terça-feira, 22 de novembro de 2011 {♥} Comments here
Heeeeeeey~ Então, eu finalmente acabei minha linda e perfeita oneshot de usuk~ Eu estava querendo fazer uma a um tempinho , então fiquei bem feliz por ter terminado :D Ah sim gente, antes de mais nada: essa fanfic é de shounen ai, então eu aconselho vocês que não gostam de não ler Para os que gostam, boa leitura!

Fandom: Hetalia.
Ship: USUK.
Tipo: Oneshot.
Gênero: Romance/ Comédia / Fluff.

Just sleep a little, 'k?


Era mais uma noite comum em Nova York. A cidade estava agitada, carros passando pelas grandes ruas da cidade a todo o momento, pessoas de várias classes e etnias diferentes andando pelas calçadas. Era realmente um perfeito lugar para a sede da ONU, e também perfeito para uma de suas reuniões habituais.

E, claro, em reuniões da ONU todos os países deviam comparecer. E esse era o motivo de Arthur estar em um quarto de hotel em NY tarde da noite assinando papéis. Sua economia não estava passando por uma fase boa, e ele sentia que sua cabeça iria explodir a qualquer momento se não dormisse. Mesmo assim, continuava a tentar se concentrar em sua tarefa.

- Ugh... – Ele murmurou, tirando sua franja bagunçada de sua testa. – Droga, fui ficar com dor de cabeça logo um dia antes das apresentações. Uma de suas fadas que sempre o acompanhava o olhou preocupada, vindo pousar em um de seus ombros.

- Não se preocupe, Lydia. – Ele falou para a fada, com um sorriso fraco. – Eu estou só um pouco cansado. Amanhã vou estar novinho em folha.

A fada não pareceu mudar sua expressão, apenas suspirando indignada. Ela pareceu falar algo em inglês rústico, que fez o país sorrir um pouco mais.

- Sim, prometo que não vou me desgastar muito. Só tenho que terminar esses documentos. – Ele continuou, assinando mais algum papel. Ele nem precisava olhar para o espelho da suíte para saber que estava péssimo. Estava a algumas horas fazendo isso, e da última vez que olhou para o relógio já eram quase uma da manhã.

E tinha que ser logo uma reunião em que o idiota do América está incluído. – Ele pensou, bufando. Ele já previa tudo que o outro país falaria na reunião do dia seguinte: O que foi old man, esqueceu de tomar seu calmante e não conseguiu dormir?” ou “Nossa England, você está mesmo acabado hein? Realmente, você não é mais o que costumava ser, haha~

E a pior parte é que os comentários daquele estúpido o afetavam. Claro, ele tinha que ter sentimentos por ele de todo o resto do mundo. O estúpido, infantil, que se metia na vida de todos, e ainda assim potência mundial. E também a única pessoa que ele tinha certeza absoluta de que nunca o corresponderia.

A minha vida é uma maravilha. – Ele pensou ironicamente, colocando a caneta na mesa. Ele não estava ansioso para amanhã, não estava mesmo. Não suportava ficar perto daquele... Daquele idiota jovial com aqueles olhos e sorriso brilhantes que deixavam até o céu com inveja.

Lydia começou a falar outra vez, provavelmente tentando fazer a nação descansar um pouco. Sem ter mais nenhuma desculpa, ele teve de aceitar. Largou os documentos ali mesmo, e se tacou em sua cama. Arrumaria tudo amanhã antes de chegar ao prédio da ONU, quando seu corpo não estivesse doendo tanto.

No dia seguinte, porém, pelo seu azar, ele descobriu que sua dor de cabeça tinha apenas piorado. Agora pareciam ter moscas em seu cérebro, zunindo sem parar e insuportáveis. Ele levantou com dificuldade, sentindo suas costas darem um estalo.

- Melhor ir logo antes que eu me atrase. – Falou para si mesmo, se arrastando com seu terno até a suíte para tomar uma ducha. Ela o relaxou um pouco, mas continuava quente demais para seu gosto pessoal. Pegou os documentos da mesa e arrumou-os na pasta, os colocando em uma maleta e saindo do quarto.

Quando chegou ao saguão, viu que um carro o esperava para levá-lo até o local da reunião. Entrou nele, observando as pessoas que saíam para iniciar seus dias no grande centro comercial. Isso o distraiu de seu desconforto por algum tempo, mas ele voltou à tona assim que ele saiu do carro.

Ele subiu pelo elevador principal da sede, não precisando parar para se identificar. No corredor onde estava a sala de reuniões, ele passou por alguns países, os cumprimentando educadamente mas fazendo isso rápido. Todas aquelas vozes diferentes estavam o deixando mal outra vez...

Ugh, acho melhor tomar um remédio antes do encontro começar. – Ele concluiu, vendo uma máquina de café instantâneo e uma de água em um dos cantos do corredor. Ele conseguiu pegar a água sem problemas. Tomou o remédio sem interrupções. Estava quase acabando e chegando à sala...

- Ah, bom dia, Anglaterre!

Droga.

- O que você quer, France? – Ele perguntou, se virando para encarar o francês. Nem teria feito isso por causa de sua má disposição, mas nunca deve se dar as costas para um francês pervertido. Nunca.

- Nossa, tão rabugento a essa hora da manhã? Acordou com o pé esquerdo hoje? – O outro país perguntou, seu sotaque ainda um pouco brusco por estar sonolento. Arthur até responderia grosseiramente para ele, mas o remédio ainda não estava fazendo efeito.

- Me deixa em paz, eu não estou com paciência para você hoje. – Foi o que ele conseguiu dizer, jogando o copo plástico que usara para beber fora e indo direto para a sala. Francis ficou parado, um pouco desconfiado.

- Estranho... Ele parecia mais pálido. – Ele comentou para si mesmo, alisando sua barba. – Deve ser por causa da comida dele. – Concluiu, tentando afastar alguns pensamentos de sua mente. Mesmo assim, algo definitivamente está errado...

Arthur encontrou a sala com apenas algumas pessoas, e suspirou aliviado: nenhum sinal do América, e o França parecia não querer mais incomodá-lo. Perfeito.

Ele se sentou em sua cadeira habitual, abrindo sua maleta e tirando sua pasta com documentos de lá. Sua cabeça ainda doía, mas o quase silêncio da sala e o efeito do remédio estavam a diminuindo.

Pelo menos até aquele americano estúpido chegar. Ele deve entrar gritando, como sempre. – Pensou ele, separando alguns documentos e guardando os outros.

Ele olhou para ver se alguém mais havia chegado, e encontrou Kiku que caminhava em direção à mesa. O japonês sorriu assim que o avistou, vindo o cumprimentar.

- Bom dia, Igirisu-san. – Ele falou, se inclinando educadamente para o inglês, e apertando sua mão.

- Bom dia, Japan. – Ele respondeu, sorrindo o máximo que podia.

Kiku piscou, e sua expressão se tornou uma de preocupação. – Desculpe-me, mas está tudo bem? Você parece um pouco pálido...

- Ah, não se preocupe! – Arthur falou rapidamente, sorrindo fracamente. – É que a minha economia não está tão boa assim, e então ando um pouco resfriado por alguns dias. Mas não é nada sério.

- Uh, se você diz... Mas se quiser, eu tenho um pouco de remédio aqui... – O homem de cabelos negros disse, apontando para sua maleta. O inglês discordou, educadamente.

- Obrigado, mas eu já tomei um há pouco tempo atrás. Vou ficar bem.

- Tudo bem. Te desejo melhoras, Igirisu-san. Agora se me der licença... – A nação oriental falou, se despedindo e voltando calmamente até sua cadeira. Educado como sempre. – O loiro notou, o vendo cumprimentar o país que estava ao lado de sua cadeira.

As nações começaram a chegar aos poucos, e logo todos estavam lá. América tinha aparecido faltando cinco minutos para o início, o sorriso e a confiança presentes como sempre em suas feições. Como todos haviam chegado, resolveu-se dar início às apresentações.

Parece que o efeito do remédio durou pouco, pois Arthur sentiu sua cabeça zunindo mais uma vez enquanto discursavam. Não conseguia prestar atenção em nada, então só percebeu que estavam o chamando quando América praticamente gritou no seu ouvido.

- Eh? – Ele murmurou, olhando e encontrando a sala toda o observando. – Ah, me desculpe, o que?

- Old man, tem certeza que seus ouvidos ainda funcionam? Eu fiquei te chamando por cinco minutos! – O americano falou, cruzando os braços. – Então, você acha que é uma boa idéia criar um satélite gigante em forma de Capitão América para direcionar a luz do sol e queimar aquele asteróide que vai passar pela Terra daqui a alguns anos?

- Ah, claro, faça o que quiser. – O inglês respondeu, as dores voltando à tona e o impedindo de raciocinar direito. Só foi perceber que tinha feito algo estranho quando viu sua ex colônia assumir um rosto um pouco preocupado. Não, preocupado não. Deve estar só assustado.

- Hey, England... Tá tudo bem com você? – Ele perguntou, inclinando um pouco a cabeça para o lado. Droga, o América escolhe os piores momentos para ser adorável... – Ele pensou, sentindo seu rosto ficar mais quente do que já estava.

- Vee... Você parece pálido. – Feliciano comentou, também parecendo um pouco aflito.

- Estou sim, só um mal estar. – Ele respondeu, passando sua mão pela cabeça. A dor estava pior agora, principalmente pelos murmúrios vindos da sala sobre ele. E pensar em tudo isso só piorava a situação.

- É melhor você ir beber um pouco d’água, amigo. – Portugal disse de seu assento, o olhando. Melhor fazer isso mesmo, se eu continuar aqui minha cabeça vai explodir.

- Eu agradeço. Então se me permitem... – A nação de olhos verdes concluiu, se levantando e tomando cuidado para não fazer movimentos bruscos. O problema é que piorou mais quando ele ficou de pé, e ele sentia sua pernas começarem a balançar.

Estou quase lá, vamos... – Ele se encorajou nos pensamentos, tentando parecer bem ao caminhar até a porta. Sua tontura havia piorado também, e parecia que ele tinha ficado uma hora rodando até desmaiar.

Mesmo assim, queria sair de lá o mais rápido possível. Ele não precisava de pessoas se preocupando com ele e comentários de “Ele não é mais o mesmo” ou “Ele está péssimo, hein” para piorar seu dia, não precisava mesmo. Mas parece que o destino não estava a fim de cooperar com ingleses.

Quando estava a alguns passos da porta, suas pernas cederam e elecaiu. No canto de sua mente, pareceu ter ouvido uma voz familiar o chamando e braços o segurando por trás, mas a esse ponto nada mais parecia normal em sua cabeça.

E então tudo ficou preto.

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Ele abriu os olhos com esforço, tentando se acostumar à luz de onde acordara. Sentiu gotas de água caindo pelo seu rosto de sua franja, levou uma mão à sua cabeça. Encontrou um pano um pouco úmido demais (e que tinha deixado seu cabelo encharcado) em sua testa, e só assim foi examinar direito onde estava.

- Que diabos...? Esse não é o meu quarto de hotel... – Ele murmurou, ainda um pouco tonto e sonolento. Vamos ver, eu saí do hotel de manhã, fui para o encontro, tentei sair no meio das apresentações e... Huh.

Ele afundou outra vez na cama macia, se xingando de mil coisas diferentes. Idiota! Agora todos vão ficar falando que você está mal. Eu posso imaginar até a cara do América, rindo de mim por não conseguir até caminhar para fora da sala sem desmaiar por causa de um simples resfriado.

Mas espera aí... – Ele refletiu, abrindo os olhos outra vez. Teto branco com estrelas que brilham no escuro coladas nele. Paredes com pôsteres de filmes de ficção e super heróis. Bandeira dos EUA na parede ao centro.

Esse é o quarto do América! – Ele pensou, sentando na cama em um segundo. Estava certo: pôde ver a jaqueta de couro favorita de sua ex-colônia jogada sobre uma cadeira, e até os malditos lençóis tinham cheiro de café, menta e hambúrgueres... Não que ele sabia que esse era o cheiro dele, claro. Era só uma suposição. É.

Arthur se descobriu do lençol, levantando o mais devagar possível – ele não queria desmaiar outra vez no mesmo dia – e colocando um par de pantufas que provavelmente eram do americano dono do quarto. É um pouco grande demais, mas vai servir por enquanto.

Ele saiu do quarto, olhando o corredor do que parecia ser uma casa grande e luxuosa. Não era a casa original do América, disso ele tinha certeza, pois fora o que a construiu. Ele devia estar em sua casa nos arredores da cidade, onde existiam alguns condomínios para os mais ricos.

- Quantas casas será que ele tem? – Ele comentou baixo para si mesmo, analisando a construção moderna do lugar. Era bem diferente da estrutura de sua casa em Virgínia, e por um minuto Arthur se perguntou se talvez o americano preferisse suas casas mais novas do que aquela antiga.

Se for daquele estúpido que estou pensando, então provavelmente sim. – Ele concluiu, bufando. Ele sempre recusava seus presentes ou os jogava fora e parecia se divertir com tudo de errado que Arthur fazia. Se bobiar, América devia queimar coisas antigas deixadas por sua ex metrópole em sua primeira casa como passatempo nos finais de semana.

Ele ouviu uma voz vindo do que parecia ser a sala de estar. Reconhecendo como sendo a do dono da casa, ele se aproximou e espiou pelo portal que levava ao novo aposento. Lá estava América, com a roupa que estava hoje de manhã, discutindo no telefone.

Ele parecia um pouco estressado, e remexia em suas mechas douradas de tempos em tempos. Pelo que Arthur pôde ouvir da conversa, parecia estar falando dele com alguém.

- Sim, sim, ele está bem. Está dormindo. What? Não! Não vou mandar ele para o hotel, ele está doente! – Alfred reclamou, parecendo um pouco mais bravo que o comum. – Tudo bem, eu aviso. Tá. Até mais tarde. – E por fim, desligou, suspirando pesadamente.

O inglês que espiava pela porta arqueou uma sobrancelha: Seja com quem ele estivesse falando, tinha deixado América de mal humor. Isso acontecia uma vez a cada duzentos anos,e não era boa coisa.

Alfred finalmente o notou, colocando o telefone no bolso e indo em sua direção. Ele estava com uma cara obviamente preocupada, que devia ser mais uma das alucinações de Américas preocupados na cabeça da pobre ilha européia.

- England, por que você levantou? – O país perguntou, bufando e virando sua ex metrópole pelos ombros. – Você tem que dormir! Deixa o resto comigo, ok?

- Ei, espera um pouco! –Arthur parou, se virando (talvez rápido demais, já que sentiu uma pontada na cabeça ao fazer isso) com um rosto raivoso. – Primeiro de tudo, porque eu acordei na sua casa e no seu quarto?

- Você queria que eu te deixasse desacordado na sala de reuniões?

- Não, mas... – Ele começou, murmurando coisas inaudíveis em seguida. – Você... Você podia ter me deixado no hotel, eu sei me cuidar quando estou doente!

- Diz o país que se desgastou tanto enquanto estava doente que desmaiou no meio de um encontro da ONU. – América bufou, insistente. – Nós tivemos que transferi-lo para semana que vem por sua causa.

Ah não, outra coisa para usarem contra mim... – O inglês pensou, se xingando mentalmente. Até o América está bravo por causa disso. Ótimo, em que eu fui me meter...

- Você podia ter avisado que estava muito doente. Poderíamos adiar até que você se sentisse melhor, old man. – O americano falou, suspirando.

- Eu não sabia que seria tão sério. – Arthur se justificou , tentando fazer sua cabeça parar de doer.

- Claro que não sabia. – Alfred falou, irônico, ignorando os protestos repentinos do homem menor e levando-o até seu quarto. Colocou-o em frente à cama, e cruzou os braços esperando que ele deitasse.

Ele parece uma criança fazendo isso... – Arthur pensou com uma gota, deitando mesmo assim. América sorriu outra vez, puxando a coberta para de sua ex-metrópole. Estava mais quente agora, mas em compensação bem macio e confortável.

- Então... – Alfred começou, ainda parado olhando para o país doente. –Não vai dormir?

- O quê? Eu já dormi o suficiente! Que horas são, meio dia?

- Três da tarde, na verdade. – O americano respondeu, e esboçou um sorriso ao ver o inglês sentar na cama com um salto. Ele o empurrou para baixo outra vez, rindo. – Mas você ainda tem que descansar.

- Eu não estou mais com sono. – Arthur respondeu, reprimindo um bocejo.

- Mas ainda está doente. – América apontou, desmanchando o seu sorriso. – Vamos, England, você deve pelo menos saber como descansar um pouco. Você não é tão velho assim, é?

- Eu não sou velho, seu patife! – Arthur exclamou, e o americano riu mais. O inglês realmente não conseguia entender porque o suposto país que “o odeia” estaria fazendo tudo isso por ele.

- Hey, América... Por que você está fazendo isso? – Alfred olhou para a nação deitada na cama, seus orbes azuis cor do céu brilhando curiosos. Depois disso, porém, ele sorriu abertamente.

- Por que eu sou o herói, mas é claro! – Ele falou, apontando para si mesmo e piscando. – É o meu dever ter certeza que todos estão bem e saudáveis.

Ah, claro. Dever de herói, tinha me esquecido. – Arthur pensou, com uma gota. Sua ex colônia então suspirou, seu sorriso mudando para algo mais sério.

- Não... Não faça isso outra vez, tudo bem? – O americano murmurou, sua mão vagando levemente pelo cabelo bagunçado e ainda um pouco molhado do outro país. – Por um minuto você realmente me assustou lá, old man. Não se esforce tanto assim.

- América...? – O europeu murmurou, corando até as orelhas. Porque diabos ele estava sendo tão... Tão agradável, e preocupado, e quente? Arthur não sabia o que pensar em relação ao que estava acontecendo. Não sabia se aceitava o fato de que sua ex colônia parecia se importar com ele, ou concluía que fosse por causa do seu ‘dever de herói’.

- Uh, você deve estar com fome não é? – O americano falou, saindo do ‘transe’ que estava e tirando a mão da cabeça da nação européia e usando-a para coçar a cabeça. – Eu vou fazer algo e já volto.

E lá se foi ele para fora do quarto. Arthur ficou o observando ir, vendo como a luz do quarto deixava seu cabelo mais luminoso. Ele praticamente brilhava a todo o momento, aquele idiota.

Será que ele não percebe nem um pouco o que está fazendo comigo? – Ele pensou, fechando os olhos com raiva. Agindo como se estivesse preocupado, se importando comigo, e sorrindo... Está me dando esperanças de algo que eu sei que não é verdade.

Mas aquele era o América, o avoado e que não percebia as coisas mais óbvias. Se bem que tinha vezes que Arthur ponderava se ele só não prestava atenção no que não importava para ele. Ugh, tudo aquilo estava dando ainda mais dor de cabeça para a nação.

É melhor eu descansar mais um pouco. – Ele pensou para si mesmo, se virando para um lado. Conseguiu melhorar um pouco sua tontura enquanto descansava, estando um pouquinho melhor quando o americano dono do aposento voltou.

- Hey, England, voltou a dormir? – Ele perguntou, segurando em uma das mãos um prato do que parecia ser sopa e um hambúrguer na outra. Arthur abriu um olho, irritado por ter sido chamado quando estava quase caindo no sono, mas fingiu não ter ouvido.

- Hey... – América continuou, não recebendo resposta outra vez. Ele então sorriu, tentando só mais uma vez. – Iggy?

- Não use esse apelido, idiota! – O inglês disse, levantando de uma vez e sentindo uma pontada na cabeça. O americano conseguiu a rir, sabendo que aquele apelido sempre deixava o outro furioso (e corado).

- Desculpa, não pude evitar. – Alfred disse, tomando cuidado para não deixar o prato com a colher cair. – Tá tudo bem? – Ele perguntou, vendo o outro país colocar uma das mãos na cabeça.

- Está sim. – Arthur respondeu, suspirando. – Vai me dar essa sopa ou não?

- Calma, calma. – O americano riu, entregando a sopa para o colher para o inglês. – Cuidado, ainda tá um pouco quente.

Arthur começou a tomar a sopa. Para sua surpresa, ela estava melhor do que ele esperava. Parecia até um pouco familiar...

- Ei. De quem é essa receita? – O inglês indagou o outro da sala, mantendo a colher no prato da sopa.

- Ah, do França. – América sorriu, e começou a rir outra vez quando sua ex-metrópole se enfureceu e ousou parar de comer. – Ahaha, era brincadeira! É uma receita do Mattie, não se preocupe.

- Ugh. – Foi tudo o que o inglês disse. Não estava com paciência para piadas naquele estado. Resolveu então terminar a sopa, enquanto o americano comia seu hambúrguer de uma vez só.

- Pelo menos tenha modos, idiota. – Arthur disse, bufando para a cena que via.

- Quê? – Foi tudo o que a ilha européia entendeu do que ele respondeu. Revirou os olhos, ainda sem paciência. Eventualmente a outra nação acabou seu fast food, suspirando alegremente. Ergueu uma sobrancelha logo em seguida, vendo que o Arthur estava levantando da cama.

- O que você vai fazer? – Alfred perguntou, o parando antes que ele ficasse de pé.

- Lavar o prato...? – O outro respondeu, como se fosse óbvio. Então, para sua surpresa, o americano fez um sinal negativo e pegou o prato de sopa das mãos do mesmo.

- Deixa que eu faço isso. Fica aí e descanse, old man. – E ele tinha tinha saído outra vez.

América...lavando pratos? – Arthur pensou, surpreso. Aquilo acontecia raramente, uma vez por século! Ele estava quase chegando à uma conclusão de que tudo o que estava acontecendo era só uma ilusão e que ele iria acordar em seu hotel, com um bilhete de melhoras.

Era o que sempre acontecia quando ele ficava bêbado, pelo menos.

Ele se decidiu: não deixaria isso continuar. Se sua ex colônia estivesse pregando uma peça, ele iria descobrir. Aquilo já estava o dando problemas o suficiente, e problemas não eram bons quando se está doente, tonto e com ainda um pouco de dor de cabeça.

Assim, quando o americano voltou ao quarto sorrindo, ele se sentou. Ao ver América confuso, tossiu um pouco , juntou a coragem que tinha, e perguntou:

- Por que... Por que você está fazendo isso?

- Huh. Eu já te disse, England. – A nação americana respondeu confusa. – Porque eu sou um herói, e devo proteger os doentes. Você está tendo amnésia ou algo assim?

- Pare de brincadeiras, Alfred. – O inglês falou, dando ênfase o nome huno o outro para indicar que o assunto era sério. – Você não se preocupa comigo assim.

- Eh? – América fala, surpreso. – Como assim não me preocupo? O que você acha que foi tudo isso até agora, fingimento?

- Acho. Seria muito mais fácil de explicar do que... Do que... – Arthur começou, não ousando terminar a frase. Era fantasioso demais, nem um pouco provável, e ele não queria pagar o papel de trouxa e servir de piada para o outro mais tarde.

- Quer saber? Estou cansado de tentar de explicar, Arthur. – O americano falou, bufando. O europeu suspirou, fechando os olhos. Ouviria a qualquer momento a porta fechando, e o assunto estaria encerrado...

Mas espera aí, cadê o barulho?

Ele abriu os olhos, encontrando com orbes azuis o encarando de perto. Corou quase que imediatamente, tentando murmurar algo mas não conseguindo.

- O-o que você está fazendo? – Ele perguntou, quando suas cordas vocais voltaram a funcionar.

- Tomando um meio mais fácil do que explicar. – América respondeu, sorrindo e um pouco nervoso. Arthur iria se perguntar o porquê dele estar nervoso – e um pouco corado, com a proximidade ficou mais visível-, mas sua mente parou de funcionar assim que a distância entre os dois diminuiu até zero.

Eles estavam se beijando. Ele, que provavelmente estava parecendo um lixo nesse momento, e o americano infantil mas que tinha o poder de levar brilho a onde quer que ele fosse estavam se beijando. O que isso queria dizer? Será que aquilo que parecia impossível realmente não era?

Eram muitas perguntas, para um tempo muito curto. Arthur poderia ficar pensando sobre elas por mais um tempo se não fosse pelo fato de Alfred ter acabado o beijo – que fora até muito curto, na opinião pessoal do inglês-, e o olhasse sem graça e corando.

- É sua culpa por ter me preocupado a esse ponto. – O americano disse, sorrindo sem graça. Arthur não conseguia falar nada, seu rosto estava quente demais e as perguntas se multiplicavam por segundo em sua mente. Então o que quer que tenha saído de sua boca naquele momento provavelmente não fez sentido.

- Huh, Iggy... essa é a hora em que você diz ‘eu te amo também’, sabe... – O país mais alto comentou, esperando que sua tentativa inesperada não fosse por água abaixo.

Arthur se recuperou a tempo suficiente de decidir que não iria parecer um estúpido ao tentar falar aquilo que o fora pedido. Ao invés disso ele teve a grande idéia de puxar América pelo colarinho e deixar os dois quites mais uma vez.

Bom, pelo menos isso foi menos constrangedor. – O inglês refletiu em sua mente, antes que América resolvesse retribuir o afeto e seus pensamentos se resumissem àquele momento e nada mais. Depois do que pareceu um tempo demorado de beijos, eles finalmente –e relutantemente- tiveram que se separar.

América parecia um garoto de dez anos que tinha acabado de ganhar uma loja de doces inteira só para ele. E, da maneira que ele se sentia leve e com a respiração pesada, devia estar com a mesma cara também.

Resolveu se aproveitar da posição que estavam – deitados na cama, abraçados- para enterrar o rosto no pescoço do outro. Sua cabeça ainda doía um pouco, e provavelmente ele ficaria um pouco tonto mais tarde, mas isso não importava no momento.

-Você é um idiota. – O inglês murmurou, o som levemente abafado pela sua posição atual. Alfred riu, o abraçando e virando a cabeça para o lado para beijar sua testa, depois respondendo no mesmo tom:

-Então parece que você acabou de ganhar um idiota como namorado.

------------------------------------- The End~ -------------------------------------------

Isso ficou fofenho. Ficou muito fofenho. Ai gosh, eu só to escrevendo fluff esses dias, espero que vocês gostem de fluff –q E espero que tenha ficado bem escrita. Eu sou muito, mas muuuito tímida para fazer shounen-ai cara, vocês não imaginam. >///< Ai, esse casal é perfeição. Um dos melhores que existem por aí –qq :3 Well, that’s it. Até a próxima, seres tensos~

Kissu! ;*****

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