Olá pessoal~ Sentiram minha falta? Meu post principal vai ser o último de hoje, então antes dele ficar pronto leiam essa oneshot fluffosa e sem sentido de SoMa. :3 Espero que gostem!
Título: Movie Night
Fandom: Soul Eater
Ship: SoulxMaka
Tipo: Oneshot (5 páginas para cima)
Gênero: Romance / Comédia
Movie Night
Era um dia entediante em Death City. Nenhuma missão
importante para pegar, uma chuva desagradável que não deixava ninguém sair de
casa e um frio de inverno em pleno verão. Para Maka Albarn, isso significava só
uma coisa: noite de filmes.
Não sabia quando tinham começado com esse costume, mas
sempre que tinham uma tarde livre ela e Soul sentavam no sofá e passavam o dia
numa maratona de cinema em casa. E, considerando que talvez ela estivesse
sentindo um pouco mais que amizade por ele, não era uma má idéia.
Maka ainda tinha suas dúvidas sobre sua paixão repentina.
Tinha jurado aos céus que não se apaixonaria por seu parceiro de equipe por
nada em sua vida após a separação de seus pais, mas num momento para outro
aconteceu.
Deviam ser os olhos vermelhos, eles eram bem cativantes. E
tinha também o cabelo branco espetado que ela tinha vontade de tocar para ver
se era mesmo pontudo ou não, e aqueles dentes que o deixavam mais atraente
ainda sorrindo.
Ok, não é hora para isso. Ela tinha que fazer o lanchinho da
tarde, ou Soul iria gritar mal humorado da sala. Ela pegou um balde grande de
pipoca que acabara de fazer, e foi atrás de garrafinhas para encher de
refrigerante.
Estava decidindo entre Soda ou Coca Cola quando ouviu seu
parceiro da cozinha. – Hey, vai demorar mais ou eu posso dar um cochilo aqui?
- Já estou indo, impaciente. – Ela respondeu alto, decidindo
que Soda seria melhor. Pelo menos ele não tinha a chamado de tábua de passar ou
algo assim.
Ela pegou a pipoca em uma mão e as garrafinhas na outra,
chegando até a sala. Ao ver que o garoto não tinha pegado os cobertores nos
quartos , ficou pronta para dar uma bronca nele...
...Até que viu como ele estava. Camisa preta de mangas
curtas, calça jeans e cabelo molhado, como de quem acabara de tomar banho. O
que Maka estava pensando em fazer mesmo ? Ele sorriu, um de seus dentes
pontiagudos aparecendo. Não devia ser muito importante, ou era?
- O que foi, tábua?– Ele disse brincando, quase levando uma
garrafada na cara.
- Não começa, Soul. – Ela respondeu, parcialmente recuperada
de seu transe. Ah sim! Cobertores. – E onde estão os cobertores que eu te pedi?
- Sabia que tinha esquecido algo. – Ele ficou com uma gota.
Provavelmente a xingou de diversas formas sobre sua falta de busto mentalmente,
mas ela não estava nem ligando. Sentou no sofá e esperou ele voltar, comendo um
pouco da pipoca quentinha.
Soul voltou um pouco depois com um cobertor grande e
felpudo. Ao encontrar-se com o olhar confuso – e era aquilo um rosto corado?
Interessante - de Maka, ele deu de ombros.
- Blair usou o outro como cama ontem à noite. Ainda quer um
colchão com pêlo de gato? – Maka fez uma careta, e ele riu. Era uma ótima idéia
de Blair tirar um feriado com suas amigas bruxas naquela semana.
– É grande demais para nós dois. Não se importa em dividir,
né? – Ele perguntou, sorrindo.
- Dividir? – Maka olhou para baixo. Isso não era nada bom.
Seus hormônios estavam descontrolados desde o dia em que ela pensou que poderia
estar tocando nele quando estava em
forma de foice, e iriam entrar em curto circuito se ficassem tão perto assim.
Concentre-se, Maka.
Considere isso uma missão. Uma vozinha falou em sua cabeça. Ela pensou que
seria muito mais fácil falar do que fazer, mas decidiu aceitar o conselho.
Assim, quando seu companheiro terminou de ajeitar o DVD e
sentou-se no sofá, ela se aproximou dele até seus ombros se encostarem.
- Que filme vamos ver? – Ela perguntou, tentando distrair
algo para seu pulso diminuir.
- Ah, acho que o nome era Chamado ou algo assim. – Ele
respondeu, bebendo um pouco do refrigerante em uma garrafinha. – BlackStar que
recomendou.
- Soul... Mas é um filme de terror. – Ela murmurou, achando
um ótimo momento para enterrar-se mais no cobertor.
- Maka, por favor! Você enfrenta coisas muito piores quando
saímos em missões. – Ele parecia com um pouco de raiva, mas ela percebeu um
brilho divertido em seus olhos. – E também, se algum monstro pular para fora da
tela estarei aqui para te proteger.
Malditos olhos
lindos. Maldito sorriso confiante,
cabelos molhados e instinto protetor. Ele sabia que isso a convenceria. E
aquela frase que fizera seu coração dar um salto e quase escapulir por sua
boca, aquilo fora totalmente
desnecessário.
Ou talvez não. Alguns impulsos que a davam esperança de ser
correspondida nunca eram tão ruins. Ela suspirou, comendo mais um pouco da
pipoca e apoiando a cabeça no ombro do garoto ao seu lado.
- Tudo bem, mas se eu gritar ou puxar seu braço a culpa é
sua. – Soul sorriu outra vez, não desviando o lugar da tela. Logo a tela ficou
preta, e o logo do filme começou a passar.
Ela teria uma longa
tarde.
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Soul estava se divertindo. BlackStar teve uma idéia
maravilhosa ao passar o filme, pois estava fazendo efeito. Maka estava grudada
ao seu braço, escondendo a cara com a coberta e fechando os olhos de cinco em
cinco segundos.
O filme até dava para o gasto em dar sustos. Ele tinha até
se impressionado um pouco quando a tal garota estranha saiu da TV, mas o grito
de sua parceira de equipe o tinha distraído.
Ela parecia adorável com medo daquele jeito. Devia estar o
xingando de todas as línguas e dialetos que sabia – e como era Maka, devia ser um monte -, mas seu
rosto vermelho valia à pena.
Ele aproveitou para tentar colocar um braço em volta dela. Sim,
tinha se apaixonado pela tábua pequena irritadiça que sempre o dava ‘Maka
Chop’s mesmo quando ele não tinha culpa.
Ela era a primeira que ficara, afinal. Não se assustara com
a música que tocava, apenas sorriu e disse que mesmo não entendendo nada, achou
a melodia incrível. Naquele momento , ele percebeu que ela era diferente. E que não poderia a perder de
vista.
A garota aceitou bem o braço à sua volta. Pareceu relaxar um
pouco, dando um longo suspiro e tomando um pouco do refrigerante. Ele sorriu,
envolvendo-a um pouco mais e voltando seus olhos para a tela.
Maka estava tendo dificuldade em controlar seu coração.
Estava surpresa por Soul não ter dito nada ainda, pois conseguia ouvir as
batidas mesmo com uma mulher gritando na TV.
E meu deus, que filme medonho. Uma dica a todos que possam
estar lendo: Nunca vejam esse filme. Ela podia até conseguir tirar a amiga da
insanidade ou derrotar um Kinshin, mas aquilo era assustador demais para se
assistir.
Ela se encostou mais em Soul, se sentindo um pouco mais
segura em contato com seu corpo quente e macio. Ele tinha dito que iria
protegê-la, e ela duvidava que fosse falhar em seu trabalho.
Nunca faltara antes, afinal. Se ela poderia ter alguma
dúvida em porque tinha se apaixonado, estava mentindo para si mesma. Soul
estava lá para todos os momentos de sua vida: Brigas com o pai, perigos,
batalhas perigosas... Podia sempre
contar com ele.
Ela sorriu, triste. Ele tinha feito isso tudo, mas e ela? O máximo que sabia fazer era
localizar almas e comandar a foice, e Soul ainda a ajudava com isso. Tinha uma auto-estima
maior desde o fim do incidente com Chrona e a batalha na Lua, mas esses
pensamentos ainda voltavam a aparecer.
A garota de cabelos presos do capítulo da Inveja voltou à
sua mente, sorrindo friamente. Ela sempre aparecia quando pensava sobre isso,
como um íma de azar que sempre a encontrava nas piores horas.
Oh, querida, ainda com
essa idiotice? Soul não te ama, nunca te amaria. – A menina riu, dando um
eco assustador pela sala imaginária.
Cale a boca, mente.
– Ela respondeu, cerrando as sobrancelhas. A outra sorriu, seus dentes brancos
demais para serem reais.
Não seja boba,
queridinha. Até eu seria melhor que você. Não é confiante, nem bonita, muito
menos habilidosa. Soul tem que fazer o dobro para te proteger, não é verdade? -
Maka engoliu em seco.
Não, isso é mentira.
– Ela se recuperou, encarando a garota de frente. Não sou um peso para ele. Soul me-
Soul o quê? – A
jovem sorriu, agora menos assustadora. Parecia curiosa, talvez estranha, mas
Maka não tinha mais medo dela. O que ele
sente por você? Vamos, não é tão difícil de descobrir.
Ela não entendia. Não era para deixá-la para baixo? A sala
estava mais quente agora. Um quente aconchegante e familiar. Ela piscou, não
entendendo direito. E, com um último sorriso da menina, se viu de cara a cara
com seu parceiro.
- Maka? – Ela se afastou um pouco, só não saindo do sofá
pelo braço que a segurava no lugar. Estava muito perto para sua preferência.
- Q-que foi? – Ela falou, se matando por dentro por ter
gaguejado. Soul arqueou uma sobrancelha, apontando para a tela.
- O filme acabou, e você estava com uma cara estranha antes.
Tudo bem? – Droga, ele tinha se aproximado outra vez.
- Tudo ótimo, haha... – Ela tentou se afastar, mas o braço a
impedira. Soul estava cada vez mais perto.
- Não minta, tábua. – Suas testas de encostaram. Abortar missão, abortar missão! – Sua
mente gritava, mas ela descobriu que tinha perdido o movimento.
E para piorar as coisas, ela ainda estava sentindo o
sentimento aconchegante e familiar. Em um segundo, percebeu o que tinha
acontecido antes. Pegou uma almofada do sofá e tacou na cara de seu parceiro,
fazendo-o cair do sofá e encerrando com a sensação que ela estava tendo.
- Maka! O que diabos... – Ele começou, esfregando uma mão na
parte de trás de suas costas.
- Você! – Ela estava extremamente vermelha, não tendo o
cobertor que tinha caído junto com Soul para esconder o rosto. – Quem te deu
permissão para fazer ressonância comigo de um segundo para o outro?!
- Então você notou. – Ele pareceu se recuperar um pouco, mas
ainda não se levantou de sua posição no chão.
- C-claro que eu notei! – Ela gritou. Estava nervosa, até
desesperada. Se estava sentindo a ressonância antes, então queria dizer que seu
companheiro tinha visto o que ela vira.
Então será que a
mudança da garota foi por causa dele? – Ela pensou, confusa. Não queria dar
esperanças a si mesma, mas a garota parecia querer dizer alguma coisa sobre os
sentimentos de Soul.
- Ei. – Ela olhou para o garoto ainda no chão, agora
devidamente sentado e a encarando. – Não já tivemos uma conversa sobre suas
capacidades antes?
-... Já. – Ela respondeu, suspirando. Ele tinha deixado bem
claro que precisava dela como parceira e que não iria abandoná-la apenas por
ter virado uma Death Scythe.
Mas não era tão fácil assim que esses pensamentos
desaparecessem de uma vez, muito menos quando ela ainda concordava com alguns
deles. Vendo que sua mestra estava perdida em seus pensamentos outra vez, Soul
falou:
- Pensei que você não gostava de amor.
Maka ergueu a cabeça em um segundo, assustada.
- Sabe, com a história dos seus pais. – Ele coçou a cabeça,
um pouco nervoso. – Então eu nunca toquei no assunto.
- Você...não viu tudo,
viu? - A garota arregalou os olhos,
lembrando da fala da menina imaginária. ‘Soul
não te ama’. Ama. Droga, ele sabe.
- Não foi minha intenção. – Ele deu de ombros. – Mas é bom
eu ter visto. Por que... Eu sinto o mesmo por você.
Maka fez uma cara tão assustada que o garoto não se
controlou e começou a rir. Ela tentou repreendê-lo ou bater nele por rir dela,
mas não conseguia falar frases coerentes.
- M-mas, você... Eu... Como?! – Foi tudo que ele entendeu
dos murmúrios de sua parceira de equipe.
- Não sei. Achei estranho também quando descobri, mas é a
vida. – Ele sorriu.
Ela ficou calada. Tossiu um pouco para disfarçar seu rosto
vermelho, e olhou de canto para o garoto ainda no chão. – Não vai sair daí não?
- Ah. – Soul percebeu que ainda estava sobre o piso de
madeira, levantando num movimento rápido. Sentou ao lado dela outra vez,
cruzando os braços.
O silêncio reinou por alguns minutos. Maka parecia querer falar
alguma coisa, mas estava hesitante. Finalmente, ela disse:
- Ei, posso fazer uma coisa?
- Claro. – Soul sorriu, estendendo os braços e esperando... Quando
sentiu duas mãos em seu cabelo. – Huh... Maka? O que tá fazendo?
- Então ele é macio...! – Ela parecia feliz com a
descoberta, descabelando as mechas brancas do jovem e o deixando com uma gota.
Ele tocou no ombro dela para chamar sua atenção, e ela
pareceu voltar a si. – Opa! Desculpa, me empolguei.
- Tudo bem... – Ele parecia um pouco confuso. – Só vai fazer
isso?
- Só, por quê? – Maka inclinou a cabeça para o lado.
Estranho, ela estava bem mais perto dele antes da declaração, e agora não
queria fazer nada?
- Sei lá, acabamos de passar de parceiros de equipe para
algo mais, estava esperando um beijo ou coisa parecida.
Ela corou, finalmente captando a mensagem. Quando Soul
esperava que ela fosse se jogar em seus braços, ela apenas sorriu e respondeu:
- Claro! ...Que não.
- Hein? – Ele arqueou uma sobrancelha.
- Você me fez assistir um filme de terror, começou uma
ressonância de almas comigo sem que eu tivesse percebido e ainda espera que eu
te beije? Nem morta! – Ela esbravejou, tacando outro travesseiro nele.
- Não foi tão ruim assim, Maka. – Ele pegou o travesseiro
antes de ser atingido, com uma gota.
- É porque você não vai ter pesadelos com isso pelo resto da
semana, idiota. – Ela resmungou, cruzando os braços.
Mais silêncio. Maka olhou para um DVD do lado da televisão,
para Soul que estava desapontado e sorriu um pouco.
- Soul? – Ele virou seus olhos vermelhos – lindos, por sinal – para ela. – Se você
assistir aquela comédia romântica que eu aluguei alguns dias atrás comigo, eu
posso mudar de idéia.
Ninguém nunca correu tão rápido para colocar um DVD na vida.
---------------------------------------------- Owari.
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Oláaaaaaa pessoas!
Resolvi que uma oneshot de SE ajudaria na minha falta do que fazer aqui em CF.
Adivinha só? Eu estava certa!
Consegui terminar tudinho aqui e ainda escrevi mais um bando de coisa~ Ai, ai.
É de um tamanho médio, cheia de fluff como sempre para vocês. :3
Ah, e outra coisa. No anime a ressonância de almas parece
ter todo um drama, então é claro que a Maka perceberia algo. Sendo assim, essa
oneshot aqui se baseia no mangá, onde ela é mais simples e requere apenas um
tipo de contato e concentração. Bom, até mais! :D
Kissus! ;******
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 {♥} 





















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