vindas da
cozinha. O caçador de dragões sentiu um cheiro doce e, com o estômago roncando,
arrastou a loira até a porta.
- Ei, Natsu! -Ela exclamou, não gostando muito
de ser levada à velocidade da luz. Não
gostou mais ainda de bater com o nariz nas costas de alguém. – Ai! Não para
assim de repente!
No lugar,
todo o resto do grupo já estava presente. Blanca os recebeu com um sorriso,
voltando a fazer panquecas.
- Estão
atrasados. – Erza comentou da cadeira em que estava sentada, terminando uma
panqueca coberta de morangos e chocolate.
- NAAAATSU!
– Happy pulou em cima do garoto, com lágrimas nos olhos. - Você não tava no
quarto hoje de manhã, fiquei com medo de cobras terem te raptado!
- Happy! –
Ele respondeu, segurando o exceed. – Foi mal, eu tive que sair no meio da
noite.
- Nós
sabemos. – Luna respondeu, dando um
sorriso torto.
A maga
estelar corou ao infinito. Isso queria dizer que... Eles tinham visto ela e
Natsu dormindo abraçadinhos, não
tinham?
- Vocês
podiam ter nos acordado... – A loira comentou, tentando disfarçar a vergonha.
- Não
queríamos interromper o seu sono. – Gray também estava com o mesmo sorriso, em
pé em um dos cantos. – Pareciam estar aproveitando.
- Tavam uma gracinha. – O gato azul sorriu
maliciosamente, ainda sendo segurado pelo seu dono. Este arqueou uma
sobrancelha, confuso.
- Como
alguém pode ficar uma gracinha dormindo? – O caçador de dragões perguntou.
- P-para de
falar besteiras! – Lucy berrou. –Não somos um casal, droga!
- C-casal? – Juvia, que até agora estava em silêncio espiando Gray
atrás de um pilar, ganhou brilhos nos olhos. – Lucy, finalmente percebeu que
não vale à pena competir comigo?!
- Juvia, você também? – A maga estelar resmungou, com lágrimas nos
olhos.
- Eu te dou permissão para sair juntos! – A mulher da chuva ignorou
isso, dando um “afirmativo” com uma mão antes de voltar para trás do pilar.
- Eu já disse! Não foi nada disso, me deixem explicar-
- Você gooooosta dele.
- Happy, essa frase de novo não! – A loira estava praticamente
arrancando os cabelos, e virou os orbes chocolates para seu parceiro de equipe.
– Natsu! Dá para explicar para todo mundo que nós não somos um casal?
- Oi? – Ele perguntou, com umas cinco panquecas na boca e não
prestando atenção na conversa.
Lucy entrou em curto circuito, pifou e caiu em uma cadeira bem
localizada.
- Acho que quebramos ela. – Luna comentou, arqueando uma sobrancelha.
Todos concordaram, voltando para seu café da manhã. Blanca ficou com
uma gota, observando à maga desacordada na cadeira.
--------------- x -----------------
- Você teve um pesadelo, então? – Erza perguntou, algum tempo depois
quando Lucy se recuperara de seu ataque.
- É. – A loira respondeu, olhando para seu prato com panquecas. – Foi
estranho. Não tinha nada lá, e de repente apareceu uma garota.
- Garota? – Luna arqueou uma sobrancelha.
- Sim. Ela era igual a do quadro. Disse que eu devia realizar seu
desejo, ou algo assim. – A maga estelar suspirou. – Mas antes que eu pudesse
saber o nome dela, sumiu.
- A do quadro... A herdeira? – O manipulador de gelo
cruzou os braços.
- É. Só que depois apareceu uma cobra, ela começou a
se arrastar na minha direção e eu acordei...
- Hm, deve ter sido trauma de ontem. – Blanca
comentou, preocupada. – Têm certeza que querem ir agora para a floresta? Vocês
podem esperar...
- Não. – A de cabelos vermelhos recusou. – Temos que
resolver esse problema o mais rápido possível. Se ficarmos aqui, as cobras
podem atacar vocês.
- Na verdade não. – Luna sorriu. – Elas nunca
chegaram perto da mansão, estamos seguros aqui.
- Pera aí. – Lucy arregalou os olhos. – Então por
que eu tive que trocar de roupa na sala
para não corrermos perigo?
- Achei que seria divertido. – A desconhecida de
olhos azuis falou, dando de ombros.
- ...Argh, podemos ir logo? – Desistindo de tentar discutir com aquela estranha, a
maga celestial virou-se para o grupo.
- Ah, to de barriga cheia!– Natsu respondeu, depois
de deixar a mesa cheia de comida completamente vazia. – Vamo lá queimar umas
cobras!
- Estão todos
prontos? – Erza perguntou, e recebeu afirmativo. – Ok, podemos ir.
- Boa sorte. Tenham cuidado! – Blanca se despediu,
acenando. Logo, os jovens estavam fora da grande mansão, e adentrando pela
floresta densa e sombria daquele lugar.
-------------- x -------------------
- Por que ficou tão escuro de repente? – Lucy
choramingou, olhando incessantemente para os lados. Ela odiava escuro, e
pareciam ter coisas se remexendo em
alguns arbustos.
- Podemos voltar? Lá tem peixe e é quentinho... –
Happy concordou, sendo no momento agarrado pela maga celestial e também
assustado.
- Juvia não gosta muito dessa aura. – A mulher da
chuva comentou, examinando o local. – O ar não está úmido, mas tem uma neblina
aqui...
- Ali! – Natsu correu numa direção, parecendo ouvir
alguma coisa. O grupo o observou, cauteloso. – Ahá, achei! – Ele levantou algo
de um arbusto escuro. Era-
Um esquilo?
- Natsu! – Lucy bufou, largando o exceed que
segurava e tirando o esquilo que tentava escapar das mãos do garoto. – Isso não
é nada que possa nos ajudar, deixa o bichinho em paz!
Barulho. O grupo se preparou, esperando mais algum
animal silvestre.
Eram as cobras.
- Droga! – Gray xingou, vendo os animais se
aproximarem rapidamente. Lançou uma rajada de gelo para cima delas, mas sem
efeito nenhum.
- Todo mundo para trás! – Erza urrou, se reequipando
para sua armadura e preparando-se para defender o resto do grupo.
Natsu tentou queimar as cobras outra vez, mas teve o
mesmo resultado de antes. Juvia se aproximou, atirando um Water Lock para prendê-las, mas elas pareceram imunes à água.
- O que são esses bichos? – A ruiva de armadura
rosnou, afastando alguns dos répteis com a espada.
- Temos que fazer algo... – Lucy murmurou, segurando
seu chaveiro. Quem poderia chamar? Loke não serviria de muito, já que ataques
físicos não funcionariam. Poderia chamar Virgo para tentar enterrar os animais,
mas não sabia como reunir todas em um só lugar.
- Lucy! – Happy a empurrou para o lado, bem a tempo
de desviar de uma serpente que pulara para abocanhar seu braço. A loira soltou
um grito, quase caindo no chão. Outras cobras se aproximaram dela.
Acho que sou o
alvo delas...– A maga , afastando outras com seu chicote. Ela sabia que, se
não fizesse alguma coisa rápido,
todos eles estariam encrencados.
Foi aí que ela teve uma ideia. Girou seu corpo para
seus companheiros que lutavam em vão, e gritou.
- Gente! Saiam o mais rápido daqui, eu sou o alvo! – Ela gritou, chamando a
atenção deles.
-E deixar você aqui sozinha? – Erza respondeu, após
tacar alguns animais numa árvore. – Nem pensar!
- Mas eles não vão me atacar! – Insistiu. Eles não
tinham tanto tempo agora, e mais animais se aproximavam. De onde todos tinham
saído?
- E o que foi aquele ataque de antes? Nem pensar,
não vou deixar minha amiga sozinha com esses bichos! – Natsu olhou diretamente
para ela, e a jovem quase se sentiu culpada por ter se oferecido como
distração.
- Mesmo assim, – Ela insistiu, chicoteando uma
serpente. – Estamos ficando encurralados! Se eu saísse correndo vocês teriam
chance de bolar um plano-
- Sem chance! – O caçador de dragões recusou.
- Natsu! – Erza o repreendeu, um pouco ocupada
tentando cortar aqueles bichos. – Lucy tem razão. Isso é uma luta sem fim,
vamos acabar nos cansando para nada.
- Se é assim então... – O rosado concluiu,
extinguindo as chamas de suas mãos. Pegou a parceira de equipe pela cintura e
jogou-a por cima do ombro, ignorando os protestos dela. – Eu despisto eles, nos
encontramos mais tarde.
- Espera! – Juvia parou de conjurar uma magia. –
Essa floresta é perigosa! Juvia acha melhor bolarmos outra coisa-
- Não temos muito tempo! – Gray avisou-os, vendo que
as cobras passavam intactas pelas barreiras de gelo que criava.
- Happy! – O exceed nem precisou de mais nada, voou
para perto de seu melhor amigo. – Vamos sair daqui o mais depressa possível.
- Ei, você não pode me carregar de outro jeito não?
– Lucy berrou, batendo com as mãos nas costas dele. Outra vez, foi ignorada.
O exceed azul prendeu-se ao espaço disponível nas
costas do caçador de dragões, e , com suas asas, ajudou a propulsá-lo pelas
árvores densas da floresta. Como esperado, as cobras pararam seu ataque e
começaram a rastejar em grande velocidade atrás dele, deixando o resto do grupo
intacto.
- Natsu...Se cuida. – Gray murmurou, vendo as
criaturas desaparecerem pelas sombras das árvores. Virou-se para as garotas que
o acompanhavam. – Vamos aproveitar e
investigar a área.
- Sim. – Erza, que também olhava na direção onde
seus companheiros haviam partido, concordou. – Por aqui. – Apontou para o lado
da onde as serpentes vieram, ainda bagunçado e com folhas amassadas.
Juvia engoliu em seco, cerrando os pulsos. A umidade
do ar não estava certa, essa floresta tinha algo de errado.Mas o que era? Ela
só esperava que seu Gray-sama não corresse nenhum perigo... Assim como o resto da
equipe.
---- x -----
Fora difícil correr por aquela floresta. Os galhos
mal posicionados dificultavam o movimento, e as cobras quase os alcançaram umas
duas vezes. Porém, após a ideia de Lucy de subir em uma árvore, conseguiram
despistá-las por enquanto.
- Malditos galhos... – Lucy resmungou, tirando
folhas de seu cabelo desarrumado. Deu uma encarada para seu parceiro de equipe.
– Dava para ter me levado de um jeito que não me deixasse assim?
- Assim como? – Natsu se virou, depois de ter
certeza de que as cobras estavam longe o suficiente. Happy estava no chão,
comendo um peixe que tirara do saco que carregava.
- Toda descabelada e com o vestido sujo, talvez? – Ela respondeu, irritada. –
Isso é da Blanca! Não posso sujar essa roupa.
- Então não era melhor não ter ido com ela para a
floresta? – Happy indagou.
- Huh... – É, pensando assim, ele até que tava
certo.
- Estranha. – O caçador de dragões riu, e o exceed concordou.
Ela teria batido neles se não estivesse com medo daquela floresta estranha. Sem
aqueles dois por perto, como é que ela fugiria?
- Ok, alguém sabe onde estamos? – Lucy perguntou,
tentando ver algo além das árvores, mas sem sucesso.
- Bem longe. – Natsu respondeu. – Mal consigo sentir
o cheiro dos outros. Acho que se formos agora, dá para alcançar.
- O que estamos esperando, então? – A loira bufou,
virando-se para os companheiros. – Vamos!
- Aye! – Happy concordou, ativando as asas outra
vez. O trio começou a andar, prestando o máximo de atenção possível à sua
volta.
- Essa floresta tá me assustando... – A maga
celestial engoliu em seco, se aproximando mais dos amigos.
- Hmm. – O caçador de dragões murmurou, parando. Lucy
olhou para trás, confusa.
- Que houve? – Ela indagou. – N-não me diga que está
sentindo algo estranho por aqui ou...?
- Tô com fome.
- Mas já? – Ela exclamou, com uma gota. Depois,
cobriu a boca rápido. – Droga! Temos que falar baixo. Essa floresta dá um eco...
No mesmo momento, o barulho distante de um grito se
ouviu. Lucy deu um berro, pulando e quase caindo ao esbarrar numa árvore. Natsu
franziu a testa.
- Essa voz é... – Ele murmurou, surpreso. – Erza...?
- Ela? Gritando? – A maga arregalou os olhos. – Ei,
Natsu... Não vai me dizer que eles acharam o vilão e ele é perigoso o
suficiente para fazer a Erza ter medo?
- Que cara irado! Vamo lá Lucy, se ele botou medo na
Erza, eu quero lutar com ele! – O salamander animou-se, se pondo em chamas. A
loira soltou outro grito.
- Tá louco?? Você vai queimar a floresta assim,
apaga logo! – Ela berrou, balançando as mãos para os lados.
- Tá, tá. – Ele bufou, mas fez como desejado. – Você
tá cada vez mais rabugenta, né Happy?
Silêncio.
- Happy? – Natsu olhou para os lados. – Ué, onde é
que ele foi?
- Será que ele foi... Sequestrado por fantasmas?! –
Lucy começou a ficar com medo outra vez.
- Seja o que for, vamos atrás dele. – O rosado
concluiu. – Se nos separarmos mais, vai dar problema.
- Tudo é melhor do que ficar parado aqui. – A loira
concordou, e ambos começaram a caminhar atrás do exceed azul e de seus amigos.
Chamavam os nomes deles – E Lucy continuava com medo de os acharem, mas claro
que seu parceiro a ignorou - , mas sem resposta.
- Droga, como vamos achá-los agora? – Lucy bufou,
afastando alguns galhos de árvores enquanto passava. Um tempo já tinha passado,
e até ela estava sentindo sua barriga reclamar de fome.
- Tava sentindo o cheiro do Happy por aqui, mas... –
Natsu olhou para os lados, franzindo a testa. – Tem um cheiro estranho
bloqueando.
- Cheiro estranho? – A maga estelar estremeceu, se
virando. – N-não é nenhum fantasma ou coisa assim, é?
- Sei lá, nunca cheirei um fantasma antes. – Ele deu
de ombros, e a garota ficou com uma gota.
- Natsu, não tá ajudando. – Ela falou, mas congelou
em seguida. Girou o corpo para frente, não se importando com os galhos que
arrancaram parte do tecido de seu vestido.
Aquela presença...O que era?
- Lucy? – O caçador de dragões a alcançou. – Cê também
tá sentindo isso?
- Tô... – Ela investigou o lugar com seus orbes
chocolates. – Tem algo muito errado aqui.
- Ora, não pensei que sentiriam minha presença tão
cedo. – Uma voz ressoou pelo local. Lucy se afastou, e Natsu colocou-se em
posição de ataque.
- Quem é você? Cadê o Happy? – O salamander trincou
os dentes, com raiva.
- O gatinho? – Um riso foi ouvido. – Ele não é o meu
alvo. Na verdade, é...
Alguns arbustos se moveram, e um jovem saiu por
detrás de uma árvore. Tinha cabelos brancos curtos, olhos vermelhos cor de
sangue e um sorriso um tanto assustador. Ele parou a alguns passos do resto.
- Quem é você? – O rosado repetiu, rosnando. O
desconhecido aumentou o sorriso.
- Olha, pergunta interessante. – Ele fingiu ponderar
por uns segundos. – Vamos ver... Para você, me chamo Venon.
O mesmo se virou para Lucy, que sentiu um arrepio na
espinha um pouco familiar ao sentir as orbes dele sobre ela. O estranho sorriu
outra vez.
- Mas para
você, por quem eu estive esperando por tanto tempo... – Ele inclinou a cabeça,
com o olhar mais suave. – Para você, meu nome é Asc.
- Asc? – A loira arregalou um pouco os olhos. Espera
aí, não podia ser...
- Vejo que percebeu, minha querida. – Venon riu um
pouco mais – Sim, meu nome é Asc. Mas, de acordo com a lenda, eu acredito que
eles me chamem de...
Lucy engoliu em seco, sentindo a aura daquele
estranho. Tinha alguma coisa errada. Se suas suspeitas estavam certas, ela
saberia. Então, por quê...?
- Asclepio.
O que era
aquele homem?
----------------------- x ------------------
E... O vilão se revela. Oh shit! Por que a Erza
gritou? Para onde Happy foi? Quem é esse cara estranho? Cadê as cobras,
damnit?! Sei lá. Descubra no cap 4. :3
terça-feira, 27 de março de 2012 {♥} 





4 Comentários:
Giih: NaLu?
Giih: NaLu?
Giih: NALU??????
*grita feito uma fangirl doida*
Yuudoku: Blá, blá, fazer tudo de novo, blá, blá...Naja, venenosa, Vingativa, Chara CHAAAAANGE!
*A estrela vira uma caveira*
Giih: Acho melhor você fazer logo essa coisa! /caraassustadora
Mas de qualquer forma, claro que eu leria, por que suas fics são tão divas quanto eu /jogaocabeloparaolado
LSAKDÇLSADKÇLSDKAÇLSDASÇLDAÇLKSADLÇKKLSADÇKLLSAD, EU QUERO LEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER X333
É de NaLu, certo? *surta*
*começa a seguir a cobra* /chutada
LUUUUUUCY!!!!!!! Ç.Ç Você é malvada, Blue-nyan i-i Nhaaaaa, eu quero o capítulo dois logo, senão vou surtar aqui *senta em um banquinho e tenta se acalmar enquanto espera* XD
OwO oh...
NaLu... NaLu... NALU... N-A-L-U ASKOASKOAKSOAS' ºOº
Blue-Chan, você acabou de elevar o meu nivel de shippar eles 60% sabia? Satisfeita? u3u *pedrada* XD
~le começa a seguir a cobre junto com a Yuu
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