quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 {♥} Comments here


ALOU PESSOAS FELIZEESl! *-* Tudo bem com vocêees? :D Well, eu hoje, véspera de Natal , estou trazendo um presentinho for you! *-*

Sabem o que é? :3



....a única coisa que eu sou relativamente boa fazendo...?



Huh. Bom, eu trouxe uma fanfic de NATAAAAL! *3* Queria comemorar ao máximo esse ano, então escrevi um texto com 35 páginas xD *se esconde atrás de um copo* -n Espero que vocês gostem dela, achei que ficou bem legal!

Ah, e outra coisa~ O primeiro que acertar TODOS os animes/mangás que eu coloquei na fic vai ganhar um award~ Nem sei se alguém quer algo meu de natal,mas.. vou me esforçar ao MÁXIMO! >:3 Então boa sorte, minna!

Título: Merry Christmas!
Classificação: Hum.. nada de mais não. Ao menos que você tenha medo de canos de metal rs.
Avisos: Algumas partes podem ser consideradas spoilers , mas nada tão importante assim. :3

ENJOOOOY! *-*

Merry Christmas!

A casa se via toda enfeitada para o natal: laços vermelhos por todos os lados, luzes piscantes pelas janelas e , como uma mania de ser “cupida”, um visco bem no meio de uma das portas. Estava tudo pronto! Quer dizer, tudo exceto pela árvore de natal.

- Agora que a casa está pronta, tenho que montar a árvore.... – Uma jovem de cabelos castanhos claros e levemente ondulados falou para si mesma enquanto observava tudo à sua volta.

Ela então pegou uma caixa grande e alta cor de vinho e outra menor dourada. Da primeira, retirou partes de uma arvore verde-escura com luzes coloridas que mudavam de cor quando ligadas. Na outra, retirou laços, uma grande fita dourada e, por último, uma caixa menor.

Quando abriu a caixa, a jovem se deparou com cinco bolas,que continham cada uma um brilho especial: uma verde, outra vermelha, uma azul, uma amarela,e outra branca . Ela sorriu, pegou a última e adimirou-a.

-Já fazem dois anos.... – Ela refletiu. Memórias de um dia de natal “maravilhoso e inesperado” começaram a fluir em sua mente......

- AI DEUS! ESQUECI DAQUILO TAMBÉM! – A mesma garota de antes, porém mais nova, corria de um lado para o outro tentando arrumar sua casa. Usava uma blusa branca com “Love your World” em prata e uma saia preta, além de um cordão vermelho e verde(provavelmente por ser dia 24) de uma cereja. Já era véspera de natal e quase nada estava pronto.

- Calma Carol, vai dar tempo para tudo.... – Falou outra, de cabelos longos e castanhos escuros. Ela vestia uma blusa vermelha listrada e uma calça jeans azul-escura, com um enfeite de coelho branco e vermelho preso no cabelo.

- Mas Bii, esse é o primeiro natal que passamos entre amigos, e eu nem COMEÇEI a colocar a ceia! – A outra, de olhos verde claros ,respondeu. – E os enfeites para a árvore estão todos velhos....acho que vou comprar outros!

Assim, a jovem pegou um casaco que estava no sofá e começou a abrir a porta.

- Mas e a ceia?? A Jub e o pessoal vão chegar daqui a duas horas! – Sua amiga perguntou, olhando surpresa para a outra.

- É só colocar o frango no forno e esquentar o resto! Acho que você consegue fazer isso, não é? – Ela disse, dando uma piscadela enquanto saia da casa. – Ja ne!!

- Ah... francamente.... – A jovem de olhos castanhos claros suspirou, enquanto se dirigia à cozinha. – Agora vejamos...

- Devia ter feito isso antes... – A garota de olhos verdes suspirou para si mesma, enquanto andava apressada pelas ruas cheias da cidade. Ela suspirou: provavelmente as filas estariam enormes e ela voltaria para casa atrasada e de mãos vazias.

De repente, ela sentiu uma vontade inesperada de olhar para o lado. Assim que o fez, observou uma pequena loja, de aparência sofisticada, em um canto da rua. Como ela estava aparentemente vazia, a jovem resolveu ver se poderia achar algo lá.

Quando entrou, viu que o lugar era maior do que aparentava ser. Vários objetos de diferentes tipos se empilhavam nas prateleiras,um pequeno sofá cor de vinho com uma mesinha de madeira à sua frente, enquanto um som de passos percorria o local, até que a propretária da loja chegou até a garota.

- Bem vinda, senhorita. – Ela falou, assustando a pobre jovem de cabelos castanhos.

- Quê? Ah, olá! Desculpa, eu estava observando e nem vi quando você chegou.... – Ela desculpou-se, enquanto se virava. Mas parou de falar assim que viu a pessoa que residia à sua frente.

A mulher tinha cabelos longos e negros como céu noturno, seus olhos azuis marinhos a lembravam do dia em que passeara pela costa da praia, observando o brilho que o mar tinha perante a lua; brilho esse que continha os olhos daquela pessoa.

Ela não parecia muito velha, mas tampouco tinha uma feição inocente. Parecia que aquela pessoa sabia de tudo que todos , mesmo sábios e cultos, nunca tiveram o prazer de descobrir. E isso só deixava a jovem ainda mais intrigada.

- Em que posso ajudá-la? – Ela perguntou num tom suave, enquanto oferecia um lugar no sofá. Aceitando timidamente, a garota sentou-se.

- Bem...não é nada de tão importante. – Ela falou , enquanto se perguntava porque entrara naquela loja apenas atrás de enfeites para uma árvore de natal.

- Se entrou nesta loja....então está atrás de algo. – Ela falou, sorrindo. Por um momento, a jovem achou que essas palavras tinham outro significado, mas acabou deixando seus pensamentos de lado.

- Na verdade, eu estava atrás de enfeites para minha árvore, e acabei parando aqui. Mas acho que, para algo tão simples... – Ela disse em voz baixa, porém suficiente para a dona da loja a ouvir.

- Acho que tenho o que está procurando. – Ela respondeu, sorrindo de novo. Foi até dentro de uma porta, provavelmente o depósito, como a outra pensara, e voltou com uma caixa.

- Aqui está. – Ela entregou a caixa à jovem. Ela então abriu-a e viu, entre os forros de pano, cinco bolas de enfeite, todas de uma cor diferente. Mas, quando olhou para elas, sentiu que não eram simples objetos.

“ Que estranho... parece que elas brilham de um jeito diferente do normal.” – Ela pensou para si, enquanto observava-as. Mesmo assim, como não havia ter outra loja que ainda possuía o que a mesma queria, resolveu levá-las mesmo assim.

- Quanto custa? – Ela perguntou, enquanto pegava sua carteira lilás de um dos bolsos do casaco.

- Ah, aqui não aceitamos dinheiro, senhorita. – A mulher falou calmamente, enquanto colocava uma de suas nãos sobre as da garota, que tentava abrir sua carteira.

- Mas....qual é o preço então? – Ela perguntou, receosa. “ Será que eu fui parar na ‘toca’ daquelas pessoas doidas que sequestram garotas inocentes???” – Ela pensou, com mais medo ainda.

-O preço? Isso, você descobrirá mais tarde. – A mulher falou, dando uma pequena risada baixa, como se tivesse lido os pensamentos da garota.

Com mais medo que antes, ela falou um “obrigada” e forçou um sorriso falso, saindo às pressas do estabelecimento. A mulher, com um sorriso, suspirou.

- Espero que ela seja mesmo quem deveria entrar aqui hoje. Se não...acho que causarei problemas à ela.... – A mulher suspirou, olhando pela vidraça da loja, que passava despercebida por muitos; como se não houvesse nada ali...

- Cara, eu quase saí correndo daquele lugar.... – A jovem murmurou, com uma cara totalmente assustada enquanto andava rapidamente pelas ruas, empurrando qualquer um que estivesse em seu caminho.

Ela resolveu passar por um parque, já que esse era um antigo “atalho” que ela usava para ir até sua casa . Passando por muitas pessoas, ela observou uma porta pelo canto dos olhos, continuou andando e....

“Espera aí, COMO UMA PORTA PODE ESTAR VOANDO?” – Ela pensou com uma face assustadoramente surpresa ( se é que isso existe), voltando os passos para observá-la melhor.

Chegando mais perto, ela viu que a porta estava mesmo “flutuando”, pois não havia nem suporte nem corda que a mantesse em pé. Olhando para os lados, ela percebeu algumas crianças e animais olhando e rosnando para porta. Fora isso, todos nem prestavam atenção na mesma, como se não estava ali.

“ Primeiro aquela loja estranha, e agora uma porta flutuante! O que tem mais pela frente hein?!” – A jovem exclamou em sua cabeça. Com um suspiro fundo, abriu a porta lentamente.....

- UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! – Ela gritou enquanto era sugada pela porta. Ninguém, além das crianças e animais, pareceu realmente notar a presença da jovem em primeiro lugar.

A jovem levantou lentamente, enquanto repousava as mãos na cabeça, com sinal de dor. Olhou em volta e se viu num lugar aparentemente “estranho”. Afinal, não é todo o dia em que se vêem bichos estranhos andando por aí e soltando jatos d’água e fogo como se tivessem saído de dentro deles.

- Onde eu estou..... – Ela falou para si mesma, enquanto tentava raciocinar. Ela foi na loja estranha, pegou aqueles enfeites, ficou assustada com o “preço” da mulher de cabelos negros, encontrou uma porta voadora....

- É CLARO! ESSE DEVE SER O PREÇO! – Ela exclamou, entusiasmada com a descoberta. Mas, logo após disso, se deprimiu outra vez. – Eu quero devolver essas coisas..... – Ela falou olhando para a caixa.

A mesma abaixou-se, pegou-a e a abriu. Mas, ao invés das bolas de enfeite, encontrou uma carta. Ela pegou e msma e começou a lê-la.

-Querida Carol,

Encontre as cinco ‘emoções’ dentro desta caixa e cumprirá seu preço. Como fazer para achá-las? Isso você descobrirá por si mesma. Têm apenas esta dica: que emoções as cores a fazem lembrar-se?

Boa sorte,

Yu---

P.S: Não se preocupe, o tempo não passa enquanto você faz isso. Chegará em casa à tempo.

- O-o-o quê? Como ela sabe meu nome???? – Ela gaguejou, assustada. Talvez a mulher soubesse mais da vida da mesma do que aparentasse. Ela também não conseguiu saber o nome da mesma, pois a tinta havia borrado, impedindo a leitura.

- Fazer o quê, né? – Ela suspirou, fechando a caixa com cuidado. Então resolveu andar um pouco.

Mas à frente, encontrou um pequeno lago. Resolveu se aproximar, mas, quando adentrou ainda mais no local, viu uma jovem em sua beira, com aparência triste.

Ela resolveu, por pura curiosidade, aproximar-se da mesma. E, quando chegou perto o bastante, perguntou em voz baixa:

- Tudo bem?

A outra pareceu levar um susto, olhando para trás. Quando viu que não era ‘quem ela esperava que fosse’, acalmou-se um pouco. – Sim....

- Ah.... – A jovem de cabelos castanhos claros murmurou para si mesma, sentando-se ao lado da outra. Olhando mais perto, até que parecia com ela: Possuia cabelos castanhos, porém mais escuros que os dela, e olhos azuis, só um pouco diferentes dos verde-azulados da mesma.

- Olha, eu não te conheço nem nada, mas.... se quiser que eu te ouça em algo, pode contar comigo. Nunca gostei de ver outras pessoas tristes à minha volta.

A outra, de olhos azuis, virou para o lado e sorriu. – Tudo bem, agradeço por se preocupar comigo. Na verdade....precisava mesmo de um conselho de alguém.

- E sobre o que queria que eu te desse um conselho? – Ela respondeu, sorrindo também.

- Bom....esses dias, venho sentindo coisas estranhas. – Ela começou, envergonhada. A outra apenas a olhou, como se começasse a entender.

- Toda a vez que eu falo com ‘aquela pessoa’, meu coração bate mais forte. Eu fico vermelha toda vez que ‘ele’ chega perto de mim e, hoje.... – Ela começou, mas não terminou de tão corada que estava.

- Hum....acho que sei o que é. – A garota de olhos verdes falou, sorrindo gentilmente. – É algo que todos nós sentimos pelo menos uma vez na vida, não importando quem seja.

- Huh? O que é? – A outra, receosa, perguntou, enquanto sentia suas bochechas queimarem.

- Isso é o que chamamos de amor! – Ela disse enquanto fechava os olhos, sorrindo largamente ao perceber que a garota à sua frente ficara mais vermelha ainda.

- O q-q-q-quê????? – Ela sibilou incrédula, enquanto sentia todo seu sangue percorrer seu corpo até sua face. – M-mas aquele idiota é um mesquinho que sé acha o máximo! C-c-como eu posso gostar ‘dele’?????? – Ela continuou.

- O amor é algo bem confuso. Você não escolhe de quem gosta. – A outra jovem começou, abrindo os olhos. –De repente, você começa a sentir algo estranho aqui. – Ela continuou, colocando a mão suavemente sobre a área onde seu coração aparentemente se encontrava.

– E, depois disso, não dá para evitar; você já está apaixonada! – Ela fala com um tom de tristeza, mas apenas de brincadeira, claro.

- Entendi..... – A garota de cabelos castanhos médios e olhos azuis finalmente se acalmou. Ela então, depois de alguns segundos de silêncio, voltou a perguntar:

- E o que eu faço agora?

- Lute por essa pessoa. – A outra disse, com uma das mãos fechadas com o propósito de encorajá-la.

- Okay! – Ela responde, com um sorriso largo no rosto. Mas aí, algo em frente das duas começa a aparecer.

- O-o-o-o que é isso? – A mesma pergunta, tão assustada que acaba ‘desmaiando’, para a surpresa da outra.

- Espera aí..... isso aqui é um enfeite! – A jovem de olhos verdes exclama, pegando o objeto brilhante e flutuante. Mas, assim que ela faz isso, a mesma também começa a brilhar.

- Parece que estou indo para outro lugar.... – Ela fala para si mesma, sorrindo fracamente. Então, virando para a jovem desmaiada à sua frente, ela murmura.

- Feliz Natal, e boa sorte. - E, como o pôr-do-sol, ela lentamente desaparece. Momentos depois, ela teria visto a outra acordar, olhar para os lados e agradecer baixinho, mesmo sabendo que sua ‘conselheira’ já havia ido embora.

Quando chegou ao outro mundo, a jovem quase gritou pelo susto que levara. As casas à sua volta eram distorcidas e horripilantes; havia um edifício mais à frente, que parecia um castelo, porém com velas gigantes e uma caveira gigante na frente.

Ela olhou para cima, só para encontrar com uma lua ‘viva’ que ria e jorrava sangue pela boca.

“ O que é isso,uma cidade de halloween em tempo integral??” – Ela pensou assustada, enquanto olhava o grande prédio mais ao longe. Ela então começou a andar lentamente, não sabendo o que fazer.

Ela avistou um gato roxo com o que parecia um chapéu grande por cima. Mesmo assim, como a jovem era apaixonada por gatos, e ainda mais por aquela cor, nem pareceu notar.

- Awww, que fofa! – Ela falou, contente quando a gata ( e quase que a mesma levou um arranhão na face quando chamou-a de gato) miou de felicidade enquanto a jovem acariciava-a nas costas.

- Nyaaah, isso é bom. – A gata roxa disse.

“E-espera aí, ela FALOU?” – A mesma a encarou, apavorada e paralisada. A felina, percebendo o susto da jovem, falou:

- Que foi?

-AAAAAAAAAHHHH!!!!!!! – Recuperando-se da ‘paralisia’, a garota saiu correndo gritando, apenas assustando os que estavam por perto.

Depois de correr MUITO, ela encontrou-se num parque pequeno, com uma quadra que parecia ser de basquete à sua frente. Mas ela não prestou atenção nisso, pois ao seu lado, num banco, uma garota mais ou menos parecida com ela, que mantinha seus cabelos soltos no momento, também de aparência triste.

“Hum... será que devo ajudar ela também...?” – Ela pensou para si mesma, observando a mesma com o canto do olho. Ela possuia seus olhos verde claros apontados para o nada. A jovem podia sentir a preocupação que a expressão da outra emitia, então decidiu seguir seus instintos.

Finjindo-se desisteressada, a garota de olhos turquesa sentou-se no banco onde a outra estava, e começou a pensar sobre o que faria para começar uma conversa. Mas, após não conseguir nada, ela resolveu usar seu improviso.

- Eu sei que parece um pouco rude mais....tudo bem com você? – Ela falou, virando um de seus olhos verde-azulados para a outra jovem. Ela se assustou por um minuto, mas ao olhar para a garota de sua idade ao seu lado, suspirou.

- Ah, não tem problema. Estou bem sim, eu acho... - A jovem de cabelos loiros acizentados e lisos respondeu, esticando suas pernas e sorrindo fracamente para a outra a seu lado. Essa a olhou ,detectando falsidade na fala da outra jovem, e perguntou:

-Tem certeza disso?

- Na verdade... – A jovem de olhos verdes claros murmurou timidamente, virando sua cabeça para o lado. – Eu estou preocupada.

- Huh? – A outra murmurou, aproximando-se um pouco da que falara antes. – Com o que?

- ...Um amigo meu foi capturado por um dos seguidores do Kinshin. E outro está sendo mantido captivo...eu estou preocupada com os dois. – Ela admitiu, olhando para frente tristemente.

– E se fizerem algo com eles? E se estão sofrendo? E se a loucura tiver dominado eles?...eu sei que não vai resolver nada se eu ficar aqui me lamentando, mas... – Continuou, abaixando a cabeça e deixando suas mechas loiras cobrirem seu rosto.

-Hm. – A outra jovem murmurou, olhando para ela. Não sabia bulhufas sobre esse tal de Kinshin, mas devia ser alguém bem perigoso. E loucura parecia algo sério nesse mundo também. Era normal que a garota a seu lado estivesse assim. Mas o que fazer...? – Sabe de uma coisa?

A loira dirigiu seus olhos verdes à outra, esperando uma resposta silenciosamente.

- Se preocupar é normal. Eu também ficaria assim se meus amigos estivessem em perigo. Mas ,sabe, você também nunca deve parar de ter esperança. – Começou a garota, olhando para cima. Virando-se para a jovem a seu lado, ela terminou:

- Porque mesmo que tudo dê errado, a esperança nunca deixará de estar ali. Ela nunca morre, e não enfraquece nem com a loucura. Então, você tem o direito de estar preocupada sim. Mas confie nos seus amigos, e deseje que tudo dê certo do fundo do seu coração. Milagres acontecem sim , mas apenas se tivermos esperança que eles aconteçam.

- Você... – Ela começou, surpresa com as palavras da garota de olhos turquesa. A outra olhou-a confusa, e a jovem deu um risinho.

– Não é nada. É só que você falou algo parecido com o que um amigo meu disse. Claro que ele não falou o mesmo, mas acho que queria dizer a mesma coisa. – Ela terminou, sorrindo para o nada.

- Ele deve ser alguém bem importante para você, não é? – Comentou a garota de cabelos castanhos, sorrindo como se soubesse o que acontecia. Afinal, já era bem ‘expecializada’ nesse assunto.

A loira a seu lado deu um salto, mas se acalmou logo depois ao ver que não daria para negar isso naquele momento. Ao contrário disso, ela sorriu e concordou com a cabeça, corando.

De repente, algo brilhante começou a surgir em frente às duas. A loira, assustada, se pôs em posição de ataque, mas ao ver a garota a seu lado apenas sorrir e chegar perto do que agora se assemelhava a um enfeite natalino, voltou a se sentar no banco do pequeno parque.

- Parece que minha carona chegou. – Ela comentou, agora segurando a bola verde em suas mãos. – Verde de esperança, hm? Sabia. – Ela murmurou para si mesma, sorrindo carinhosamente para o artefato. Enquanto começava a dissipar, olhou de lado para a jovem que agora via a cena surpresa, continuou a sorrir e falou:

- Ficarei torcendo por você. Feliz Natal! – E , num piscar de olhos, a garota de olhos verde-azulados havia desaparecido. A outra, de olhos verdes, piscou umas vezes e sorriu para si mesma.

Ouvindo um barulho, ela se virou para o lado e viu um jovem de cabelos brancos como a neve (se bem que do jeito que estavam arrumados, não pareciam com neve) e olhos vermelhos vivos a olhando.

- Então você estava aqui, não é? – Ele comentou, olhando para a jovem, e suspirou. – Todos ficaram preocupados, sabia? Você não devia ter saído sem avisar.

- Desculpa. – Ela falou, sorrindo brincalhona para ele.

- Se isso te animou, então está legal. – O jovem respondeu curtamente, se virando para a saída e colocando as mãos nos bolsos de sua jaqueta preta. – Vamos?

- Claro. – Ela disse, se levantando e andando até o garoto. Eles começaram a andar e, quando já estavam fora do parque, murmurou para só ele ouvir: - Hey...obrigada por se preocupar comigo.

Não ouvindo nada do garoto à seu lado, ela apenas sorriu, e olhou para cima. Em seu pensamento, agradeceu àquela estranha que tinha a animado no parque, e feliz ficou admirando a lua grotesca que era vista do céu azul escuro da cidade.

Esse mundo parecia aparentemente normal aos olhos da jovem de cabelos ondulados. Quando se recuperou de sua ‘pequena’ viagem, ela viu que estava em um grande colégio, e ao longe podia ver prédios grandes e magníficos. Parecia ser uma cidade bem desenvolvida.

“O que será que eu devo fazer aqui hein?” – Ela pensou, andando pelos prédios que pareciam ser dormitórios. Começou a refletir então pelas cores dos enfeites que tinha achado. Vermelho e verde eram bem óbvios, e o branco provavelmente seria paz. Mas o que poderiam ser os de cor amarela e azul? As possibilidades eram bem grandes.

“É melhor primeiro achar quem eu tenho que ajudar. Depois eu vejo que emoção é.” – Concluiu em sua cabeça, e, mais animada, começou a olhar em volta por alguém que poderia precisar de um ombro amigo(ou não).

Enquanto olhava, se deparou com um jovem alto, de aparentemente uns dezoito anos, andando obviamente triste de um lado para o outro e despertando olhares confusos dos que passavam por ali.

Se aproximando mais, conseguiu ver mais do jovem: ele tinha cabelo bem loiro, e seus olhos eram de um estranho e exótico violeta. Ele parecia bem desesperado, pois lágrimas saiam do canto de seus olhos e ele murmurava coisas num tom de choro enquanto andava.

“Ele deve estar com problemas mesmo...” – A garota pensou com uma gota, ao ver o mesmo cair no chão ao não perceber que havia uma pedra no caminho. Se aproximando, ela observou o garoto tentar se levantar devagar, agora com o rosto sujo por bater de cara no chão.

- Está tudo bem com você? – Ela perguntou, olhando para o garoto.

- Ah, senhorita! – Ele falou ao notar a presença da mesma presença, e dramaticamente pôs uma mão na frente de seu rosto. – Não olhe para mim nesse momento! Estou muito ferido para adimirar sua beleza como deveria...

- Então você não está bem...posso saber o que houve? – A jovem perguntou, ainda com uma gota, agachando ao lado do garoto que desistira de tentar se levantar. Pôde perceber um sotaque francês em sua voz, mas resolveu ignorar.

- Oh, eu te preocupei, não foi? Me desculpe! – Ele se virou para mim, com lágrimas nos olhos. – É que, minha hime¹ e meus amigos... – Ele começou agora um pouco mais sério, ao sentar-se com os braços em volta de suas pernas. A garota de mechas castanhas não disse nada, esperando que ele continuasse.

- Eles...eles... –A jovem pode verver a expressão do jovem ficar mais séria e melancólica ainda, e ponderou se era algo realmente sério. E se eles tivessem sofrido algo grave? Será que era um enfeite branco significando ‘paz’ de ‘descanse em paz’??

- ELES SAÍRAM E NEM ME AVISARAM NADA!! – Ele exclamou dramáticamente, lágrimas agora como rios escorrendo pelo chão. A garota ao seu lado ficou com cara de “orly” por alguns segundos, e meramente pôs a mão na frente de seu rosto, como se não conseguisse expressar a idiotice que era o problema do jovem².

- Minha hime não estava lá quando eu acordei e fui até o quarto dela para fazer uma surpresa, e quando fui ver se ela estava com meus amigos eles também não estavam lá! – Ele choramingou, enquanto permanecia sentado na posição anterior, uma aura depressiva espalhando-se pelo lugar.

- Huh...eles podem ter ido fazer compras e esqueceram de avisar... – A garota murmurou, olhando apreensiva para a cena que via.

- Mas eles SEMPRE avisam! E eu acordei bem cedo hoje, estou a horas esperando e eles ainda não voltaram! – O outro respondeu, ainda chorando, com a cabeça enterrada nos joelhos.

- Olha...- A garota de orbes claras comentou, enquanto olhava para as árvores que possuíam folhas verdes se mechendo levemente com a brisa que passava por lá. – Acho que você deveria confiar mais neles. São seus amigos, certo? Nunca fariam algo que te prejudicassem ou algo muito sério sem te avisar. Principalmente sua “hime”.Então não se preocupe.

- Mas...mas... – Ele tentou responder, movendo suas mãos para os lados patéticamente.

- Sem ‘mas’. Apenas confie neles e verá que tudo vai dar certo. Talvez até estejam preparando uma surpresa para você! – Ela respondeu, bufando , e continuou:

- Vocês não são daqui , não é? Se vieram até esse lugar juntos, então não vai ser muito fácil eles se separarem de você. Confiança é algo essencial numa realção de amizade. Garanto que, se acreditar mais neles, vão ficar ainda mais felizes de serem seus amigos.

- Obrigado senhorita... – O outro jovem respondeu, olhando para baixo, com vergonha. Tão concentrado no chão, ele nem percebeu um objeto de cor azulada e redondo aparecer no ar, não sendo percebido pelos que passavam à sua volta. Porém, a jovem ao seu lado o viu e, alegremente, pegou a bola de enfeite que tinha um tom azulado.

- Azul para confiança... só faltam mais dois! – Ela murmurou feliz, começando a dissipar. – Feliz natal para você, seus amigos e sua hime. – Ela terminou sorrindo para o jovem que olhava para o chão a sua frente, e desapareceu do lugar.

-Obriga... huh, para onde ela foi? – O outro disse, se levantando e olhando para os lados, mas sem sinal da garota de olhos verde-azulados que estava a seu lado algum tempo atrás. Enquanto se distraia , nem percebeu que uma jovem , aparentemente um ano mais nova,de cabelos castanhos curtos e orbes castanhas se posicionou ao seu lado.

-Sempai³? – Ela perguntou, olhando-o confusa enquanto ele, ainda distraido, olhava para frente atrás de cabelos castanhos claros e ondulados.

- Ah, você voltou! – Ele virou para a jovem, sorrindo alegremente. – E onde estão os outros... – Ele continuou, mas foi interrompido por uma exclamação de poucos metros de distância.

- SURPRESAAAA!! – Ele olhou para o lado, e viu seus amigos sorrindo, todos em volta de uma mulher bonita e de cabelos curtos e loiros, enquanto esta apenas sorria com lágrimas nos olhos.

- Mãe....? – Ele perguntou surpreso, enquanto a jovem ao seu lado sorria e segurava uma de suas mãos.

Enquanto corria para encontrar o grupo à frente ao lado de sua ‘hime’, o jovem não pôde deixar de agradecer mentalmente à misteriosa garota de antes, e de decidir em sua mente que nunca, mas nunca mesmo duvidaria de seus amigos de novo.

“Ok, definitivamente isso não é mais o mundo anterior.” – A garota pensou, olhando para as duas luas que enfeitavam o céu de fim de tarde no novo lugar em que parara. Uma tinha um tom rosado e outra azulado, ambas tão brilhantes que pareciam mais cometas coloridos.

Olhando em volta, se viu dentro de um jardim que fazia parte de um castelo majestoso, e por ele passavam diversos garotos e garotas, usando uniformes estravagantes.

“Err...isso é uma escola para a realeza ou coisa parecida?” – Ela pensou, ao corar com os olhares de confusão que faziam para a mesma por ela estar usando uma roupa um tanto estranha comparada à dos outros.

Decidindo não permanecer recebendo olhares, ela resolveu andar por aí para ver se encontrava logo quem devia ajudar. Depois de caminhar um pouco, ela viu de relance um jovem com roupas diferentes das dos outros que passavam pelo local.

Ele usava um casaco azul com detalhes em branco, uma calça jeans e tinha cabelos negros. Seus olhos azuis olhavam para o lado, tristes.

“Deve ser ele...” – Ela pensou, ao ver o garoto sentar-se na beira de uma fonte. Chegando mais perto, ela suspirou e sentou-se na outra extremidade da fonte. Olhou o jovem de lado e, tomando coragem, falou:

- Hey, tudo bem com você? – Ela perguntou , e o garoto quase caiu para trás , surpreso. Ele a mirou por uns segundos, e depois respondeu:

- Eu nunca te vi por aqui antes... você por acaso veio de outro mundo? – A jovem o olhou surpresa, mas após isso voltou a sua expressão normal, como se nada tivesse acontecido.

- Talvez. Mas isso não importa agora. – Ela respondeu, chegando um pouco perto para encarar o jovem de cabelos negros. – Eu perguntei se você estava bem.

- Huh... – O outro falou, ainda um pouco surpreso e confuso, e depois respondeu: - Não sei...mas você realmente veio de outro lugar? Porque eu sou de-

- Não te disse que isso não importava? – Ela interroupeu-o, suspirando com raiva. – Você obviamente não está bem, não é hora para ficar perguntando coisas.

- Bom, mas então por que você está aqui? – Ele perguntou com uma gota, ao ver a reação um tanto estressada da garota.

- Eu te vi sozinho e triste aqui, e pensei que eu pudesse te ajudar com seu problema. – Ela respondeu, o olhando com um sorriso. Ao ver o jovem ficar com uma expressão cética. – Que foi?

- Nada... é que outra pessoa já me ofereceu ajuda hoje, e acabou piorando ainda mais as coisas. – Ele comentou, apontando para a marca vermelha em uma de suas bochechas que se assemelhava a uma mão pequena e delicada, chamando a atenção da jovem.

- Entendo. Desentendimentos com a pessoa que você gosta? – Ela disse, rindo um pouco quando o garoto de olhos azuis tocou a marca vermelha com o dedo e resmungou de dor.

- Sim... – Ele respondeu honestamente, dessa vez colocando as mãos longe do alcance de sua bochecha vermelha. – Ela me viu com minha amiga e interpretou errado. Eu realmente não a entendo...

- Continue. – A outra murmurou, interessada. Será que era mesmo o que ela estava pensando...?

- Eu digo que a amo e que ela é a única que eu protegeria até a morte, mas ela ainda se sente insegura... eu sei que parte da culpa é minha por me meter em situações comprometedoras,mas... – Ele começou, suspirando tristemente. – Eu queria que ela fosse mais gentil comigo.

- Hum, então é como eu pensava que fosse. – A jovem de olhos turquesas comentou, suspirando de alívio e sorrindo brincalhona. – Eu conheço alguém bem parecida com ela, sabe? É uma amiga.

- Sério? – O outro perguntou , surpreso e virando-se para a outra jovem.

- Sim. Por acaso sua ...amada foi insultada por outros à sua volta ou teve uma infância difícil? – A outra respondeu, olhando de relance para o jovem ao seu lado.

- Ela não sabia conjurar nenhuma magia, e tem um apelido ruim também... – Ele murmurou baixo, mas a garota pôde ouvir. – Acho que isso é um sim....

- Sabia. Você está lidando com uma jovem de duas personalidades, meu caro. – Respondeu a garota, sorrindo e levantando um dedo indicador para frente do rosto do jovem. – Ela pode parecer que te odeia e é rude com todos, mas não é bem assim. Ela esconde seu lado gentil e delicado por baixo de uma personalidade rude e distante.

- Como você me disse, ela teve uma infância difícil, e ainda enfrenta dificuldades. Pessoas assim, que sempre foram sozinhas e quase nunca receberam afeto (ou foram rejeitadas quando tentaram expressar algum) não sabem lidar com sentimentos como o amor. – Ela continuou, nunca tirando os olhos do jovem a sua frente.

- Então você está dizendo que , por ela nunca ter se dado bem com muitas pessoas, ela não sabe como agir quando alguém trata ela bem? – O outro disse, lentamente entendendo a situação.

- Exato. Pessoas assim vêem muita dificuldade em se expressar emocionalmente, pois têm medo de serem rejeitadas ou de serem abandonadas novamente. Por isso, tentam afastar ao máximo a pessoa que gostam no início, e mesmo que desejem atenção, nunca dizem por vergonha ou medo de se tornarem muito “grudentas”.

- Mas eu nunca rejeitaria a- - O outro começou a falar, como se explicasse para seu amor ao invés de para a jovem a sua frente. Esta suspirou outra vez, e sorriu confiante cortando-o e continuando a falar:

- Eu sei disso. Mas ela não. Mesmo que você diga que a ama, ela sempre vai duvidar que seja mentira se você der em cima de outras ou parecer interessado em alguém. Por dentro, acredita nas mentiras que os outros a disseram em suas infâncias e se acha não merecedora de tanto carinho.Ela nunca esteve acostumada a ser feliz, então não sabe o que fazer quando sente vontade de sorrir.

- Mas...como eu faço com que ela se acostume então? – Ele perguntou, face um pouco magoada por ter ouvido coisas que não desejava que fossem verdade.

- Dê mais atenção a ela. Se ela diz para ir embora, fique. Se diz para a soltar, a abraçe mais forte. Se ela for se acostumando com a felicidade de ser amada, então vai confiar mais em você. – A jovem respondeu, sorrindo.

-Porque, mesmo que a vida de alguém seja cheia de mágoas, quando a felicidade vêm, pode curar até o mais frio dos corações, e quebrar a barreira de proteção que a solitude criou. – Ela acrescentou, olhando para as duas luas que agora estavam quase ofuscando a luz do sol no horizonte.

- Então é melhor não esquecer, viu? Nada de aceitar ‘ajuda’ de garotas quando se tem alguém muito melhor que pode te ajudar! – Ela acrescentou , sorrindo e feliz ao ver que o rapaz agora se alegrara, e, levantando, disse por último:

– Continue fazendo sua amada feliz que eu tenho certeza que ela vai mostrar mais e mais de seu lado doce e gentil que ela mantêm

Escondido por trás de violência. Felicidade é essencial para isso!

Como se já soubesse o que aconteceria em seguida, a jovem sorriu carinhosamente para o garoto , enquanto via o mesmo sorrir para si. “ Ele realmente gosta dela” – Pensou, e viu um enfeite amarelo surgir à sua frente.

- O que é isso? – Ele exlcamou, assustado, tirando de suas costas uma espada. A jovem à sua frente sorriu brincalhona para ele e respondeu:

- Minha carona. Você estava certo de eu ter vindo de outro mundo.

- O quê...? Mas, espere...como você veio parar aqui?? – Ele gaguejou, sua mente se enchendo de perguntas.

- Nem eu sei, meu amigo. Feliz natal para você e sua namorada! – Ela respondeu sorrindo, enquanto tomava a bola amarela em suas mãos. – Felicidade para amarelo, como não pensei nisso antes?

- Huh...feliz natal para você também. – Ele respondeu, ainda um pouco surpreso, ao ver a jovem sorrir para ele e lentamente desaparecer de sua frente.

- Então você estava aí! – Ouviu uma voz aguda falar, e se virou para encontrar uma garota de cabelos longos e de um bonito rosa, com olhos da mesma cor. Ela estava corada, provavelmente de correr por toda a escola.- Não desapareça assim, seu baka inu!

- Ah... – Ele murmurou, percebendo finalmente que a mesma estava preocupada com o mesmo. Sorriu abertamente lembrando da conversa que tivera com aquela jovem misteriosa de antes, e puxou a garota à sua frente para um abraço.

- O-o-o quê? Me solte, seu...! – A outra tentou dizer enquanto era abraçada pela cintura, mas acabou se acalmando. – Não pense em fazer isso outra vez, ouviu...

- Tudo por você. – Ele respondeu, pousando seu queixo por cima da cabeça da jovem, sentindo a mesma retribuir ao abraço. Se soubesse que dar mais atenção a sua amada daria nisso, teria feito o mesmo muito antes.

“Finalmente o último!” – A jovem de olhos verde-azulados pensou alegremente, enquanto andava por um largo corredor de um prédio. Estava ali por alguns minutos, tentando achar alguém que pudesse precisar de ajuda.

- Agora, onde está essa pessoa hein?? Já andei o andar inteiro e nada... – Ela bufou, murmurando para si mesma. De repente, ouviu a voz de pessoas brigando.

Curiosa, se aproximou da porta da onde vinham essas vozes. Não era só uma pessoa, mas várias discutiam umas com as outras. Pôde ouvir alguém falar que ‘chá é muito melhor que café’ com um sotaque engraçado, e outra com um sotaque (parecia francês, não dava para ouvir direito com o barulho) falando algo que a garota não preferia repetir.

Abrindo a porta lentamente, viu várias pessoas discutindo numa sala que parecia de reuniões. Dois homens loiros discutiam em um dos cantos, com outro loiro do lado deles que ria e falava algumas coisas pervertidas para irritá-los ainda mais.

Outro , de cabelos castanhos escuros com um fiapo que dava uma cruva um tanto estranha, resmungava alto ao lado de aparentemente um parente seu (tinha uma ‘curvinha’ similar, mas em outro lado da cabeça), este com uma expressão triste e falando algo a ver com comida italiana.

Um outro homem , com cabelos cinzas, um sotaque...engraçado e uma aura maligna, conversava (ou melhor, ameaçava) com um garoto baixo que tremia sem parar e outros dois, também um pouco assustados, sobre a discurssão que havia.

Ao lado, um outro (ou era outra? O cabelo era longo, então confundia um pouco) comia o que parecia ser um doce chinês e reclamava para quem quisesse ouvir da infantilidade dos outros a sua volta.

Uma mulher, de cabelos longos e castanhos claros com uma flor rosa na cabeça, corria atrás de um albino que tinha uma...ave (um pintinho amarelo, para ser mais exato) na cabeça enquanto este ria loucamente, e sentado numa mesa um homem de cabelos bem loiros estava com as mãos no rosto, provavelmente cansado de tentar parar a confusão.

“Ah meu Kami~sama, eu vou ter que ajudar TODOS ELES?” – Ela pensou com uma gota, ao olhar todas aquelas pessoas discutindo e com raiva em plena véspera de natal. “Tinha logo que ser o último enfeite mesmo...”

Entrando lentamente na sala e nem sendo percebida pelos seus integrantes, chegou perto de um outro loiro (que estranhamente nem percebera que estava ali antes), de olhos violetas e com um urso branco nos braços.

- Huh...pode me dizer o que está acontecendo aqui? - Ela perguntou, ainda confusa com tudo o que estava acontecendo. O homem ao seu lado (parecia mais um adolescente,mas por algum motivo lembrava um adulto) deu um pulo de surpresa, e olhou surpreso para a jovem ao seu lado.

- D-de onde você veio? – Ele gaguejou, ainda surpeso enquanto seu urso a olhava curioso.

- Do corredor. – Ela respondeu, apontando para a porta. -Mas o que está havendo para toda essa discurssão?

- Ah... isso acontece toda a vez que temos reuniões, então eu nem sei mais o motivo... – Ele respondeu timidamente, olhando para frente. – Meu irmão está discutindo sobre coisas bobas outra vez...

Ele apontou para um dos loiros que a jovem tinha visto antes, agora batendo com uma caneta na cabeça do outro enquanto este discutia com o francês(há! O sotaque era mesmo francês!) ao lado dos dois.

- E ...ele continua assustando todo mundo. – O ‘homem’ ao lado da garota continuou, apontando com medo para o cara do sotaque estranho que agora estava com um cano de metal em uma das mãos.

“De onde saiu aquilo?” – Ela ponderou com uma gota, ao ver o estranho com uma aura maligna sorrir inocentemente para os outros a seu lado segurando a arma de metal.

- Eu pensei que pelo menos na véspera de natal eles iriam parar,mas... – O rapaz ao meu lado começou, apertando o urso em seus braços. –Eu estava errado, afinal...

A garota de cabelos ondulados começou a ficar com raiva, vendo que os presentes daquela sala tinham completamente ignorado o espírito do natal. Estavam reclamando por coisas tão estúpidas que, quando as exclamações ficaram mais altas, ela gritou não mais aguentando:

- TODOS VOCÊS, CALEM A BOCA! – As pessoas olharam para ela, parando o que estavam fazendo. O loiro de olhos azuis cortantes (que só foram vistos pois ele levantou a cabeça para olhar para quem tinha gritado) deu um olhar de agradecimento, e o de cabelos negros que atéo momento permanecia calado vendo tudo (também não fora percebido), sorriu para a jovem.

- Huh...quem é você? – Um dos que estava discutindo, irmão do ‘homem’ com quem eu estava falando antes, perguntou. Prestando mais atenção nele, viu que seus olhos eram azuis como o céu e que tinha uma parte de seu cabelo dourado que parecia desafiar a gravidade.

- Eu estava andando pelo corredor e ouvi os berros de vocês. Aí, como sou curiosa, vim até aqui e me irritei por estarem reclamando sobre coisas inúteis. – Ela respondeu, cínica, enquanto apontava para a porta.

- Mas não eram coisas inúteis! – O outro ao lado do rapaz respondeu, irritado. Ele tinha olhos esmeralda (que lembravam a cor de uma floresta) e cabelos bagunçados, além de sombrancelhas um tanto grandes (na verdade enormes, mas deixa para lá.)

- E quem discute sobre chá e café em véspera de natal, pode me dizer?? – Ela perguntou , com raiva. – E reclamar , assustar os outros com um cano e correr atrás de alguém com uma frigideira também não é muito comum, sabia.

- Humph! Mas não é minha culpa se ELE ficou me importunando! – A moça com uma flor na cabeça resmungou, apontando com raiva para o albino ao seu lado que tinha parado de rir e agora olhava interessado para a jovem que gritara anteriormente.

- Não importa. Era só você falar que hoje não é dia de briga que ele iria entender. – A garota de olhos verde-azulados disse, olhando para os dois. Se virando para todos da sala, ela continuou:

- Hoje era para ser um dia de paz, ok? Para tratarmos bem todos a nossa volta, para celebrarmos todos juntos, para ter confraternização! Não ficar discutindo no meio de uma sala de reuniões.

- Então culpe o bastardo que nos colocou aqui! – O homem de cabelos castanhos escuros bufou, se levantando.

- Ele provavelmente achou que pelo menos hoje vocês iriam estar melhores, eu presumo. – A jovem respondeu, encarando o que havia resmungado. – Não dava para esquecer os problemas pelo menos hoje não? – Ela continuou, colocando a mão sobre seu rosto.

- Não quando você vai ser obrigado a passar o natal com alguém que já colocou até sal em vanilla! – Respondeu outra vez o loiro de olhos azuis, apontando infantilmente para o outro ao seu lado, que corou de raiva e respondeu algo como “Cale a boca, estúpido”.

- Sal em vanilla4...? – A garota de cabelos meio ondulados murmurou para si mesma com uma gota, mas logo se recompôs. -Isso nem importa, oras! Hoje é um dia de paz e celebração, comida não importa!

- Você parece aquele ali falando em ‘paz e celebração’. – O francês riu, apontando para o italiano (devia ser, pois não parava de falar em macarrão) que agora se punha do lado do homem loiro que aparentemente era o organizador da reunião. – E ele é o mais medroso daqui, foge de mais guerras do que eu, mademoseille.

- Pois eu faria o mesmo. – A garota falou, bufando de raiva. – Qual o problema de fugir de guerras?

- O problema é que você se torna o mais fraco de todos, e nem consegue se defender sozinho, aru. – O homem de cabelos longos respondeu, terminando de comer seu doce chinês.

- E qual o problema de ser fraco, afinal? – Ela exclamou, com raiva novamente. – O mundo não é feito apenas de força, ou vocês se esqueceram disso?? É feito de emoções, de pessoas que convivem e aprendem umas com as outras!

- E é feito de guerras também, da~ - O homem do sotaque estranho acrescentou, sorrindo inocentemente como sempre.

- Eu queria que não fosse. – Respondeu a garota, suspirando. – Eu realmente odeio guerras. Elas só existem porque o homem é um egoísta que luta todo o dia por mais poder e territórios, e esquece de seguir o que realmente importa. Guerras matam inocentes, destroem relações entre pessoas, criam inimizades sem contexto.

- Mas se não houvessem guerras, não haveriam heróis nem pessoas a serem veneradas, e isso não é nem um pouco legal para mim. – Falou o albino triunfantemente, enquanto olhava com uma expressão que transmitia “tédio” para a jovem.

- Claro que existiriam. Está me dizendo que você só seria alguém venerado se matasse e mostrasse o sangue de inocentes por aí para os outros? - Ela retornou, conseguindo surpreender o outro. Sorrindo , ela continuou:

-Viu, até você sabe que não. Se o mundo estivesse em paz, não haveriam mortes sem motivo. Não existiriam desentendimentos inúteis que levariam a discurssões inúteis se só a paz reinasse. As pessoas poderiam sorrir uma para as outras e todos poderiam compartilhar seus conhecimentos sem discriminação.

Ela olhou para todos, que (finalmente) pareciam ter se calado completamente e estavam prestando atenção. Então suspirou novamente e continuou:

- Eu sei que isso é impossível. Mas pelo menos hoje que é natal, poderia acontecer. Poderia se pensar mais em amor, em confiança, em felicidade, em esperança e em paz sem que haja nenhum problema. Todos poderiam ser felizes uns ao lado dos outros, e amigos poderiam comemorar unidos.

- A paz poderia , pelo menos hoje, entrar no coração de todos e permanecer lá, lembrando que poder não é importante, mas sim o desejo de estar ao lado de quem nos ama. Não importa se você seja cristão ou não, hoje é um dia de paz e união. E é isso que deve ser feito. – Ela terminou, sorrindo o melhor que podia.

- É, falando assim você tem razão... – A moça respondeu, enquanto os outros se olhavam com arrependimento. – Obrigada. Por um minuto eu havia esquecido até que dia era hoje...

- Não tem de quê. – A jovem respondeu ainda sorrindo, suas orbez turquesas brilhando refletidas na luz clara da lâmpada extensa daquela sala.

De repente, uma luz começou a surgir em frente da jovem. Os integrantes da sala ,assustados, se afastaram um pouco. Ela, ao contrário, pegou o enfeite que se materializara em sua mão e observou o branco lípido de seu brilho e sorriu.

-Parece que finalmente acabou. – Ela suspirou, começando a se dissipar. Depois de passar o que pareceram horas para ajudar tantas pessoas, era um alívio finalmente voltar para casa onde encontraria seus amigos.

“Me preocupei tanto com a arrumação e a comida que quase esqueci o significado do natal também...” – Ela pensou para si mesma, sorrindo. “Até que não foi não ruim me meter nessa aventura.”

- Hey...! – Alguém falou à frente da garota, que abriu os olhos para ver o italiano que era supostamente ‘fraco’. – Muito obrigado mesmo por lembrar a todos sobre o natal, ve~ Pelo menos hoje não precisamos nos preocupar com guerras... – Ele continuou, e , sorrindo ao ver a moça corar, terminou:

-Feliz Natal!

- Feliz natal para vocês também! – Foi a única coisa que os integrantes da sala puderam ouvir, antes que a garota desaparecesse entre o brilho que o enfeite branco antes deixara.

- Neve...? – O urso polar, que no momento ainda estava no colo de seu dono próximo à janela, murmurou ao ver pequenos flocos caírem do céu já escuro. Seu dono olhou também e, sorrindo, respondeu:

- Parece que teremos um natal branco5 esse ano, não é? – Olhou para trás , vendo os outros arrumando as coisas e desejando ‘Boas festas’ entre si, e sorriu. – Já era hora de termos outro como tínhamos antigamente....

Uma jovem de cabelos longos e castanhos cantava baixinho enquanto terminava de arrumar a mesa de natal. Olhando pelo relógio, ela suspirou antes de recomeçar sua melodia e ir em direção à sala.

- Kimi wa chikaunda6...– Ela murmurou para si mesma, parando quando ouviu o barulho da porta se abrir. Olhou para o lado e encontrou sua amiga de orbes claras, esta ofegante e alegre enquanto punha uma caixa em uma mesinha.

- Já voltou? Pensei que as lojas estavam lotadas... – A primeira comentou, seus olhos castanhos se voltando para a caixa que agora residia na mesinha.

- Sim,é que consegui achar uma que estava vazia. – A outra respondeu com um sorriso, ao tirar seu tênis. Ela pegou o que havia...comprado e mostrou para a outra jovem.

- Que lindas... - A garota de cabelos castanhos murmurou, pegando a bola de natal vermelha . – Onde conseguiu achar esses enfeites? Eles parecem ter um brilho tão diferente...

- Se eu te contasse, você não acreditaria. – A outra, de cabelos meio ondulados, respondeu sorrindo divertida quando sua amiga fez bico e resmungou um “Mas eu quero saber, poxa!” .

- Ah, deve ser a Jub e o pessoal! – Exclamou a de orbes castanhas ao ouvir a campainha tocar, e foi atender a porta. Enquanto isso, a outra começou a colocar os enfeites na árvore.

Ao terminar, sorriu ao ver o reflexo de todos os rostos que vira naquele dia agora sorridentes, e olhou para a estrela brilhante no topo da árvore.

“ Espero que todos tenham um natal maravilhoso, com muito amor, esperança, confiança, felicidade e paz!” – Pensou, ao dirigir um olhar carinhoso às reflexões, antes que elas dessem lugar ao reflexo da própria.

Levantando-se , ela se foi se encontrar com seus amigos que tinham acabado de chegar. Se dependesse dela, seria mais um natal perfeito!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~The End ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

-Glossário-

1- Hime – Princesa em japonês. Usei esse apelido pois o outro revelaria o nome da....hime, então resolvi colocar isso mesmo. Achei que ficaria bom, o ... deve usar muitos apelidos carinhosos para se referir a sua ‘princesa’~ :D

2- Facepalm.

3- Sempai – se usa para se direcionar a seu superior em escolas.

4- Dou um bolinho para quem acertar o nome da música a que eu me referi aqui :D *está viciada nela* (vanilla com sal deve ter um gosto não muito agradável...é.)

5- Referência à música “White Christmas”, cantada por soldados e suas famílias na 2ª Guerra Mundial que desejavam passar um natal “branco” e harmonioso.

6- Frase da música Holy Night, cantada no episódio de natal de ToraDora! .

---

Olá pessoal! Espero que tenham gostado da fanfic de natal~ :3 Não coloquei nome de nenhum personagem, pois quis que o foco fosse as emoções que a protagonista (ou seja, EU! HOHO~) transmitisse a eles. Mas deixei dicas bem óbvias, entãaao... –qq Ah sim, e sobre a PokéSchool 2...um dia sai, eu prometo >.<’

Eu desejo a todos vocês um feliz Natal !! Que vocês ganhem muitos presentes, que comam bastante coisas gostosas e que aproveitem esse dia único com quem vocês mais amam! *-*

Kissu l! ;*****

Marcadores: , , ,

3 Comentários:

Blogger HikariBibii disse...

HYAHAHHA MENINEE 8D *se esconde atrás do copo vermelho da tok stok* -aindario.
MERRY X-MAS PRA VOCE TBM -Q
E EU SEI, EU SEI OS ANIMEEEEEEEEEEEEEEEEEES *O*
*querganharaward* -q

1- SOUL EATER
2- OURAN
3- ZERO NO TSUKAIMA
4- HETALIA

ACERTAAAAAAAAAAAAY??? *O*

kisuuusssss ;***

24 de dezembro de 2010 08:36  
Blogger Miyako-Chan disse...

MERRY X-MAS, BLUE-CHAN~~~~(Ou Carol~Chan~~~)

Amei a sua fic, não conheço um dos animes que vc colocou, mas nem preciso mais néh?
A Hikari-Chan ja ganhou o award i-i
(Eu quero a Pokemon School TWO ToT)

Um natal cheio de amor,esperança, confiança, felicidade e paz pra vc tbm, Blue-Chan~

MERRY X-MAS²

Kisses
Bye**
P.s: Tou atrasada eu sei ioi

25 de dezembro de 2010 17:22  
Blogger srta.uzumaki disse...

Oláa!! Estou aqui para pedir que entre no fórum: ANIME OISHII!, http://animeoishii.forumeiros.com entre onegaai *---* te espero lá, arigato gosaimasu!
do blog: animeoishii.blogspot.com ;D
-------
adorei a fanfic, sério mesmo *-*, se autorizar gostaria de disponibilizar na àrea fanfics do animeoishii :3

14 de janeiro de 2011 20:50  

Postar um comentário


Would you like some Tea?
Twisted Fairytale adicionada ! Photobucket


Reminiscences ♦

Follow the Rabbit
Add Me~ ♥



Drink Me! :3
Alices ♠
”"
My Wonderland!

Credits ♣
Designer: Romanticide
Pixels & Background: Romanticide
Edited By: BlueGirl.:3
© 2010 - BlueGirl's Place - All rights reserved